<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852</id><updated>2012-02-05T10:32:17.753-02:00</updated><category term='http://2.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/S2Viam8wjII/AAAAAAAABXE/tuD0HIfineM/s1600-h/482ebde7443b2_normal.jpg'/><title type='text'>nadanonada</title><subtitle type='html'>um blog sem nenhum caráter, mas com muita literatura.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>587</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4356786436483349644</id><published>2012-02-05T10:32:00.000-02:00</published><updated>2012-02-05T10:32:17.760-02:00</updated><title type='text'>E aí?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Biquini novo, chapéu novo, filtro solar, toda pronta para a praia e a pessoa vem para cá, para a frente do computador… Pode? Deve poder, pois aqui estou eu, preferindo contemplar minha nesguinha de azul, de longe, a suar em pleno sol. Já fui mais animada, mas acho que sofri tanto com as proibições de sair que acabei me convertendo, genuinamente, à vida contemplativa. No entanto, admiro essas pessoas que levam a vida fora de casa, ativas, incansáveis, numa animação a toda prova. Vejam os exemplos com que me deparei ontem: depois de ir almoçar com uma amiga, fiquei com pena de voltar para casa, num dia tão lindo e…fui para o cinema! Claro, ia fazer o que, na rua, sozinha? Me enfiei, com a sessão começando, no cinema geladinho e fui escutar e ver Tom Jobim. No final, depois de todos os créditos lidos, pois eu ignorava ou não lembrava quem eram aqueles cantores todos que apareciam na tela e os diretores não acharam que deviam identificá-los durante o filme, vou saindo quando vejo uma senhora, não aparentando muita idade, mas com uma dificuldade enorme de locomoção, sendo ajudada pela acompanhante para sair do cinema. Aquilo mexeu comigo, me fez valorizar a capacidade de caminhar e a benção que é ter independência. Até porque o pé, que ainda me doi um pouquinho, me deixa mais sensível a estas coisas. Pois vinha refletindo sobre isto quando me encontro com um fiapo de bloco, na esquina de Ataulfo com Artigas. Alguns músicos, uma bailarina em pé naquelas inexplicáveis bolinhas colocadas na passagem de quem pretende atravessar a rua, chamando com gestos os passantes para dançar e… animadíssima, uma senhora toda fantasiada se agitando numa cadeira de rodas, feliz com a festa! De tão admirada com ela, nem reparei em quem a empurrava, se homem ou mulher, filha ou empregada. Só sei que devia ser uma pessoa animada também, pois ia coreografando ziguezagues pela calçada. &amp;nbsp;Voltei para casa, e escutei um grupo de rapazes falando sobre um concurso que pretendiam fazer. Um deles, em voz mais alta do que teria se a cerveja que estivesse na mão ainda fosse a primeira, dizia que era preciso dar o "c*". "Tem que dar o c*!", ele bradava, e parecia que estava fazendo um manifesto. Não fosse o sinal estar vermelho, eu teria ficado com a impressão de que era isso mesmo, um aficcionado conclamando, tal como a bailarina da outra esquina, &amp;nbsp;as massas para compartilharem de seu prazer.&lt;br /&gt;Se eu fosse subir num palanque para conclamar alguém a fazer alguma coisa, acho que minha opção seria um convite à leitura. Leiam! Entreguem-se a este prazer que também vicia (qual o prazer que não vicia? perguntem aos ratinhos da experiência!), mas que alimenta e dá um maior carinho pelo mundo. Pois a leitura nos leva à compaixão (no sentido de compartilhamento de emoções) e à empatia (capacidade de entender o ponto de vista alheio). E também nos devia tornar mais atentos ao mundo que nos cerca, mas ando cada vez mais desatenta. Somente hoje viro a página da folhinha, que este ano tem quadros de Van Gogh. O que ilustra o mês de fevereiro, que costumo chamar de meu, pois é o mês de meu aniversário, retrata um par de botinas velhas. Um sentimento contraditório me invade: acho pouco apropriado, mas, depois, reflito que são mais apropriadas do que podem parecer. Ainda estou sob o signo do pé machucado, por exemplo. Botinas é o nome de um antigo paraíso particular, que agora abandonei por conta de estar sendo muito frequentado, as ilhas lá de Angra, adoráveis. Escrevo sobre Rimbaud e falo sobre suas botinas constantemente, alternando com suas sandálias de vento. E existe sapato mais confortável que aquele velhinho, já acomodado a nossos pés, amaciado, domesticado, que nos leva, sem reclamar, aonde precisarmos de ir?&lt;br /&gt;Portanto, vivam as botinas de fevereiro! Que elas me levem longe!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4356786436483349644?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4356786436483349644/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4356786436483349644' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4356786436483349644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4356786436483349644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/02/e-ai.html' title='E aí?'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5138823786165030024</id><published>2012-02-02T11:59:00.000-02:00</published><updated>2012-02-02T11:59:38.554-02:00</updated><title type='text'>Leitura de mentes</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;O jornal me encanta com essa novidade: pesquisas para realizar a leitura de mentes e possibilitar a comunicação com quem sofreu algum acidente que o impeça de falar. Este sempre foi um fantasma que me assustou: a síndrome do encarceramento, como um dia foi chamada, e que está magistralmente registrada no livro O escafandro e a borboleta. Na verdade, não li o livro, só vi o filme, mas dou sempre preferência ao texto – talvez por vício do ofício. E assim me lembro da coluna do meu querido Francisco Bosco que ontem falava sobre adaptações. Proust é inadaptável, diz ele, e, no entanto, não são poucos os cineastas ambiciosos que voltam suas câmeras para esse extraordinário romance. Ele mesmo citou o filme do Ruiz, que tem momentos geniais e citações a outro filme&amp;nbsp;(pelo menos é o que eu acho), nunca realizado, mas longamente acalentado pelo Visconti, que chegou a escrever o roteiro. E possuo cópias de Um amor de Swann, um filme antigo de Volker Schöndorff, com Alain Delon e Jeremy Irons, de uma adaptação de A prisioneira, La captive, da diretora Chantal Akerman. Também vi num festival um filme cujo título original em italiano era Le intermittenze del cuore (Fabio Carpi, 2003), uma das seções do livro e que tratava de um cineasta (ainda Visconti?) que planejava filmar o romance proustiano mas que morre (?) ou tem um ataque cardíaco antes &amp;nbsp;de conseguir realizar seu intento. E agora mesmo não vi, pois não tenho TV5, a adaptação mais recente, para a televisão, feita em dois "capítulos", mas uma amiga tem uma tia que prometeu que ia gravá-los, portanto ainda tenho a esperança de ver a mini-série. Voltando ao filme do Ruiz, um amigo meu, Luis Miranda, fez um documentário genial sobre o lendário argentino que fez a iluminação do filme em questão. Ricardo Aronovich (?) avec mes yeaux de dinossaure. O cineasta foi professor dele e o documentário é simplesmente excelente, nos ensina muito sobre essa arte que nos parece secundária, mas que tem importância fundamental para a narrativa cinematográfica. A iluminação explica, realça, valoriza, é preciso assistir ao documentário para entender melhor o que digo. E para rever algumas cenas do Tempo Redescoberto, coisa que sempre vale a pena. Para terminar, ouso dizer que os iluminadores (os bons, é claro) já faziam essa leitura de mentes, captavam nuances e as transformavam em imagens que podemos decodificar sem o uso de palavras. Sensibilidade, arte e, agora, o computador, cada vez mais a mente vai revelando seus segredos. E eu me pergunto: o que faria Freud com todos esses novos recursos para o conhecimento da mente? E quanto devemos a ele, para chegarmos a essas novas "narrativas"?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5138823786165030024?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5138823786165030024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5138823786165030024' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5138823786165030024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5138823786165030024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/02/leitura-de-mentes.html' title='Leitura de mentes'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-277048721731271355</id><published>2012-01-29T19:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T19:40:38.487-02:00</updated><title type='text'>Água no feijão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Ninguém para botar água no feijão, que estou de volta! Mas não me importei, cheguei e fui comer feijão no Gula Gula, ô delícia! Brasileiro sente mesmo falta de feijão, né? E eu nem mesmo sou uma assídua comedora de feijão… Mas, quando viajo, volto com saudade dele, pretinho, temperadinho, quentinho, coisa mais boa! Principalmente quando se passa tempo jantando Doritos. Esse meu cardápio foi horrível, mas teve que ser, por conta do pé machucado, que não me permitia sair para jantar.&lt;br /&gt;Mesmo assim, com esses senões, a viagem foi legal. Andei o tempo todo na minha moto de handicap, que aluguei, e vi como são importantes alguns detalhes que aqui no Brasil ignoramos: calçadas lisas e amplas, para permitir a circulação da motoquinha, rampas, portas amplas, nada de postes ou pedras no meio do caminho… Até me diverti. E acho que foi uma boa experiência para trabalhar literariamente: andar de muletas, o medo de ser derrubada, as dificuldades experimentadas. A questão da dependência. Mesmo sabendo que eram limitações temporárias, experimentar essas limitações me deu uma nova perspectiva. O mesmo com a leitura do Coetzee, Slow Man, do qual já falei.&lt;br /&gt;Toda vez que viajo compro um "livro em CD", que escuto no carro. Geralmente compro um livro desses que não tenho certeza se vou gostar do autor, ou algum que esteja na lista de best seller, deixo os mais literários para a própria leitura. Só que desta vez não resisti e comprei um Murakami. Creio, no entanto, que cometi um erro: para começar, é um tijolo (são 38 CD's) Acho que vou ter que inventar uma ida a São Paulo de carro para ter tempo de escutá-los! Do jeito que eu dirijo por aqui, ou seja, cada vez menos, vou demorar uns dois anos para terminar esse livro IQ84 (acho que o título é esse, mas agora que escrevi, penso que talvez tenha cometido um ato falho e comentado &amp;nbsp;minha própria falta de inteligência ao &amp;nbsp;embarcar num projeto de escuta tão ambicioso). Contarei para vocês minha experiência, tão logo a comece, pois ainda estou com o pé imobilizado, nem posso dirigir…&lt;br /&gt;O que vi? O que fiz? Parques da Disney, bichos de pelúcia imitando gente, gente imitando bichos e bichos de verdade nadando e pulando como gente. Not much. Mas muito divertido, e cheguei feliz. Acho que esta é a primeira vez que volto de viagem sem aquela sensação de depressão pós viagem. Voltei feliz por chegar. Talvez as peripécias do voo da volta tenham contribuído para isso: um problema no avião, volta ao aeroporto de Miami, pouso em área remota, rodeada de bombeiros, ambulâncias e carros de segurança, um grande teatro que alongou em mais de quatro horas a viagem. Mais coisas para contar, depois, como a história da velhinha que implorava ao piloto para descer. Ela desapareceu assim que chegamos no aeroporto, desistiu de voar. Só espero que não tenha vindo de navio, pois estes me parecem ainda mais perigosos que os aviões! Estou até agora impressionada com este navio tão moderno, naufragado sem mais nem menos! Em terra as coisas também não estão tão firmes: que absurdo, os três edifícios caídos no centro do Rio! Mal tive tempo para &amp;nbsp;colocar em dia as correspondências, ainda não terminei nem mesmo a leitura do jornal do dia, nem dos imeios atrasados, das mensagens facebucais, e toda essa parafernália. &amp;nbsp;Mas deixo aqui meu recado, minha mensagem de volta a esta terra onde encontro frio e chuva no meio do verão, para me deixar ainda mais confusa do que já sou!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-277048721731271355?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/277048721731271355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=277048721731271355' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/277048721731271355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/277048721731271355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/01/agua-no-feijao.html' title='Água no feijão'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-7773826919542385421</id><published>2012-01-13T15:42:00.000-02:00</published><updated>2012-01-13T15:42:11.717-02:00</updated><title type='text'>Sexta 13, questionários e outras cositas más…</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lLvAUhfTi1g/TxBmYMWYloI/AAAAAAAABgA/xV799YjjH8w/s1600/DownloadedFile-1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-lLvAUhfTi1g/TxBmYMWYloI/AAAAAAAABgA/xV799YjjH8w/s1600/DownloadedFile-1.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sexta feira 13 e um trevo de 4 folhas (obrigada, Fafá!) combinam bem paca! Pesquisa de O Globo com perna imobilizada também! Filmes antigos e alguém de molho em casa, outra boa parceria. Livros? A toda hora, muitos! Visitas? Claro! Consegui ficar todos estes dias sossegada em casa graças a meus amigos maravilhosos que apareceram por aqui para dar uma força, à minha família e todas as suas providências, aos livros, aos filmes antigos na TV. Até a pesquisa de O Globo me deixou feliz! Melhor dizendo, me senti útil. Mas, em compensação, descobri como leio mal o jornal que vem me saudar todas as manhãs: Algumas seções eu nem sequer conhecia de nome! Que jornal é esse que recebo e que não leio? Espero que os entrevistadores não me eliminem da sua lista de pessoas a entrevistar. Posso ter outra doencinha, uma gripe, ou unha encravada, e vou gostar de ter o que fazer de novo… Mas quero que conste aqui que meu elogio para os cronistas foi para o Francisco Bosco. Não que eu não aprecie muitos outros cronistas do jornal. Desde a Cora ao Ubaldo, do Joaquim ao Jabor, tenho muitos cronistas que saboreio com prazer, cujos textos me estimulam e fazem pensar. Mas o Francisco Bosco, ultimamente, é o meu chocolate, meu bombom. Só que me dei conta: esta semana não encontrei o Chiquinho no jornal! Volta, Chico! Vem me encantar. O outro Chico vai me encantar quando eu voltar de viagem, nas apresentações extras em fevereiro (Obrigada, Isabella!) Mas o Francisco Bosco não pode abandonar as páginas de O Globo! Que cronista tão perfeitamente sintonizado com quem gosta de literatura!&lt;br /&gt;Por falar em O Globo, publicaram uma resenha que fiz de Libido aos pedaços no blog do Prosa e Verso. Eu não conhecia o autor, mas ele me mandou, hoje, um imeio agradecendo, foi gentil.&lt;br /&gt;Já que estou assim neste clima de faits-divers, aproveito para mencionar o livro da Nora Ephron que acabei de ler: Não lembro de nada. Eu sou fã da Nora, e descobri que fiquei fã dela desde o filme que ela diz ter sido um fiasco, Amor é fogo (Heartburn). Pois o Harry met Sally e It's complicated e You've got mail eu nem sabia que eram dela. Mas agora que sei, sou ainda mais fã dela. Acho que só sei que são dela os fiascos. Tem um outro que ela fez falando sobre suas irmãs, não é mesmo? Mas, como também não lembro de nada, não tenho certeza. E o clube das desquitadas? Também não era dela? Sinto muito, mas meu pé não vai me deixar ficar aqui tempo suficiente para consultar o São Google.&lt;br /&gt;Bem, estou lendo muitas coisas ao mesmo tempo, e vendo muitos filmes. Por falar nisso, It's complicated estava na TV ontem à noite. E Dr. Zhivago. E, não ontem, mas anteontem, Lawrence da Arábia. Como vêem, estou de molho, mas tenho me divertido! E amanhã viajo! Depois eu conto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-7773826919542385421?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/7773826919542385421/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=7773826919542385421' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7773826919542385421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7773826919542385421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/01/sexta-13-questionarios-e-outras-cositas.html' title='Sexta 13, questionários e outras cositas más…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-lLvAUhfTi1g/TxBmYMWYloI/AAAAAAAABgA/xV799YjjH8w/s72-c/DownloadedFile-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4391559108144236666</id><published>2012-01-11T15:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-11T15:49:29.343-02:00</updated><title type='text'>Sex-age…</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Já era para ter escrito este post há dias, mas tive um fim de semana acidentado. "A queda", nome de filme, &amp;nbsp;que, quando vira a dura realidade, nos deixa estropiados. Pois é. Caí, na real. Uma escada, um voo, falta de sustentação e lá estou eu, estatelada no chão, me perguntando como é que fui parar ali. Mas, dos males, o menor: ligamentos, apenas. Chato, demorado, mas nada que exija pinos, hospitalização ou maiores cuidados. Minhas mãos, porém, estão ocupadas com um par de muletas. E meu tornozelo condenado a 20 min de gelo a cada duas horas. Isto posto, voltemos ao meu assunto: sábado me diverti lendo o Geraldinho Carneiro, que chega aos sessenta anos munido de bom humor e cheio de vida. Parabéns, poeta! Mas quem é que pode acreditar na idade do Geraldinho? Fica difícil, não acham? Tão difícil quanto acreditar que a mulher de Canções (filme imperdível) tenha nascido em 1928. Como é possível que aquela mulher esteja com 84 anos?! Ela mesma levanta a possibilidade de haver um erro em seu "rezisto". Adorei as histórias, me emocionei, e chorei potes. Aliás, não faço nada a não ser chorar. Todos os filmes que tenho assistido me fazem chorar, por uma razão ou outra. Chorei em Imortais - de raiva! Que filme ruim! Chorei em O último pianista de Mao, embora tenha achado que era uma história muito fantasiosa. Chorei em Canções, com algumas emoções que as lembranças trazidas pelos sons suscitaram. Chorei em A guerra está declarada: Romeu e Julieta, com filho, só podia dar mesmo em tragédia. Chorei em Faça-me feliz: onde está minha capacidade de rir em comédias modernas absolutamente sem graça? Tão bobinha, tão bobinha…&lt;br /&gt;Bem, agora minhas aventuras cinéfilas foram interrompidas, por força maior. &amp;nbsp;E eu, imobilizada na frente da TV, aproveito para ver filmes antigos. Arsenic and Old Lace. Uma comédia antiga, com um elenco de primeira. Imperdível. Portanto, despeço-me aqui, para ver a TV. E vivam os sex-age-nários!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4391559108144236666?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4391559108144236666/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4391559108144236666' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4391559108144236666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4391559108144236666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/01/sex-age.html' title='Sex-age…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5056195830340191692</id><published>2012-01-06T12:32:00.000-02:00</published><updated>2012-01-06T12:32:23.822-02:00</updated><title type='text'>Dia de Reis</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Hoje é o dia da visita dos 3 Reis Magos. Quando era pequena, e montávamos o presépio, eu nunca o achava completo se os três reis – e seus respectivos camelos – não estivessem devidamente representados! Aliás, falando nisso, penso que esta é uma característica minha: preocupar-me com os coadjuvantes! Portanto, o meu presépio precisava de ter 3 reis, 3 camelos, pelo menos um anjo com uma tabuleta &amp;nbsp;"Hosana nas Alturas e Paz na Terra entre os homens de boa vontade." (Acho que eram estes os dizeres). Eu gostava muito da palavra Hosana, já não sei por quê…&lt;br /&gt;Também precisava de uns dois pastores, meia dúzia de ovelhas, uma vaca, um burro, uma estrela com rabinho de cometa. Uma cabaninha, e a mangedoura, claro. Houve um ano, em que, já adulta e mais hábil em montagem de presépios, que extrapolei. Com o Guilherme, cujos presépios da infância também eram caprichados, juntamos musgo, criamos laguinhos e rios, um terreno acidentado cheio de rochas. Conseguimos árvores que compramos numa loja de modelos de trens e que estavam completamente fora de proporção com as figuras. Acho que, naquele ano, tivemos patinhos, mas posso estar enganada. Com certeza absoluta, tivemos uma orquestra de anjos que ostentavam instrumentos diversos como harpas e violinos, trombetas e cellos. Nosso presépio estava tão caprichado que, finalmente, chamou a atenção das crianças. O que foi muito bom, mas também decretou o fim da integridade das figuras (por sinal muito toscas) Os camelos ficaram lascados, os anjos sem instrumentos, ou sem asas, etc, etc. A partir daí o presépio, a cada ano ia se simplificando, com suas figurinhas coladas e patéticas encenando sempre a chegada dos Reis Magos. Que uns anos se aproximavam lentamente, por exigência das crianças, e outros se postavam logo ao lado do trio principal, e lá ficavam acumulando poeira e esperando não se despencarem das alturas hosanais. Depois, tudo acabou. Não fiz mais presépios, nem árvore. Ano passado, armei uma pequenina árvore. Este ano, montei um presépio simplificado na sala, armei uma árvore em Angra. Mas meu Natal já não tem mais encanto. &amp;nbsp;Já que estou neste clima de saudosismo, falo da árvore que montávamos: Eu pegava as crianças e fazia uma oficina de natal: Criávamos nossos enfeites. Anjos, bolas, guirlandas, tudo era feito por nós mesmos. Houve um tempo em que eles achavam essa a árvore mais linda do mundo: era obra deles, alguns enfeites eles guardavam de ano para ano, achando tão excepcionais que não queriam se desfazer. Acho que foi lá nos EUA que eles mudaram de opinião: as árvores passaram a ter enfeites comprados. Concordo que são mais lindas, essas árvores compradas prontas. Mas as que mais me encantaram foram aquelas que fizemos, carinhosamente.&lt;br /&gt;As árvores do guloso do meu marido, quando ele era pequeno, eram enfeitadas com biscoitos embrulhados em papel "alumínio", como ele chamava, de diversas cores. Eram uns biscoitinhos bem gostosos, cobertos de chocolate e ele ia roubando os enfeites, um a um, enquanto olhava as luzinhas piscando, coloridas. Creio que minha sogra devia repor os biscoitinhos, sem que ele reparasse. Nunca tive coragem de fazer isso em nosso clima: medo de baratas, eu acho. Ou de chocolates melados pela casa. Nos EUA, usam aquelas bengalinhas de hortelã, mas só eu gostava daquela balinha e desisti de colocá-las na minha árvore, para evitar ficar comendo o que não devo.&lt;br /&gt;Falei de árvores, e quase não falei dos 3 reis, cujos nomes Baltasar, Melquior e Gaspar, ficaram para sempre gravados em minha memória. Este ano, em que finalmente passeei de camelo, fico imaginando os pensamentos profundos em que deviam estar imersos durante a viagem. Pensamentos de esperança. Que esta esperança nos acompanhe, num tempo tão desesperado. Que o ouro, o incenso e a mirra não nos faltem. Riquezas, perfumes e temperos, facilitando nossa jornada… E que a lição, a linda lição de reis se curvando frente a uma vida que desponta, nos sirva a todos: respeitar a vida, em todas as suas manifestações!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5056195830340191692?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5056195830340191692/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5056195830340191692' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5056195830340191692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5056195830340191692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/01/dia-de-reis.html' title='Dia de Reis'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-7357813186104013635</id><published>2012-01-04T11:02:00.000-02:00</published><updated>2012-01-04T11:02:25.833-02:00</updated><title type='text'>Janeiro, 4.</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Finalmente, dois dias de sol seguidos! Será que o verão já se instalou? Com sua carinha estremunhada de sol invernal, o dia me sorri, mas não promete grande coisa. Mesmo assim, aos primeiros raios, os cariocas e os turistas se animam e partem para as praias, crianças carregando seus baldinhos coloridos, presentes de Natal, talvez; mães arrastando sandálias gastas, que vão gozar sua aposentadoria nas praias… Eu me entusiasmei e comprei um biquini novo. Preto e branco, todo estampado de gaivotas, amigas que todos os dias escrevem belas frases no céu, sem que eu consiga decifrá-las. Não sei se vou chegar a usá-lo: enquanto escrevo o sol, preguiçoso, vai puxando sua coberta de nuvens e um ventinho zombeteiro assopra meus planos para longe.&lt;br /&gt;Prefiro voltar aos meus textos sobre o Marrocos, minhas vinhetas. Vou escrevendo lembranças e revivendo um pouco a viagem, numa espécie de (eterno) retorno. Por falar em retornos, vejo que a notícia de hoje é que a NASA resolveu decifrar os mistérios da Lua. Pelos vistos, insatisfeitos com os programas que andam aparecendo nas madrugadas de pessoas insones, eles agora nos comunicam que a Lua eram Luas, que se chocaram. Com isso, me sinto habitante de uma bolinha de bilhar. Haja choques! Que a partida seja longa, e que o choque que nos levará à caçapa ainda esteja distante!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-7357813186104013635?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/7357813186104013635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=7357813186104013635' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7357813186104013635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7357813186104013635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/01/janeiro-4.html' title='Janeiro, 4.'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-9053543368701426518</id><published>2012-01-03T11:48:00.001-02:00</published><updated>2012-01-03T11:52:06.925-02:00</updated><title type='text'>Pílulas de vida do Dr. Ross</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;A culpa é das aulas de linguística. Estudando funções da linguagem, aprendi anúncios que eram veiculados em bondes, no rádio e onde mais se veiculavam anúncios no passado. Agora tenho armazenadas na memória uma série de frases que vou misturando, não sabendo mais se as vi e li na rua ou nas aulas… Mas algumas guardei por desejar experimentar o produto anunciado. Não sei qual a verdadeira função das pílulas que menciono acima. Só sei que desejaria experimentá-las nesses dias que passo em "ponto morto", o coração ainda batendo, mas as engrenagens se recusando a me impulsionar para frente – ou mesmo para trás. Tomar pílulas de vida, viver em pequenas doses, receitadas pelo médico ou por alguma parenta "entendida em remédios", protegida dessa coisa que nos atinge com o impacto de um asteróide.&lt;br /&gt;Esta noite, sem conseguir dormir, encontrei um programa que falava das crateras de impacto. Como agora sou "entendida no assunto", lá fiquei eu a madrugada, assistindo e rememorando minha viagem ao Marrocos.&lt;br /&gt;Até a Lua, que nos meus tempos de colégio era fruto da revolução da Terra (fazíamos experiências com gotas de azeite em copos d'água), virou produto de um impacto. – Nosso universo era mais gentil, quando eu era criança… – Lá assisti eu à reencenação do asteróide, lento e enorme, chegando e se chocando com a Terra, que ainda era uma bola de fogo. &amp;nbsp;As grandes quantidades de partículas que se desprenderam da Terra formando um anel como o de Saturno e lentamente se juntando e criando a Lua, amiga que nos protege como um escudo e regulariza inclinação do eixo, marés, detalhes essenciais. E pensar que, em outro programa desses, fui informada de que nosso satélite, cansado de presenciar tantos descalabros, está se afastando lentamente de nós, e que eventualmente nos abandonará à própria sorte, em noites para sempre mais escuras, em oscilações erráticas como nosso espírito.&lt;br /&gt;O Dr. Ross, ao inventar suas pílulas, talvez tivesse em mente essa situação de catástrofe, quando, desorientados e no escuro, tivéssemos como sustentáculo os círculos redondos que despejaríamos nas mãos e engoliríamos, com unção, um a a um, em homenagem à desaparecida… Vejam só as coisas que a linguística e a insônia me ensinam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-9053543368701426518?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/9053543368701426518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=9053543368701426518' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9053543368701426518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9053543368701426518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/01/pilulas-de-vida-do-dr-ross.html' title='Pílulas de vida do Dr. Ross'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-2723751442228785275</id><published>2012-01-02T14:09:00.000-02:00</published><updated>2012-01-02T14:09:23.756-02:00</updated><title type='text'>Só três palavras!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Recebi hoje o imeio de um amigo: Hora de trabalhar!&lt;br /&gt;Apenas três palavras e vou conservá-las escritas na tela de meu computador, como um mantra para o ano de 2012. Vamos que ele se acaba mais cedo? Vou deixar tarefas incompletas e detesto isso! Portanto, volto a escrevê-las aqui no post:&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: x-large;"&gt;HORA DE TRABALHAR!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: x-large;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;HORA DE TRABALHAR!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: x-large;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #6aa84f;"&gt;HORA DE TRABALHAR!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Trabalhar com a paixão do vermelho, com o entusiasmo do azul e a esperança do verde! Portanto, vou trabalhar, que já é hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-2723751442228785275?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/2723751442228785275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=2723751442228785275' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2723751442228785275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2723751442228785275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2012/01/so-tres-palavras.html' title='Só três palavras!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-7405789755331065657</id><published>2011-12-30T12:20:00.000-02:00</published><updated>2011-12-30T12:20:48.627-02:00</updated><title type='text'>Imaginações</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Bem, vocês já me conhecem para saber que sou muitas, arlequinal como o poema do Mário de Andrade. 300 ou 350, ou mesmo milhares, fui criada dentro das crenças do mundo ocidental o bastante para saber que toda coisa boa tem seu lado ruim e vice-versa. Os deuses gregos me ensinaram isso com belos mitos, a mesma deusa que defende a castidade é a que protege o parto, para dar um exemplo não tão batido como o do deus que, padroeiro do comércio, presta iguais serviços aos ladrões. Sendo assim que meu gosto por imaginar coisas, se me constitui uma identidade como escritora, também mina minha necessidade de ação. O que imagino, muitas vezes, já não preciso fazer… Mas é esse me colocar no lugar dos outros que me permite criá-los como personagens, que sairão tanto mais verossímeis quanto eu conseguir imaginá-los. Seria esta a trama do romance do Coetzee? Acho que ele postula uma coisa mais sofisticada: os personagens criam sua autoria… Bem, no caso dele, acho que é um pedido de desculpas por ser assim, um descrente intrometido, de frios olhos analíticos, incapaz de amar. Neste romance que li, Slow Man, encontro uma verdadeira confusão sobre o amor, que nem o "retardado", nem a pretensa autora, nem ele mesmo conseguem apresentar. Mas não o culpo: olha que já tem uns dois mil e quinhentos anos que vamos tentando descobrir o que é isso, e nada! Ainda esbarramos em nossa incapacidade de definir o Amor. Eros e Psiquê, apaixonados para sempre, mas incapazes de se conhecer, aqueles danadinhos dos gregos antigos já nos haviam avisado…&lt;br /&gt;E, no entanto, o que é que me toca no romance? A desesperada necessidade de amor de todos os personagens, principalmente daqueles que, já no ocaso, podem até desejar se enganar com um simulacro, mas que sabem muito bem que não se confunde amor com atenção, carinho ou seja lá o nome que se possa dar a esse sentimento meio doméstico de uma velhice acompanhada…&lt;br /&gt;Sei que lido mal com minha viuvez: até hoje não me conformo e tenho raiva de continuar vivendo uma vida que agora me parece "mais ou menos", uma vidinha medíocre na qual deixei de representar o papel principal para transformar-me em coadjuvante. Onde está aquele que me iluminava e me aquecia com seu olhar? Se eu fosse outra, acho que teria saído a procura de alguém que substituísse os holofotes que se apagaram. Mas, leitora de Coetzee, como me satisfazer com simulacros? Mantenho-me, como o personagem amputado, recusando próteses e odiando meu ser incompleto.&lt;br /&gt;Mas não vim aqui falar dessa Lúcia, que pode ser tão irreal quanto as outras que me habitam. Vim falar de outra coisa, muito diferente, de uma conversa que escutei por acaso, mulheres comentando o programa da Ana Maria Brega. Alguém se declarou no Bateau Mouche em Paris, tudo devidamente filmado e mostrado pelo programa, e uma das mulheres que conversavam dizia que esse era o sonho da vida dela! A outra disse preferir que a declaração fosse à meia-noite, sob o luzir dos fogos de Copacabana… Bem, confesso que estou editando um pouco o que ouvi, para pegar meu assunto pelo pé. &amp;nbsp;&lt;br /&gt;E o pé é que fiquei me imaginando nas duas situações, querendo saber o que mais me agradaria. No Bateau Mouche certamente que não: fica muito bem na foto, mas conheço bastante aquilo lá para saber que esse barquinho só é bom em dia de chuva e frio em Paris. Bem quente, passeando suavemente pelo Sena, nos permite tirar uma ou outra foto e descansar as pernas cansadas de andar. Que ninguém suponha que vai ter um jantar romântico &amp;nbsp;e especial naquela armadilha turística!… Mas Paris tem seu charme, ser surpreendida num banco de praça com uma declaração deve ser muito bom! E já embarco numa fantasia completa: uma daquelas antigas livrarias que estão acabando, numa seção de poesia: ele retira um livro da estante, começa a ler um poema, um daqueles que eu mesma não saberia escolher, mas que passaria a fazer parte de minha vida para sempre. Depois, é claro, um afago, simples. O livro fechado numa das mãos, a outra estendida tocando o rosto dela (já virei personagem, nesta altura), delicadamente, contornando os lábios que ela separa sem nem mesmo perceber. Depois, puxando-a para si, ele murmura eu te amo dentro da boca da amada, como se estivesse lhe insuflando vida. Seu abraço se prolonga, mas é cheio de emoção pura, elevada. Ela, instintivamente, sabe que sua relação com ele, a partir desse momento, é mais séria, é uma união. E, antes que eles se separem, ela, com a cabeça escondida no peito dele o escuta perguntar: Você quer se casar comigo? Pergunta que ela não vai conseguir responder com palavras, mas com toda a vibração do seu ser, com nervos, sangue e alento que agora passam a fazer, com ele, um organismo único, inseparável!&lt;br /&gt;Acorda, ó escritora! Será que alguém ainda diz essas coisas nos dias de hoje? As livrarias, tenho a triste certeza, já não estão mais de pé. Ou quando estão, têm mais telefones e kindles para vender que livros em belas encadernações de couro… Vejo no que escrevi o ranço do neoplatonismo, que me fez unir os seres num só, como se o casamento fosse o encontro com sua metade alienada. Cai na real, minha filha! Experimenta o cenário de Reveillon. Mas aí é preciso ser jovem, ter boa audição (como escutar uma declaração de amor no meio do espoucar dos fogos?) Ele tem que ser mais histriônico, gritar seu amor na frente de todos, e, otimista, não se preocupar com um possível assalto na hora de faíscar o anel em frente aos olhos de sua bela. O amor dos dois talvez tenha apenas a duração e intensidade dos fogos. É o suficiente. Afinal, 2013 já está se anunciando e ela vai precisar de mais emoções no próximo ano. Se não for outro amor eterno enquanto dure, será a maternidade, anunciada na praia ou na mesa do La Mole, restaurante que se orgulha de fazer parte da vida de seus clientes.&lt;br /&gt;E assim vou me distraindo da solidão, me conformando com a mediocridade da vida singular, e sobrevivendo a essas datas de tanta loucura, de tantas manifestações…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-7405789755331065657?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/7405789755331065657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=7405789755331065657' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7405789755331065657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7405789755331065657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/imaginacoes.html' title='Imaginações'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3298444629779765731</id><published>2011-12-28T12:20:00.000-02:00</published><updated>2011-12-28T12:20:23.609-02:00</updated><title type='text'>Que livro é esse?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Algumas coisas que leio me remetem a livros fantásticos. Hoje, por exemplo, na coluna do Francisco Bosco (pelo qual professo a mais absoluta admiração) leio: ""li um livro que me fez largar o emprego, mudar de cidade e resolver estudar literatura". Não foi o cronista, mas um colega de turma que se apresentou desta maneira. Um colega de turma que se ficcionaliza tanto quanto a Francesca de Dante, condenada ao inferno por causa de outro livro, tão tentador que lhe fez abandonar os mandamentos, mudar de amante e mergulhar no inferno das grandes paixões.&lt;br /&gt;Num poema que escrevi há muito tempo, imploro à Francesca que me revele o nome do livro, pois já tenho os dedos descarnados de tanto folhear as páginas à procura de semelhante turbilhão. Pelos vistos, o James, que devia ser professor do curso sobre romantismo, o encontrou. Um livro que muda nossa vida, que nos arremessa como uma folha num dia de vento, para cima, para baixo, e de simples e decadente folha seca nos transforma em pássaro, nos eleva, nos mostra o mundo sob outra perspectiva que nunca mais poderá ser esquecida.&lt;br /&gt;James, Francisco, Francesca que livro é esse?&lt;br /&gt;Estou bem grandinha para desconfiar que cada qual tem o seu. E talvez não seja o livro em si, mas a chave que trazemos conosco que nos abre a porta da paixão. Li e reli a história de Lancelot, em diferentes versões. Eu não tinha a mesma chave de Francesca. Não tinha ao meu lado alguém, trêmulo de desejo, que me beijasse a boca. E, se tivesse, será que teria correspondido ao beijo? Duvido. Para mim, os versos de Dante são mais tentadores que a história do herói e de sua rainha adúltera.&lt;br /&gt;Estou, também, desconfiada, de que talvez esse "livro" mítico que procuro tenha sido encontrado por mim antes mesmo que eu tivesse a noção de que ele mudaria a minha vida. Não precisei abandonar tudo e mergulhar num ímpeto porque fui seduzida, ainda criança, por uma flauta melíflua e doce que me levou para reinos encantados, onde anseio habitar.&lt;br /&gt;Ontem, trocando mensagens com um amigo, lhe confessei que meu maior sonho seria ser personagem, viver dentro da proteção da capa de um livro, habitante de uma estante onde tivesse vizinhos fascinantes. Ele me respondeu –ah, esses homens e seus hormônios simplificadores! – que isso era fácil, que somos aquilo que escrevemos. Somos? Mas quem somos? Se o que aflora em nossa escrita é o não-dito, como nos reconhecer? Se o que desejamos é trocar de identidade, como ser aquele pelo qual nos trocamos? Damos um pouco de nós a cada personagem, mas eles não nos representam. Nem mesmo quando escrevemos em primeira pessoa, num diário ou numa confissão, logramos ser aquele que surge do mar de tinta, como uma vênus, ou um monstro marinho.&lt;br /&gt;Volto a citar Francisco Bosco: "A experiência da leitura não se esgota ao fim de sua atividade: prolonga-se depois de fechado o livro, instala-se na mente do leitor, transformando-a, e assim confunde-se com a sua vida, transformando-a também." &amp;nbsp;Tudo o que lemos nos modifica, tudo o que escrevemos nos constrói, e assim, seres em construção, em permanente transformação, multiplicamo-nos e nos transformamos em enigmas. Se podemos, ao olhar a foto de um bebê, proferir a frase "esse sou eu" e não provocar a risada de todos os que nos escutam, é porque aprendemos a ampliar nosso ego em milhões de seres e de imagens que, em algum momento de nossas vidas nos representaram ou representam. Se Flaubert pode dizer que "Mme Bovary c'est moi" é porque ele também descobriu o que Rimbaud, aos 15, nos ensinou a todos: "Je est un autre". Esse mesmo Rimbaud, que, num par de versos, fez o Bosco conhecer o que é verão, também me fez, em outros conhecer o que é a dor. Mas, em nenhum momento, experimentei a dor lida. Conhecer, experimentar, ser: com uma gama tão complexa de avaliações, continuo a me perguntar que livro é esse? E sigo com as leituras, gastando olhos e dedos…&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3298444629779765731?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3298444629779765731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3298444629779765731' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3298444629779765731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3298444629779765731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/que-livro-e-esse.html' title='Que livro é esse?'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-2409878489661986027</id><published>2011-12-26T22:10:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T22:10:30.042-02:00</updated><title type='text'>Por que é que eu invento?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Quando era pequena, fui muitas vezes censurada com esta pergunta: "por que é que você inventou de fazer isso?" Minha família, que parecia saída de um conto de Dickens, não achava muita graça nas minhas "invencionices", que sempre pareciam dar errado. Mas continuei inventando e descobri que, muitas vezes, as "invencionices" dão certo. Só que &amp;nbsp;desta vez deu errado: quis mudar tudo na ceia de Natal, e estou aqui com cara de Scrooge que não se arrependeu a tempo. Não comi a ceia natalina pela qual esperei o ano todo, nada daquelas coisas tradicionais, e agora vou ter que esperar pelo ano que vem! Mas, acontece, que anunciam que o mundo vai acabar antes. Nevermore, quoth the raven! De Dickens para Poe, assim vou mal. Mas ainda posso piorar: estou lendo Coetzee, vocês já sabem, o escritor que amo odiar. Estava até fazendo as pazes com ele quando o danado começou a fazer troça de mim. Bem, achei que ele estava falando comigo e me zanguei. Mas não vale muito essa minha zanga, não no dia de hoje, pois a chuva influencia o meu humor. Passei da mais completa euforia, de dias azuis e de sol, para torrentes de chuva, se despejando incessante sobre meu paraíso. Desisti de minha "favela chique" e voltei para o Rio, atravessando engarrafamentos, acidentes, toda aquela rotina de sempre. De sempre não, dos últimos dias. Como na igreja, e nas profecias. Agora me pergunto: Por que é que eu invento? Mas respondo: graças aos céus que invento. Assim se suporta um pouco melhor o desespero e o desalento que essa época de festas semeia em nossos corações, por baixo de tanto brilho e de papéis laminados. Minha ceia não deu certo, confesso. Não suportei o tal pernil de vitela, que eu já de antemão sabia que não iria comer. Me desapontei com o bacalhau, diferente do de minha sogra, reconfortante como uma certeza. Me surpreendi com a falta de receptividade de minhas rabanadas, sempre disputadas e consideradas as melhores do mundo (pela família, é claro) que, desta vez, alegou uma ojeriza pelo doce que provoca males nunca dantes suspeitados. As castanhas sumiram na geladeira, as saladas ficaram esquecidas e a única que agradou serviu também de estopim para desavenças. Sobrou o salmão, o champagne geladinho, sem os quais a família teria passado fome. Acho que aprendi a lição: se houver Natal em 2012, não vou inventar moda. Ou talvez possa servir somente o salmão…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-2409878489661986027?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/2409878489661986027/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=2409878489661986027' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2409878489661986027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2409878489661986027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/por-que-e-que-eu-invento.html' title='Por que é que eu invento?'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3882232312346449340</id><published>2011-12-11T09:28:00.000-02:00</published><updated>2011-12-11T09:28:35.226-02:00</updated><title type='text'>No meio do caminho</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Ao contrário do que seria de se esperar, conhecendo-se minhas preferências literárias, não estou citando Drummond, e sim a crônica da Marta Medeiros de hoje. Acho que nem sequer estou citando corretamente, pois ela falava do meio da vida, avisando-nos de que, fossem quais fossem as perdas, a morte só ocorre no final. A Marta é sempre positiva, e não admira que tenha uma legião de admiradores. Meus amigos acham que sou assim, sempre para cima, sempre alegre… Mas aí lêem o que escrevo e ficam assustados. Eu mesma, às vezes, me assusto! Já estou no terceiro conto de Natal, e cada um saiu mais triste que o outro. Logo eu, que sofro da síndrome do Coringa, e estou sempre com um sorriso no rosto! Que histórias são essas?! Não sei, eu também me pergunto. Vai ver que sofro de dupla personalidade.&lt;br /&gt;Já ouvi vários comentários diferentes e interessantes sobre Anunciação, meu conto na Bravo de dezembro. Uma amiga falou em viuvez, outras em esquizofrenia, outras em aborto. Já levantaram discussões sobre religião, sobre TOC, sobre caminhadas matinais e falta de potássio. Já falaram em ritmo, em imagens, em cortes cinematográficos. No entanto, numa coisa, todas, sem exceção, concordaram: é um conto muito triste. Acho que sou uma pessoa envergonhada de ser triste. Mas, na hora de escrever, me revelo. E, no entanto, essa tristeza que é minha, não me identifica. Mistérios da escrita: nada nos revela mais, nada nos esconde mais. Se me procuram no que escrevo, não estou lá. Mas nunca sou tão verdadeira como quando escrevo. E aí? Como solucionar esse mistério?&lt;br /&gt;Outra coisa no meio do caminho de hoje são as sombras na foto do calçadão. Que maravilha de foto! Proustiana, eu diria. Cada pessoa, pequena em seu instante, projeta uma sombra longa, definida e expressiva. Somos esses mistérios, seres de vida ambivalente, pertencemos ao tempo e ao espaço. O que somos no presente não pode nos definir completamente pois também somos o que já deixamos de ser, e o que ainda não fomos. E essas miragens são mais definidas, embora impalpáveis, precárias. Basta uma nuvem para que tudo se desfaça… Parabéns ao Chico Lima, autor da foto.&lt;br /&gt;Durante um tempo, essa que já não sou quis se assinar Lucia Lima. Na verdade, lucia lima, pois tinha lido e.e.cummings e estava encantada pela possibilidade das minúsculas. Nesta época tinha uma letrinha redonda e desenhada, o nome ficava simpático, com as letras bem juntinhas. Mas, depois, conheci o Guilherme e me apaixonei. E adotei o Bettencourt como minha identidade. Sempre assumi este nome como de origem francesa. Agora, nesta viagem, minha companheira de excursão, Gisela, da Bavária, me perguntou por que meu nome era alemão. Admirei-me, mas é uma possibilidade, e faz mais sentido do que em francês, idioma que exigiria adaptações para a tradução do nome. Bet, betten, court, tudo faz sentido em alemão, ela me garantiu. E assim, no meio do caminho, descubro que sou outra, diferente da que eu pensava. Vejam as sombras que projetamos, e que precisam ser lidas e esclarecidas para nós mesmos. Encontrar surpresas, reinventar-se no meio do caminho, dividir-se ou multiplicar-se. Seres em processo, sempre em alteração, até que, de repente, tudo se cristalize numa imagem que aos poucos vai se esfumando…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3882232312346449340?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3882232312346449340/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3882232312346449340' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3882232312346449340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3882232312346449340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/no-meio-do-caminho.html' title='No meio do caminho'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4091988158970445838</id><published>2011-12-09T17:15:00.000-02:00</published><updated>2011-12-09T17:15:54.653-02:00</updated><title type='text'>Coisas de esquecer</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Passamos nossa vida nos treinando a "não ver". Quantas vezes dizemos a nossos filhos: não olha, segue em frente? Pessoas dormem nas calçadas da cidade e a gente passa fingindo "não ver". Homens e mulheres montam suas banquinhas de jogo de bicho e a gente &amp;nbsp;pretende "não ver". Crianças fazem malabarismo nos sinais e nossos olhos os desfocam, ou nos procupamos com as crianças dentro de nosso próprio carro que olham para aquilo e não entendem. Fazemos que não vemos e ensinamos nossos filhos a não ver, também. E pagamos um preço alto por isso. Vamos perdendo nossa humanidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4091988158970445838?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4091988158970445838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4091988158970445838' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4091988158970445838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4091988158970445838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/coisas-de-esquecer.html' title='Coisas de esquecer'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6145696518325887414</id><published>2011-12-09T10:57:00.000-02:00</published><updated>2011-12-09T10:57:16.182-02:00</updated><title type='text'>Coisas de admirar</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;De vez em quando me admiro de coisas assim: basta um acidente de carro para a cidade parar. Como é que pode isso? Alguém me explica? Há uns anos atrás a cidade parou por conta do incêndio do Zona Sul. Semana passada a Av. Brasil, às 3 horas da tarde de uma quarta-feira, parou por conta de 2 carros enguiçados e um acidente. Somos reféns do nosso trânsito, uma coisa inexplicável!&lt;br /&gt;Hoje, antes de abrir esse post, estava olhando as fotos que tirei no Marrocos, e relembrando as ruas e estradas por onde passei. Buracos? nenhum! Já aqui, na Voluntários da Pátria, sempre que passo, me lembro da música dos Beatles (a day in life) por conta dos 4000 holes… Quatro mil buracos? Acho que são mais do que isso.&lt;br /&gt;Andamos de um lado para o outro no Marrocos sobre estradas impecáveis. Viajamos de trem cuja primeira classe, pelo menos, era decente. Não era nenhum TGV, mas estava lá no horário e oferecia conforto básico.&amp;nbsp;Aqui, mesmo que queiramos ir a algum lugar de trem, não existe a opção.&lt;br /&gt;Houve um tempo em que o Rio não vivia sob a ameaça de epidemias de dengue. Um tempo em que as pessoas saíam para namorar à beira-mar. Em que fazia calor nos dias de verão, mas ao fim do dia tudo refrescava, com uma chuva que quase nunca alagava, embora fosse fortíssima. Devia ser nessa época que uma canção italiana, meio saudosista, fazia sucesso Era d'estate, poco tempo fa… Pois é isso. Era verão, faz pouco tempo, e as coisas pareciam melhores. Será que ainda dá para consertar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6145696518325887414?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6145696518325887414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6145696518325887414' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6145696518325887414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6145696518325887414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/coisas-de-admirar.html' title='Coisas de admirar'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-76417185759217904</id><published>2011-12-06T15:51:00.000-02:00</published><updated>2011-12-06T15:51:39.016-02:00</updated><title type='text'>Estou tentando!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Sei que às vezes é difícil seguir as resoluções, principalmente quando tomadas em épocas como esta: fim de ano, agenda cheia, muita confusão para administrar. Mas estou tentando. Escrevi uma coisinha para minha amiga Tatiana, mas acho que ela não gostou. Não me disse nada, portanto, se leu, não gostou. Mas talvez ela esteja viajando, e não tenha lido ainda. Estou torcendo para ser isso.&lt;br /&gt;Também escrevi um conto de Natal, mas não me satisfez. Natal na África, foi o título que dei. Gostei, mas não era esse o conto que queria escrever, gosto de umas coisas com mais espírito natalino. Esse conto que escrevi era exatamente sobre a falta de espírito natalino, a indiferença com a data. Eu procuro milagres. E, como nunca os encontro, procuro, ao menos no Natal, escrevê-los.&lt;br /&gt;Hoje comecei outro, mas tive que ir ao dentista, e duvido que seja capaz de escrever um conto de Natal com a boca anestesiada. Deixo para amanhã. Ou, ao menos, para quando passar a anestesia.&lt;br /&gt;Abro minha caixa de correspondência com a esperança de quem acha que vai ganhar presente. Mas não ganho nada. Poucas mensagens eletrônicas. E, no correio tradicional, só as boas festas dos entregadores de jornal e de revistas. Além das contas, é claro.&lt;br /&gt;Mas sou uma pessoa que se encanta com os sucessos de outras pessoas: Uma amiga que arranja um namorado e parece feliz, uma nova amizade cheia de boas ideias e de projetos, uma criança que lê com desembaraço e encantamento, um amigo que se restabelece de uma doença, a delicadeza de uma outra amiga que me traz fotos do Harar, um convite para uma sessão de cinema, são coisas que me alegram, me deixam encantada por me sentir rodeada de pessoas especiais.&lt;br /&gt;Daí que chego à conclusão de que vou continuar escrevendo, tentando me disciplinar, mas sem podar essas coisas que dão sentido à minha vida. Pois é assim que funciono. E me volta a esperança de que alguma coisa especial vai-me acontecer, que uma mensagem chegará, que alguém vai aparecer, que as coisas vão melhorar. E, caso nada aconteça, vou fazê-las acontecer por escrito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-76417185759217904?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/76417185759217904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=76417185759217904' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/76417185759217904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/76417185759217904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/estou-tentando.html' title='Estou tentando!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1553130507972858226</id><published>2011-12-05T12:24:00.000-02:00</published><updated>2011-12-05T12:24:15.755-02:00</updated><title type='text'>Já é dezembro!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Dezembro chegou e eu ainda não escrevi meu conto de Natal. Gosto de escrever contos de natal, mas este ano ainda não tive tempo. Na sexta-feira (esta sexta-feira, dia 2, que já me parece tão distante como se tivesse ocorrido há um ano) estive com alguns amigos na festa de aniversário da SHAHID. Três aninhos! Parabéns, Valéria! Lá recebi um conselho: tenha foco. Não deixe que seus múltiplos interesses lhe atrapalhem, concentre-se em fazer aquilo que você mais quer. Na verdade, ninguém estava me aconselhando, era uma conversa, tipo: "Já repararam que os escritores famosos, como o Hemingway, são obsessivos? Tudo é matéria para seus romances, eles não saem por aí estudando física quântica ou perdendo tempo em especulações sobre a economia"… Eu é que traduzi a conversa para mim mesma: foco! Concentre-se. Dos vinte e cinco mil projetos em andamento, escolha dois ou três e dedique-se a eles. Por que é que você vai ficar lendo coisas que não vão lhe servir para nada? Porque é que você fica se deliciando com historinhas sobre Paris ou romances de amigos, ao invés de escrever suas histórias sobre seus personagens? Mas não quero abrir mão de meus prazeres. Vou-me deixar tentar por livros diferentes, vou passear com uns e outros, vou continuar dando minhas aulas, mas vou arranjar tempo para escrever todos os dias. Todos, eu disse! E começo hoje mesmo! Vou escrever!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1553130507972858226?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1553130507972858226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1553130507972858226' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1553130507972858226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1553130507972858226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/ja-e-dezembro.html' title='Já é dezembro!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-2611802767022221798</id><published>2011-12-04T13:10:00.000-02:00</published><updated>2011-12-04T13:10:01.554-02:00</updated><title type='text'>Belo monte</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Recebi um link e até compartilhei no Facebook: artistas questionando a hidrelétrica de Belo Monte. Concordo, sou contra essas obras grandiosas que são feitas à custa de grandes sacrifícios ecológicos. Até hoje não perdoo o desaparecimento de Sete Quedas para a construção megalômana de Itaipu Binacional. Tenho horror até de pensar na transposição do Rio São Francisco. Fico arrepiada ao ver as construções de enormes edifícios à beira da baía de Ilha Grande, que, com seus esgotos mal feitos, vão poluir as águas daquele paraíso, como já poluem a paisagem. Sofro com essas agressões, grandes e pequenas. Procuro olhar para o outro lado quando passo por Angra I e II e III e sei lá em que número vai. Me arrepio de pavor ao pensar nos pesadelos do pré-sal. Por isso, louvo a iniciativa dos artistas que questionam e fazem o que podem para chamar a atenção para as incongruências do Belo Monte (e olhem a coincidência com Canudos, vem aí uma tragédia anunciada). Mas a pergunta que não quer calar é a participação da Maitê no vídeo. O que é aquilo? Por que Maitê tem que tirar o soutien? Por que tem que tirar a blusa? O que deu nela, moça tão bonita, que virou essa coroa exibida e desinibida? Sei não, mas parece que, ao invés de estar contra a represa, ela parece estar se preparando é para mergulhar nas águas represadas… Vai ver ela tem um plano secreto, será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-2611802767022221798?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/2611802767022221798/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=2611802767022221798' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2611802767022221798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2611802767022221798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/12/belo-monte.html' title='Belo monte'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-881072175149908819</id><published>2011-11-29T12:47:00.000-02:00</published><updated>2011-11-29T12:47:31.997-02:00</updated><title type='text'>Crateras</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;A conferência a que compareci era sobre Crateras de Impacto. São as tais crateras que se formam quando caem grandes asteroides sobre a terra. Minha companheira de viagem, &amp;nbsp;Dra. Gisela Poesges é diretora de um museu localizado no centro de uma cratera dessas, lá na Alemanha, em Nördlinger Ries. &amp;nbsp;Basicamente, o que aconteceu por lá foi uma história e tanto: um grande asteroide atingiu a região com uma velocidade de 20 km por segundo. Com toda essa velocidade multiplicada pelo seu peso (que devia de ser considerável, creio eu) esse asteroide penetrou cerca de 700 metros pela terra a dentro, atravessando camadas terciárias de argila e areia, Jurássicas de calcáreo e Triássicas de arenito, e provocando ondas de impacto nas camadas de granito e gnaiss bem lá no fundo (uns 4.500 m). Mas este é apenas o início da história: nuvens de vapor e de rocha se elevam, o solo reage e se eleva, uma chuva de pedras e de rochas derretidas cai sobre a região e forma-se um lago salgado que logo (em termos geológicos, algo como 1 a 2 milhões de anos) passa a ter vida, e que em mais 2 milhões de anos vira um lago de água doce, atraindo toda espécie de fauna. Esta cratera foi identificada como uma cratera de impacto nos anos 60. Pelos vistos, nem todo mundo estava experimentando o Flower Power, havia quem se interessasse pelo Rock and Asteroid Power. &lt;br /&gt;Mas a região, a julgar pelos folhetos que recebi, é um encanto: Cheia de castelos, e muito fértil devido a essa riqueza de rochas misturadas e amalgamadas, existem traços de presença humana desde a idade Paleolítica. O período romano, uma era "Alemana" e outra "franconia", a idade média, todos esses períodos deixaram seus traços arqueológicos na região, que tem 9 castelos e conventos e inúmeras igrejas, e muitas ruínas mais antigas.&lt;br /&gt;Estou doida para ir para lá, ver ao vivo essa região de gente simpática, bons vinhos e de traços históricos. Mais um encanto da Alemanha, país sedutoramente rico e belo.&lt;br /&gt;Muito técnico este post? Talvez, mas não resisto a mostrar meus novos conhecimentos geológicos. Nunca mais serei capaz de olhar para a paisagem sem imaginar um pouco as forças que se combinaram para formar as doces colinas, um terreno plano se estendendo até o horizonte, ou os contornos serrilhados de uma serra. Isso já me assaltava quando ia visitar a Terceira. O centro da ilha era uma cratera, segundo me informou meu marido. Ali havia (deve haver ainda) locais onde uma fumacinha, com cheiro a enxofre, se escapava. E lá visitei uma caverna, com um rio subterrâneo, e muitas plantas.&lt;br /&gt;O prato típico de uma região açoriana é cozido em buracos cavados nesta terra ainda fumegante e quente. Colocam-se os ingredientes na panela, embrulham-na bem, e enterram-na a uma determinada profundidade. Em cima de tudo, colocam uma vara espetada, com uma bandeirinha de cor e formato que a identifique. Exemplo: a verde triangular pertence à Maria, enquanto a rosa retangular é da casa da Aninhas. Isso tudo de manhã bem cedinho, antes de irem trabalhar na lavoura. Passam o dia trabalhando e no fim da tarde as famílias desencavam seus cozinhados, e fazem ali mesmo seu convescote, com um saboroso pão saloio, e talvez algumas fatias de queijo para complementar. A bebida pode ser o vinho da terra, pois lá nas ilhas eles cultivam umas uvas parecidas com nossas antigas uvas, de carninha mole. Mas também pode ser leite, tirado das vacas que pastam disciplinadamente dentro de pastos divididos e subdivididos com capricho, formando uma espécie de tabuleiro de xadrez em diversos tons de verde. Ou mesmo água mineral, pois não faltam fontes por lá. Eu sempre me maravilhava com essa região, que me parecia meio desolada, mas que tinha uma vida rica, interessante. Minha cratera preferida era a do Monte Brasil, um vulcão pequenino, com cara de vulcão de ilustração. Ali na sua cratera, muito verde, meu marido jogava futebol. Acho que foi lá que ele aprendeu a amar o meu país. Pudera, ia jogar futebol no Brasil e morava na rua Rio de Janeiro. Guilherme nasceu para ser brasileiro! Mas me deu o grande amor e carinho que tenho por Portugal e Açores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-881072175149908819?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/881072175149908819/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=881072175149908819' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/881072175149908819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/881072175149908819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/crateras.html' title='Crateras'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-7715771309661904186</id><published>2011-11-28T14:04:00.000-02:00</published><updated>2011-11-28T14:04:58.121-02:00</updated><title type='text'>E essa agora?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Descobri, somente agora, que tenho muitas estatísticas quanto ao meu blog. Que máximo! Tem gente à beça pelo mundo afora visualizando meu blog. Espero que todos esses visualizadores estejam entendendo, pois minhas postagens são feitas em português, língua de muitos, mas que já não tem mais o caráter universal que teve nos séculos XVI e XVII. Li, não sei onde (provavelmente no romance Shogun, será que alguém lembra?), que era essa a língua de comunicação pelo mundo afora, pois os navegadores portugueses tinham transformado o mundo numa "aldeia global". Iam daqui para lá e de lá para cá, e foram disseminando sua língua, na qual ensinavam as artes e os segredos de marinharia… Por falar em leituras, li hoje a reportagem sobre o José Olympio, o grande livreiro do auge da literatura brasileira. E li o livro Cartas perto do coração, que me deu um grande desejo de viver num tempo assim, em que escritores eram tão amigos, amigos irmãos, se ajudando mutuamente, se comentando, se encorajando contra a indiferença dos editores… Caraca, já naqueles tempos os escritores sofriam e rangiam os dentes, na tentativa de conseguirem ser publicados. Uma vez publicados, no entanto, havia um público muito maior.&lt;br /&gt;Continuando minhas leituras, vejo que a OI Futuro mete os pés pelas mãos com relação a exposição de fotos programada. Não conheço a fotógrafa nem as fotos, mas sou, por princípio, contra a censura. Porém confesso que me incomoda um pouco saber que esta fotógrafa fez fama e fortuna clicando drogados e mendigos. Sei não. Me cheira à exploração terceiro-mundista. Sabem aquelas fotos maravilhosas de criancinhas mutiladas pela guerra e de gente morrendo de fome em campos de refugiados e outras fotos do tipo que nos comovem com facilidade e que fazem a fama e a fortuna de quem esteve lá no inferno mais preocupado com o foco do que com a situação? Sei não. Acho que essas fotos deveriam sustentar fundos de auxílio, e não dar fama e prestígio à ninguém. Mas todos nós temos nosso lado mórbido, que se deixa fascinar por fotos de prostitutas drogadas e de pessoas soterradas pelo mundo e pela dor, desde que bem focadas. Aquele que vira o rosto para o outro lado ao passar por um acidente de carro que atire a primeira pedra. Eu olho. E vejo as fotos e fico indignada, mas nunca fiz nada para melhorar aquelas situações. Mea culpa. Mea maxima culpa! Portanto, não recrimino, mas desconfio da fotógrafa e de mim mesma. Que tipo de pessoa sou?&lt;br /&gt;Vejo que estou há duas semanas sem escrever no blog, mas não consegui conexão. à duras penas consegui postar no Facebook as fotos que tirei no Marrocos. Nem todas saíram boas, mas fiz uma reportagem bem completa da viagem. E fiz amigos novos. E aprendi coisas fascinantes. E estou feliz por ter ido, e voltado. E gosto de estar de novo na minha farrinha cotidiana: leitura, escritura, conversas e lançamentos, com essa sensação de tempus fugit, que o ano já termina e que já estou comprometendo os dias futuros, com planejamentos que se estendem quase até o final do próximo ano. E essa agora? Estou vivendo no futuro, sem passar direito pelo presente…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-7715771309661904186?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/7715771309661904186/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=7715771309661904186' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7715771309661904186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7715771309661904186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/e-essa-agora.html' title='E essa agora?'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3620013404037061207</id><published>2011-11-15T15:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-15T15:30:18.707-02:00</updated><title type='text'>Banquete em Casá</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Hoje é dia do banquete de encerramento do Seminário. Sim, estou aqui de penetra num seminário de Astrogeologia, e amanhã bem cedo partiremos num fieldtrip: até telescópios iremos visitar, para olharmos as Leonides, que suponho deva ser algum lugar de origem de meteoritos, pois aqui, quem não está interessado em meteoritos está estudando as crateras que eles formam ao cair na terra. Um barato. Já encontrei gente de todas as partes do mundo, do Havaí a Berlim, da França à Arábia Saudita.&lt;br /&gt;Por falar em Arábia Saudita, não sei se já contei que o rei de lá tem um lindo palácio aqui pertinho do meu hotel. E, como o rei de cá mandou construir uma mesquita com um centro cultural, ele fez o mesmo em sua propriedade. Uma linda mesquita, com uma biblioteca. Só não sei se tem um Hammam, também.&lt;br /&gt;Ontem gostei tanto do passeio ao souk (é assim que se escreve) do Habous, que hoje voltei lá. O dia está lindo, e deu gosto passar a manhã escolhendo quinquilharias que me fascinaram e que agora vão ser um saco transportar para o Brasil. Comprei vidrinhos, copinhos e mais óleo de Argan. Imaginem agora arrumar vidrinhos na mala… Só mesmo eu e minha falta de espírito prático. Mas tomara que cheguem bem lá em casa! Também comprei uns sapatinhos que já vêm com chulé, especialidade daqui. Sabem como é, são novinhos, mas o couro tem aquele cheirinho peculiar. Mas são tão lindos, não resisti.&lt;br /&gt;Preciso ir, agora. Se tiver mais novidades, conto depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3620013404037061207?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3620013404037061207/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3620013404037061207' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3620013404037061207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3620013404037061207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/banquete-em-casa.html' title='Banquete em Casá'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1969199996027790136</id><published>2011-11-14T11:11:00.000-02:00</published><updated>2011-11-14T11:11:40.198-02:00</updated><title type='text'>Chove em Casablanca</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Depois de dias e dias de sol e calor, hoje o tempo esfriou. Chove, uma chuvinha miúda, mas a cidade não diminuiu sua animação por causa disso. E o trânsito não parece pior que nos outros dias. Isso aqui é meio caótico em termos de trânsito. As pessoas avançam sinais, os pedestres ziguezageiam no meio das avenidas cheias de carros que, na maior sem cerimônia, avançam pela contramão, uma loucura. Mas as buzinas são raras e ainda não vi nenhum acidente, graças a Allah, que tudo pode e comanda, dos céus, uma legião de esfalfados anjos da guarda, protegendo os pedestres. E os marroquinos continuam sorrindo e atravessando as ruas, despreocupados. De vez em quando vejo alguém brigando (ou não, essa língua que não compreendo me impede de saber se estão brigando ou comemorando alguma coisa) e depois se separam sorridentes, cada qual para o seu lado.&lt;br /&gt;Hoje fui, com Roberto, fazer compras no Habous, um suk (?) muito legalzinho. Mais tranquilo, sem uma montanha de gente, com vendedores simpáticos e suas mercadorias empoeiradas, passamos uma agradável manhã, e nem nos cansamos. Para chegar até lá, foi uma verdadeira volta pela cidade. O motorista nos levou por caminhos bonitos, todos de casas espetaculares. Esqueci de mencionar a famosa casa giratória que vimos na primeira manhã aqui em Casá ( é assim que o pessoal daqui chama sua cidade). Hoje passamos por ela uma outra vez, mas notamos que está desabitada. Pudera, deve ser esquisito morar numa casa giratória…&lt;br /&gt;Passei por uma padaria local, por uma confeitaria, por uma loja de tapetes. Esse Habous fica perto de uma mesquita bonitinha e muito próximo ao palácio real, portanto é um lugar bem cuidado. Gostei mesmo do passeio e das vistas. Agora vou encontrar com o pessoal da conferência, que está voltando da universidade. Não sei o que vamos fazer à tarde, mas preciso dizer que, mesmo debaixo dessa chuvinha miúda e com esse ventinho mais fresco, Casá nos acolhe e recebe bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1969199996027790136?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1969199996027790136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1969199996027790136' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1969199996027790136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1969199996027790136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/chove-em-casablanca.html' title='Chove em Casablanca'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1713761406132510256</id><published>2011-11-13T14:46:00.000-02:00</published><updated>2011-11-13T14:46:22.125-02:00</updated><title type='text'>Mar do Marrocos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Krv4Gc5iqhY/Tr_vV4Ein4I/AAAAAAAABf4/iay25OsUMqA/s1600/SANY0308.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-Krv4Gc5iqhY/Tr_vV4Ein4I/AAAAAAAABf4/iay25OsUMqA/s320/SANY0308.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acordo esta manhã e a praia está tomada por homens jogando pelada. Me sinto em casa, em Casablanca! Mais uma vez me surpreendo com a cor do mar: branco. Apenas uma leve sugestão de azul, ou melhor de um cinza azulado.&lt;br /&gt;Parto, então, para visitar a Mesquita Hassan II, com seu minarete de 200 mts de altura, construída parcialmente sobre o mar, já que num dos versículos do Corão está escrito que o trono do Senhor fica sobre as águas. Mas sou tão distraída que esqueço de levar a máquina fotográfica. Ainda bem que tenho o celular, para fotografar as belezas que vejo. Do "petit taxi" que tomamos, no entanto, é impossível fotografar o que quer que seja. Do meu lado a janela não abre, e o vidro deve ter uns 10 anos de sujeira sobre ele. Muito antigos, os táxis circulam tripulados por motoristas com dentaduras muito maltratadas, o que não os impede de sorrir o tempo todo, creio que sonhando com as comissões que pretendem ganhar ao nos levarem às casas de tapetes e mercados. Mas estamos cansados, não queremos comprar nada, apenas circular pela cidade e ver seus contrastes. Prédios lindíssimos em art nouveau e decô, mas completamente dilapidados e sujos. Casas entrevistas atrás de muros altos e jardins luxuriantes. Prédios moderníssimos em avenidas coalhadas de lojas caríssimas. Restaurantes franceses (Paul, Lenôtre, Fauchon) pontuando uma avenida de palacetes. Palmeiras altas se enfileirando, num friso quase geométrico, marcando o horizonte. Janelas em formatos inesperados, colunatas e alpendres no alto dos edifícios, propagandas inteiramente escritas em árabe, aguçando nossa curiosidade. Depois, um almoço à beira-mar, num dos muitos cafés da Corniche. Serviço lento, mas nós não estamos com pressa: queremos vivenciar a doçura da temperatura, que está mais quente que o habitual, nesta época de inverno.&lt;br /&gt;Hoje é a abertura do congresso e daqui a pouco teremos o coquetel de boas vindas. Preciso me arrumar. Se eu soubesse como, colocaria as fotos do iPhone no computador, mas não sei. O palácio Bahia, em Marrakech e a Mesquita Hassan II, de Casablanca, vão ter que esperar meu retorno ao Rio para serem publicadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1713761406132510256?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1713761406132510256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1713761406132510256' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1713761406132510256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1713761406132510256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/mar-do-marrocos.html' title='Mar do Marrocos'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Krv4Gc5iqhY/Tr_vV4Ein4I/AAAAAAAABf4/iay25OsUMqA/s72-c/SANY0308.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5021481531891194429</id><published>2011-11-12T17:12:00.001-02:00</published><updated>2011-11-12T17:13:42.611-02:00</updated><title type='text'>Casablanca: You must remember this…</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Nossa, que boa sensação a de chegar em Casablanca! A presença do mar e o cheiro de maresia, uma nuvem de umidade encobrindo a orla com véus, como as mulheres daqui, a presença de coisas familiares como restaurantes com comida diferente de tagine! Não estou desfazendo dos tagines, mas estava com saudade de um bom peixinho grelhado, de alguma coisa com temperos menos exóticos, embora nada do que comi tenha sido exagerado.&lt;br /&gt;Grandes experiências? Ir a um Hammam! Na verdade, trapaceei um pouco, pois ao invés de ir a um público, fiquei na segurança do ambiente conhecido do hotel. Posso não ter conhecido o lado mais exótico das massagens, mas adorei as técnicas e os produtos, tudo à base de óleo de Argan. Por falar neste óleo, minha diversão tem sido ficar olhando os cabelos e adivinhando quem usa o óleo de Argan e quem não usa.&lt;br /&gt;O mundo me chega hoje, envolto em veus de uma névoa cheirando a maresia. Casablanca fica à beira de uma praia bravia. Talvez o mar não seja violento, não tenha correntes traiçoeiras, mas o tipo de litoral provoca uma faixa enorme de ondas não muito grandes, quebrando umas sobre as outras, num exagero de espuma branca. A faixa de areia, larguíssima, abriga, ao final da tarde, uma pelada. Tenho a sensação de ter voltado ao Rio, se olho apenas para o mar. Se desvio o olhar, os sinais são controversos: na Corniche, uma mistura de europa mediterrânea com traços orientais. No meio disso, um Macdonald's e uma Pizza Hut. Até aqui! Daí que acrescento mais um tempero à mistura: Los Angeles. Onde estou? No cruzamento do mundo! E, só para colocar uma pitadinha de pimenta a mais, a informação de que a segunda religião no Marrocos é o judaísmo. Talvez 45% muculmanos, 40% judeus e 5% de outras religiões. E todo mundo em paz e contente. Viva o Marrocos!&lt;br /&gt;Play it again, Sam!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5021481531891194429?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5021481531891194429/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5021481531891194429' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5021481531891194429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5021481531891194429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/casablanca-you-must-remember-this.html' title='Casablanca: You must remember this…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-370681097788027789</id><published>2011-11-11T17:27:00.001-02:00</published><updated>2011-11-11T17:27:04.418-02:00</updated><title type='text'>Pra lá de Marrakech</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Bem, isso só será amanhã, quando volto à Casablanca. Hoje ainda estou aqui em Marrakech, naquela maratona turística que nos deixa tão cansados ao chegar o hotel que não se tem ânimo de voltar ao Lobby para nos conectarmos e escrever uma postagem. Neste hotel, Palm Plaza, internet só aqui ou à beira da piscina. De manhã, respondo os emails via celular. Depois saio e não consigo escrever nada quando volto. Mas não tenho novidades que não sejam as mesma sempre repetidas pelos turistas: Marrakech é o máximo! Mas é um máximo dividido em dois, uma moeda de duas faces: um lado real, meio "índia", confuso, sujo, muito cheio; outro lado de conto das mil e uma noites: entramos por um beco, abrimos uma porta e… um gênio nos transporta a algum jardim encantado onde as flores embalsamam o ar, onde os pássaros cantam como em nenhuma outra parte, onde o tempo se congelou em banquetes infindáveis e músicas hipnotizantes.&lt;br /&gt;Delicados costumes hospitaleiros, seja nas casas particulares, seja nos restaurantes e hoteis, ou nas tendas, mesmo as mais humildes, de vendedores de mil e uma coisas encantadoramente coloridas que, quando as olhamos, desejamos com ardor, mas depois vemos que é mais uma quinquilharia que vai ficar num fundo de gaveta, ou numa prateleira, lembrando-nos de nossa loucura momentânea.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6eIspNkCJYg/Tr12E_-LIHI/AAAAAAAABfc/_xpvAk_INBM/s1600/SANY0251.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-6eIspNkCJYg/Tr12E_-LIHI/AAAAAAAABfc/_xpvAk_INBM/s320/SANY0251.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r_haeGy3liM/Tr12b4ZFeZI/AAAAAAAABfs/lIdQwP-v2Vw/s1600/SANY0242.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-r_haeGy3liM/Tr12b4ZFeZI/AAAAAAAABfs/lIdQwP-v2Vw/s320/SANY0242.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Posto aqui algumas fotos, só para dar um gostinho. Quem quiser ver mais, coloquei todas no Facebook. Uma é da cidade e sua cor característica, ocre. Outra é a abóbada estrelada do Lobby, sob a qual estou sentada, escrevendo esta postagem. Amanhã é que vou para lá de Marrakech, para Casablanca. De lá deve dar para fazer outras postagens. Até breve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-370681097788027789?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/370681097788027789/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=370681097788027789' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/370681097788027789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/370681097788027789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/pra-la-de-marrakech.html' title='Pra lá de Marrakech'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6eIspNkCJYg/Tr12E_-LIHI/AAAAAAAABfc/_xpvAk_INBM/s72-c/SANY0251.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3139945760878160094</id><published>2011-11-08T09:46:00.000-02:00</published><updated>2011-11-08T09:46:50.047-02:00</updated><title type='text'>Em Lisboa</title><content type='html'>Cheguei ontem, num daqueles lindos e enganadores dias de sol de Lisboa. Lindos porque a cidade é linda, as árvores agitam suas folhas brilhantes num ventinho imperceptível, os telhados vermelhos se mostram lavadinhos e alegram a paisagem, cortada pela fita prateada do rio Tejo, sonolento. Enganadores porque o sol é frio, não aquece, só alegra e ilumina, só ofusca.&lt;br /&gt;Dei alguns breves passeios: pelos jardins da Gulbenkian, pela Baixa, pela Avenida da Liberdade. As estátuas me saudaram com sua pompa habitual: um Marquês aqui, uma rainha ali, Dom Pedro (IV? V? III?) acho que em cada praça um diferente me olhava passar.&lt;br /&gt;Fui ao Polícia, restaurante que meu sogro adorava. Fui tomar um café (uma bica) na Pastelaria Suíssa, fomos tentar encontrar o cachorro quente de minhas lembranças na Ribadouro, mas já há 15 anos que eles não o fazem! Para minha tristeza e a tristeza do garçon que nos serviu. Ensinei meus amigos a comerem prego, já que não havia cachorro. E voltamos felizes para o hotel. Hoje a cidade está triste, chuvosa, creio que lamentando minha partida. Lá vou eu para Casablanca. O tempo lá promete estar bonito. Vai ser bom passear pelas ruas coloridas que os guias me prometem. E eu colocarei &amp;nbsp;fotos e comentários sempre que conseguir acessar a internet.&lt;br /&gt;Até breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3139945760878160094?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3139945760878160094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3139945760878160094' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3139945760878160094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3139945760878160094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/11/em-lisboa.html' title='Em Lisboa'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5963720694909554229</id><published>2011-10-09T12:18:00.001-03:00</published><updated>2011-10-09T12:19:49.440-03:00</updated><title type='text'>Dai a Antônio o que é de Antônio…</title><content type='html'>Eis que me vejo fascinada por uma bela moeda de ouro de outros tempos! Isso graças ao meu querido amigo Antônio Carlos Secchin, que entrou para a Academia Carioca de Letras, ficando já não sei quantas vezes acadêmico. &amp;nbsp;Recebido com um belo discurso, em versos, pela extraordinariamente bela Stella Leonardos, ela fez referência à moeda preciosa de seu nome. E eu, de repente curiosa, fui procurar uma imagem que me revelasse seu valor estético.&lt;br /&gt;Quando pequena fui a feliz proprietária de alguns volumes de um velho Larousse. Num dos volumes, as letras me permitiam verificar "costumes", e eu via os vestidos medievais de nobres e plebeus, passava pelos exageros barrocos, chegava às amplas saias do romantismo, aos rendilhados espartilhados da Belle Époque, &amp;nbsp;aos cortes masculinizados e sóbrios do pós guerra. Era ali que buscava inspiração para vestir minhas bonecas de papel, uma das minhas brincadeiras favoritas. Em outro volume, podia verificar as moedas, e me espantava com sua variedade. Materiais diversos, tamanhos diferentes, praticamente todas eram redondas (quase, nada de muita precisão nas moedas antigas) Me abismava olhando para os pequenos círculos que deviam ser depositados sobre os olhos dos mortos, ou sob suas línguas). Nem mesmo no outro mundo a gente podia sobreviver sem um dinheirinho! O que faria eu, criança, que não possuía um tostão de meu? Me tranquilizava, dizendo que criança não morria. E caso eu morresse, como a pobre vendedora de fósforos da história, talvez algum escritor tivesse piedade de mim e colocasse uma moedinha entre meus dedos enregelados.&lt;br /&gt;Gostava de ver seus nomes engraçados: Dracmas, Patacas, Pesos, Escudos, Florins, Ducados e Sequins. E minhas preferências recaíam sobre as moedas de ouro, principalmente as brilhosas, polidas e meio gastas pelo manuseio.&lt;br /&gt;De uma peça que vi bem jovem, lá no Teatro Maison de France, e cujo nome e história sequer me lembro, mantenho entesourada a imagem do Paulo Gracindo vivendo o papel de um judeu, apaixonado por suas moedas, que ele acariciava e guardava com volúpia.. Moedas cenográficas, sem dúvida, mas brilhantes, atraentes, aparentemente mais valiosas do que nosso dinheiro, que tinha virado tirinhas de papel sujo, carregando mensagens de amor, algumas, ou orações pedindo a multiplicação das notas, outras.&lt;br /&gt;Nas fantasias de cigana, comuns durante a minha infância, usavam-se colares cheios de moedas, que tilintavam sobre as saias coloridas e emolduravam os rostinhos pintados, presas nos lenços de cabeça. Infelizmente, nunca me fantasiei de cigana. Mas cheguei a ganhar algumas moedinhas de chocolate. Mais uma vez, minhas preferidas eram as douradas, embora o chocolate que as recheavam fossem ruim em qualquer versão. Mas era uma alegria ganhá-las, embora, geralmente, eu as guardasse avaramente, segurando-as na minha mãozinha quente de criança até que elas desmanchassem com o calor e se desfizessem, para minha tristeza.&lt;br /&gt;Uma vez ganhei de presente uma libra de ouro. De verdade, linda e brilhante, minha avó transformou-a num pingente e colocou-a em um cordão de ouro que nunca cheguei a usar. Acho que foi roubado, tal como a pulseira com quinze figas de materiais diferentes que ia ganhando, a cada aniversário, de meu avô. Essa cheguei a usar, e muito lamento a perda. Cada uma das figas tinha uma história, e era um sinal de proteção. Bem que eu gostaria de ter quem me protegesse, agora…&lt;br /&gt;Foi assim que mergulhei no mundo da numismática, no Google. E lá estava a foto, frente e verso, do lindo sequim de ouro. O doge Antônio Venier ajoelhado frente a São Marco, numa imagem cunhada nos idos de 1382. &amp;nbsp;Como traziam a imagem do doge, também eram chamadas de ducados. E tinham o mesmo valor das moedas florentinas, pois o valor era estabelecido pelo peso e tamanho. Diferenças só nas imagens de umas e de outras e no prestígio, pois em certo momento os banqueiros florentinos &amp;nbsp;emprestaram aos florins de sua cidade um prestígio que se revelou nas cópias feitas pelo mundo afora. Até no Brasil foram cunhados (creio que os devemos aos holandeses).&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZM2lI8TYOvs/TpG7DPfMdhI/AAAAAAAABfQ/9_wd77THAJQ/s1600/300px-Fiorino_1347.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZM2lI8TYOvs/TpG7DPfMdhI/AAAAAAAABfQ/9_wd77THAJQ/s1600/300px-Fiorino_1347.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SoIDSaNYGEA/TpG7HoU308I/AAAAAAAABfU/IbtIwHCukfY/s1600/zecchinof.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-SoIDSaNYGEA/TpG7HoU308I/AAAAAAAABfU/IbtIwHCukfY/s1600/zecchinof.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a1IDRX82-Sc/TpG7L0GJXCI/AAAAAAAABfY/nu5ozUriucY/s1600/zecchinor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-a1IDRX82-Sc/TpG7L0GJXCI/AAAAAAAABfY/nu5ozUriucY/s1600/zecchinor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas vejam se essas belas moedas não merecem minha homenagem, mesclada aos parabéns que desejo a meu amigo e poeta. Confiram as imagens do Zequino e do Florim que pesquei no mar virtual que nos envolve. E que Antônio receba o que é de Antônio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5963720694909554229?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5963720694909554229/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5963720694909554229' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5963720694909554229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5963720694909554229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/10/dai-antonio-o-que-e-de-antonio.html' title='Dai a Antônio o que é de Antônio…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZM2lI8TYOvs/TpG7DPfMdhI/AAAAAAAABfQ/9_wd77THAJQ/s72-c/300px-Fiorino_1347.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6077854848468151305</id><published>2011-10-07T11:34:00.000-03:00</published><updated>2011-10-07T11:34:50.429-03:00</updated><title type='text'>Ao mestre, com carinho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-n_0MaWP6fug/To8IkcMsqyI/AAAAAAAABfM/3xNK_utZqMU/s1600/mail.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-n_0MaWP6fug/To8IkcMsqyI/AAAAAAAABfM/3xNK_utZqMU/s1600/mail.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mais uma homenagem ao Steve Jobs. Uma macã, com amor, para o mestre.&lt;br /&gt;Ontem, minha amiga Angela Dutra de Meneses reclamou que, em meio a todas as eulogias, ninguém teve coragem de dizer uma das coisas mais óbvias sobre ele: ele foi lindo! Realmente, em meio a todos os nerds e geeks, ele parecia o mais saudável, o mais belo, o mais audacioso. Um pop star da computação. Tanto que todos os comentários o associam mais ao marketing que à computação de dados, como se, para saber computação, o sujeito tivesse que renunciar ao charme. Não sei, só sei dele quando ele aparecia anunciando mais algum produto incrível da Apple, mais um "must have" que a companhia criava. Mas o imagino ainda jovem, com o xará, numa garagem da California, nos primórdios. Que ele devia entender alguma coisa de computador, lá isso devia.&lt;br /&gt;E, mais tarde, com que charme e desenvoltura ele aparecia, cada vez mais magro, perdendo a cabeleira, fazendo brincadeiras com relação aos boatos sobre sua morte. Um moderno gladiador, enfrentando uma luta que não descansava. Um belo exemplo, o cavaleiro negro, predestinado. Suas origens inspiram, suas vitórias inspiram e até mesmo sua morte inspira.&lt;br /&gt;E se ele foi grosso, sarcástico, impiedoso segundo alguns, para outros foi extraordinário, genial, um grande líder. Não o conheci, não li sobre sua vida mais do que algumas poucas linhas em jornal, mas lamento sua partida. Muito cedo. Minhas perdas também ocorreram assim, muito cedo. E eu me pergunto, sem esperar nenhuma resposta, por que é que outros, inúteis ou ridículos, ou mesmo danosos e perigosos, continuam vivendo enquanto essas gemas raras partem tão cedo???? Por que nadas, zeros à esquerda, têm uma saúde de titânio, indestrutível, enquanto outros, geniais, trazem essa limitação genética? O negócio é seguir o conselho do próprio Steve Jobs e ligar os pontos. Pode ser, que em algum momento, essa mixórdia que é a vida faça sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6077854848468151305?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6077854848468151305/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6077854848468151305' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6077854848468151305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6077854848468151305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/10/ao-mestre-com-carinho.html' title='Ao mestre, com carinho'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-n_0MaWP6fug/To8IkcMsqyI/AAAAAAAABfM/3xNK_utZqMU/s72-c/mail.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3438120772379088223</id><published>2011-10-06T09:39:00.000-03:00</published><updated>2011-10-06T09:39:49.204-03:00</updated><title type='text'>Pesadelos</title><content type='html'>Abro o jornal e vejo a foto do Steve Jobs. Morto. O mundo ficou um pouco mais pobre sem ele. Queria saber o porquê dessa sensação de luto que me invadiu com a notícia. Meu contato com ele é só através deste meu Mac, do meu iPhone, meus brinquedinhos de menina grande. E uma grande torcida para que ele se recuperasse, para que ele sobrevivesse a essa doença odiosa, que me parece ter inteligência &amp;nbsp;própria e zombar de nossos canhestros e agressivos meios de combatê-la. Perdida esta batalha, meus olhos se entristecem e procuram fugir dessa tristeza. Viro a página e outro assombro me assusta: o casamento da duquesa. Existiria um rosto por trás daquela máscara?&lt;br /&gt;Proust, meu querido autor, é chamado por alguns de "especialista em duquesas". Na verdade, elas foram as top models da época, com seu charme, suas jóias, seus salões iluminando as noites da Belle Époque. E, foi a partir de beldades como as que conheceu nos salões que o autor frequentou que o narrador criou sua fascinante e impertinente duquesa de Guermantes, que reinou até sobre as princesas de sangue real. Se ele estivesse vivo, sem dúvida estaria acompanhando as marchas e contramarchas deste casamento da duquesa de Alba. Só o nome já me transporta: espero logo ver um quadro de Goya, com suas cores quentes, com as jóias que enfeitam e aprisionam seus retratados. Nada me prepara para o que vejo: uma face em papier-mâché, moldada por uma criança sem capricho para uma festa de dia das Bruxas. No entanto, minhas leituras de Proust deveriam ter me preparado para essa visão: o baile final a que o narrador comparece revela exatamente a mesma coisa desta foto: pessoas que, somente sabendo viver das aparências e dos valores externos, envelhecem como caricaturas de si mesmas. Incapazes de aceitar a passagem do tempo, de incorporar as mudanças de valores, elas continuam se comportando como há vinte, trinta, cinquenta anos atrás. E dançam flamenco em suas festas de casamento, ou fazem trejeitos considerados charmosos no século passado, ou se enganam com amores tão naturais como flores de plástico.&lt;br /&gt;Resolvo vir escrever, deixar que essa minha incredulidade se escoe e que esses sonhos ruins se afastem. E penso no barbante da Cora: o barbante com que aprendi a fazer tapetes de crochê, que fizeram xales e bolsas, tantos trabalhos manuais ensinados pela minha avó. E no papel de pão, sem cor e sem graça, trazendo o pão nosso de cada dia, frente ao papel cor de rosa, com barbantinho colorido que trazia para nossa casa delícias compradas na cidade pelo vovô. Rissoles, coxinhas, empadinhas que tanto amei e para as quais hoje torço o nariz, achando tudo muito grosseiro, muito engordurado… Eu, que me habituei a comer sushi e ceviche, que peço grelhados e elogio o pobre chuchu, já me horrorizei com a possibilidade de ter de comer peixe cru e bifes sem molho.&lt;br /&gt;Recordar é viver? Ligar os pontos do passado para ver o sentido da presente, seria esta a receita? Ou será melhor, como a duquesa, viver num eterno presente, esquecer o próprio rosto e aprender a se reinventar?&lt;br /&gt;Não há fórmulas, eu sei. Um pouco de cada coisa, talvez seja o melhor, para que a morte não nos pegue de surpresa no meio da festa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3438120772379088223?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3438120772379088223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3438120772379088223' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3438120772379088223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3438120772379088223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/10/pesadelos.html' title='Pesadelos'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6279327595599510128</id><published>2011-10-04T16:06:00.002-03:00</published><updated>2011-10-04T16:31:38.797-03:00</updated><title type='text'>De livros e helicópteros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-C7rHLqfV2ac/TotZcqM3h2I/AAAAAAAABfI/YOK3DRoD1Jw/s1600/viewer.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 138px; height: 104px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-C7rHLqfV2ac/TotZcqM3h2I/AAAAAAAABfI/YOK3DRoD1Jw/s400/viewer.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659715705620629346" /&gt;&lt;/a&gt;Pena que minha imagem seja pequenina, mas trata-se do edifício de uma biblioteca nos EUA. Não é dos mais criativos, mas é um dos que mais me agradam. Volta e meia recebo essas apresentações que nos mandam pela rede, com coisas curiosas. Recebi, por exemplo, uma série de fotos da flor papagaio, que floresce na Tailandia, segundo me explicaram, apenas uma vez por ano. Uma flor disfarçada em pássaro. Falta-lhe o voo, sem dúvida, mas talvez ela compense essa falta com algum perfume que venha voando até nossas narinas. Não sei.&lt;div&gt;Já recebi, algumas vezes, essas imagens de edifícios curiosos ou das bibliotecas pelo mundo afora. Gosto de ver uns e outros, assim destacados, imobilizados na tela, com suas cores e silêncios. Pois, por alguma birra, meu computador nunca executa o fundo musical (o que provavelmente pode ser uma bênção) &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ali fico eu, olhando as imagens e revisitando alguns, ou visitando outros. Não conheço esta biblioteca redundante. Mas, sempre que vejo seu retrato, me lembro da biblioteca de NY, com seus dois leões de pedra, Patience and Fortitude. Eles prometem me proteger enquanto eu estiver distraída ali dentro. Posso perambular segura pelas obras, mergulhar no mar de histórias ali represado, pois os leões da entrada velam por mim. Gosto muito deles, do prédio robusto e pesado, das árvores e do parque ao seu redor. Até o burburinho da cidade movimentada me tranquiliza. Todas aquelas obras, lá dentro, existem apesar do caos de fora. Existe salvação para a humanidade!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas os barulhos de minha própria cidade me inquietam. Hoje estranhei a presença de um helicóptero insistindo em despertar a todos no Leblon. Eu acordo cedo e não tenho ouvido esse ronco fora de hora, por isso não entendia o que ele anunciava. Foi a TV quem me avisou que aqui, ao meu lado, um bueiro ameaçava explodir, soltando uma fumaça lúgubre bem em frente ao Banco do Brasil. E o helicóptero desempenhava sua função de vigia, olhos bem abertos tomando conta não apenas do trânsito mas de nossas pequenas ou grandes tragédias anunciadas. Depois, quando saí, vi primeiro o Corpo de Bombeiros e mais tarde os funcionários da Light e outro da CEG. Uma equipe abria um buraco do lado de lá da rua, a outra do lado de cá. Indiferentes, os homens nem usavam máscaras, nem proteções especiais, transformando a ameaça em rotina. Voltei para casa e me abriguei na minha própria biblioteca, entre as páginas de um livro. Velando por mim, as miniaturas de Pacience e Fortitude, e o olhar carinhoso dos retratos… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6279327595599510128?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6279327595599510128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6279327595599510128' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6279327595599510128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6279327595599510128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/10/de-livros-e-helicopteros.html' title='De livros e helicópteros'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-C7rHLqfV2ac/TotZcqM3h2I/AAAAAAAABfI/YOK3DRoD1Jw/s72-c/viewer.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3921405554275843909</id><published>2011-09-27T16:48:00.002-03:00</published><updated>2011-09-27T17:27:39.870-03:00</updated><title type='text'>O silêncio dos …</title><content type='html'>Acabo de assistir a um bate-papo mediado pelo Marcelo Moutinho cujo tema era o silêncio dos escritores. Acho divertidas essas reflexões que a gente tem que fazer, tipo falar sobre o silêncio. Até porque, outro dia, estava numa mesa de bar falando sobre os tipos de silêncio. Sincronicidade? Antigamente a gente dizia que era coincidência. Agora tem de analisar. Estamos viciados em interpretação. Mas, voltando aos silêncios:  O silêncio no interior, naquelas noites escuras de sertão, é o silêncio mais barulhento que já escutei em minha vida. E até hoje esse silêncio me deixa angustiada e tristonha. E com medo. Nele escuto gritos de animais não identificados, ameaças que não consigo traduzir, zumbidos de insetos que me consideram apetitosa… Fujo desse. Gosto do silêncio à beira mar, que também é barulhento, concedo, mas embala. As ondas quebrando, a gente julga que elas têm um ritmo. Vez por outra uma gaivota grita. Os barcos rangem ou sacodem seus artefatos metálicos ao sabor do vento, e criam música.&lt;div&gt;Geralmente, ao longe, a gente pode escutar os ruídos abafados de algum jogo de vôlei, ou uma pelada de praia jogada ao entardecer. E tudo isso vem misturado ao cheiro bom de maresia, um cheiro fresco, saudável, mas que a gente renega pois indica a umidade que vai estragar eletrodomésticos e fazer a roupa cheirar a mofo. Mas quem é que pensa nisso, à beira mar, com um bom livro? Ou, se a noite já caiu, quando se passeia, de banho tomado, apreciando a brisa que sopra para secar nossos cabelos com brincadeiras sem fim? Essa me parece a moldura ideal para doces palavras de amor. Melhor ardentes, pontuadas por beijos. Aqui solto um suspiro de saudades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas volto ao silêncio, desta vez dos escritores. Escritor faz silêncio? Sim, enquanto escreve, ele se mantém calado, na escuta das vozes interiores. Mas, como se passa muito tempo em silêncio, na frente de um computador ou de um caderno, quando a gente encontra um público disposto a nos ouvir, falamos muito. E nos esquecemos de que somos muito melhor por escrito. Já escutei muita bobagem por aí, já falei a minha quota de bobagens e vou seguir ouvindo e falando, enquanto der. Mas sempre saio das palestras pensando que poderia melhorar minha "redação". Viver por escrito é mais suave, dá tempo para fazer revisão. Quando silenciamos e escrevemos podemos ouvir a nossa própria respiração, podemos escutar a respiração do outro. Damos asas aos pensamentos, os nossos e os dos outros. E é em silêncio que percebemos uma outra linguagem que se manifesta em gestos, às vezes inconscientes. E é nos silêncio que podemos ler os sorrisos, os olhos revirados, o abanar de cabeça os pequenos sinais que os outros nos dão, e que servem de jangadas nas nossas tempestuosas ondas de palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perdoem-me então, aqueles que andavam com saudades aqui do blogue. Andei falando demais, escrevendo de menos. Silenciarei para poder usar melhor as palavras. E deixo vocês com ainda um outro tipo de silêncio, esse nosso impossível silêncio urbano, feito de ruídos de trânsito, de gritos de criança, de cantos de alguns pássaros, de marteladas distantes, de motores de helicópteros, de aulas de música. Esse silêncio que nos avisa que pertencemos a uma cidade viva, ainda amável, mas muito bagunceira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3921405554275843909?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3921405554275843909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3921405554275843909' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3921405554275843909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3921405554275843909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/09/o-silencio-dos.html' title='O silêncio dos …'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3731521898492548564</id><published>2011-09-12T09:59:00.005-03:00</published><updated>2011-09-12T10:27:52.904-03:00</updated><title type='text'>Rua Vermelha, nº 13</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nMoAqbFcsMc/Tm4IdNXsbxI/AAAAAAAABeA/KNTq7vkAZuc/s1600/foto-10.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nMoAqbFcsMc/Tm4IdNXsbxI/AAAAAAAABeA/KNTq7vkAZuc/s200/foto-10.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651463880294821650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-R1Jq0HFk82k/Tm4Ic8xMtdI/AAAAAAAABd4/3IxYEV6o5Dw/s1600/foto-9.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-R1Jq0HFk82k/Tm4Ic8xMtdI/AAAAAAAABd4/3IxYEV6o5Dw/s200/foto-9.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651463875838391762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KPEoXkIbz3s/Tm4IRu7E6bI/AAAAAAAABdw/rVKO678PEEI/s1600/foto-8.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KPEoXkIbz3s/Tm4IRu7E6bI/AAAAAAAABdw/rVKO678PEEI/s200/foto-8.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651463683143166386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rbzHbVva-yA/Tm4Hec5vCnI/AAAAAAAABdo/2UT7-vaiow4/s1600/foto-7.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rbzHbVva-yA/Tm4Hec5vCnI/AAAAAAAABdo/2UT7-vaiow4/s200/foto-7.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651462802132372082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-COzBYYS3YuY/Tm4HeDURPtI/AAAAAAAABdg/yt8BDg4ytUk/s1600/foto-6.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-COzBYYS3YuY/Tm4HeDURPtI/AAAAAAAABdg/yt8BDg4ytUk/s200/foto-6.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651462795264343762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Numa pousada literária (Capitães de Areia) passei esses dias de FLIMAR, entre a Praia do Francês e Marechal Deodoro. A pousada é uma graça, a um quarteirão da praia, uma piscininha gostosa que não experimentei, pois sou amiga de mar e o daqui me chama com suas águas quentinhas e transparentes, suas ondas quebrando no recife e formando penachos brancos só para me impedir de ler os livros que carrego comigo para a areia, caso me canse do mar e da paisagem. Isso não acontece, e os livros foram e voltaram, todos os dias, sem serem abertos. Mas de noite, fiel, volto a eles e me entrego à leitura de coisas novas, que fui ganhando por aqui. Desde as Letras do Junco, cidade que virou Sátiro (Dias) por obra de algum político, a poemas e jornais, leituras mais ou menos amenas, conforme o estilo dos autores, mas sempre prazerosas. Pois esta aqui é a terra de Nossa Senhora dos Prazeres, que merece toda a minha devoção. E, como meu maior prazer é a leitura, a esta devoção me entrego com desvelo a cada noite.&lt;div&gt;Estou aproveitando o pouco tempo de wi-fi que me resta, antes que o motorista venha me buscar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Termino, portanto,  aproveitando para postar algumas fotos, igrejas e casario de Marechal Deodoro e algumas curiosidades que me deliciaram e espero que encantem a vocês também. Reparem na terapia que vim aqui fazer e no vídeo de radicais livres que me deixou intrigadíssima!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3731521898492548564?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3731521898492548564/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3731521898492548564' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3731521898492548564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3731521898492548564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/09/rua-vermelha-n-13.html' title='Rua Vermelha, nº 13'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-nMoAqbFcsMc/Tm4IdNXsbxI/AAAAAAAABeA/KNTq7vkAZuc/s72-c/foto-10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8748764143673989358</id><published>2011-09-11T20:11:00.006-03:00</published><updated>2011-09-11T20:45:21.402-03:00</updated><title type='text'>FLIMAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-F3RjRWrvCwA/Tm1H90O2QQI/AAAAAAAABdY/UlTYtZvrU5c/s1600/foto-1.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-F3RjRWrvCwA/Tm1H90O2QQI/AAAAAAAABdY/UlTYtZvrU5c/s200/foto-1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651252234738352386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-g8X_qrpV5RA/Tm1Hxw0sOYI/AAAAAAAABdQ/JcrsHbUb0ZU/s1600/foto-4.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-g8X_qrpV5RA/Tm1Hxw0sOYI/AAAAAAAABdQ/JcrsHbUb0ZU/s200/foto-4.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651252027664906626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vtitNAeTPok/Tm1HnIZEakI/AAAAAAAABdI/Zo38zgzzthA/s1600/foto.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vtitNAeTPok/Tm1HnIZEakI/AAAAAAAABdI/Zo38zgzzthA/s200/foto.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651251845012941378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uCoDw9x2K6c/Tm1HPemjUhI/AAAAAAAABdA/j815SFZV36E/s1600/foto-5.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-uCoDw9x2K6c/Tm1HPemjUhI/AAAAAAAABdA/j815SFZV36E/s200/foto-5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651251438658212370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VEZLDDY1RUw/Tm1HEw2f80I/AAAAAAAABc4/eTxC8XjxBFM/s1600/foto.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-VEZLDDY1RUw/Tm1HEw2f80I/AAAAAAAABc4/eTxC8XjxBFM/s200/foto.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651251254578377538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acabou-se o que era doce. Vim para cá, Marechal Deodoro, no estado de Alagoas, no dia 7 de setembro. Quem me conhece sabe de meus amores por essa terra deslumbrante. Alagoas tem praias lindas, algumas das mais lindas do mundo. E eu só conheço um pouquinho daqui. Esta foi a quarta vez que vim para cá, e não consigo ir além da praia do Gunga e das falésias que são ali próximas. A primeira vez que visitei Maceió foi com a Helena, que tem amigos por aqui. Depois vim pelo SESC duas vezes e, desta vez, vim pela FLIMAR. Pena que não tive chance de ficar aqui no computador, alimentando esse blog. Tenho tantas coisas para contar! Conheci pessoas maravilhosas, realmente encantadoras. Reencontrei pessoas fantásticas, que adoro, desde tanto tempo (5 anos, já!). Encontrei outros escritores, alguns que ainda não conhecia, outros com quem não tinha tido ainda o prazer de conversar melhor, embora já houvesse uma simpatia e alguma relação de amizade. Estreitar laços, aproveitar abraços carinhosos, conseguir a fã mais fofa da FLIMAR, a Maria, filha do Flávio Carneiro. Foi uma experiência muito gratificante, cheia de alegrias.&lt;div&gt;A programação da FLIMAR foi variada, com gente boa dando boas palestras. Por enquanto, contentem-se com as fotos das belezas locais, do bichinho preguiça e da sereia da praia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8748764143673989358?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8748764143673989358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8748764143673989358' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8748764143673989358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8748764143673989358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/09/flimar.html' title='FLIMAR'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-F3RjRWrvCwA/Tm1H90O2QQI/AAAAAAAABdY/UlTYtZvrU5c/s72-c/foto-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-24392915868772745</id><published>2011-08-25T13:18:00.002-03:00</published><updated>2011-08-25T14:05:57.123-03:00</updated><title type='text'>Mamutes e jararacas</title><content type='html'>Reabilitaram as jararacas, cujo veneno virou remédio. Remédio para pressão, remédio para o cérebro, remédio para a gente pensar melhor. Já estava na Bíblia, como diria Nostradamus. Ou ele não diria, mas um leitor do profeta em questão poderia interpretar a serpente do gênesis como uma jararaca que estivesse protegendo o cérebro tão pouco usado de Adão e Eva. Em que os dois se ocupavam, no paraíso? Em dar nome aos bois, é o que diz a Bíblia. Adão ( e eu assumo que Eva também desse seus palpites) tinha como incumbência nomear todos os animais e vegetais. Toda a criação! Haja imaginação. Não admira que alguns nomes tenham saído feios. Mais que feios, horríveis. Querem um exemplo? Xenartros e suas zigapófises. Bem, esse seria um Adão helênico. Tentemos outros: carduça, deputado. Esse adão brasileiro, depois de inventar girassol, borboleta, cascata, papagaio, inventou mijo, rubicundo, catarro, súcubo. Gastou sua imaginação. E, sentindo preguiça, foi criando uns nomes adaptados, tipo "pé de mesa", "braço de cadeira", "cravo de defunto". Aliás, defunto é outra dessas palavras feias. Outras saíram bem legais. Abracadabra, por exemplo. Ao ouvi-la, a gente já espera alguma proeza, pois ser capaz de dizer abracadabra sem trocar nenhuma sílaba já é um prodígio. Em compensação estupro é uma dessas palavras que não precisavam ter sido inventadas. E que são reinventadas a cada vez que são faladas. Tente dizer estuprada num meio de frase, assim meio corrido. Vai sair diferente. E estupefaciente?! É mesmo um golpe que precisa de uma boa jararaca para ser corrigido! Jararaca, cascavel, jiboia, coral, as cobras possuem nomes sonoros como trinados, que aguardavam a reabilitação das peçonhentas (argh!) &lt;div&gt;Mamute era uma boa palavra. Pesada, sólida como o animal que designou, impunha-se numa frase. Infelizmente fizeram um filme terrível com esse nome, e o estragaram. Agora, ao ouví-la, vou me lembrar do Depardieu, de suas toneladas de nariz, de seus centímetros de braços, de seu rosto suarento e de seus cabelos ensebados (ugh!).  Outro dia vi no facebook uma campanha de salvação de palavras. Quais as palavras que você salvaria? Acho que a pessoa estava se propondo a salvar "inconsútil". Eu poderia ficar com balangandã, mas talvez preferisse azul, ou luar, ou rio. Talvez essa última, com sua plurissemia (aiii!) que deixaria minha palavra ora verbo, ora topônimo, ora acidente geográfico. E a imagem de um rio azulado pelo luar se revesa com a do Rio banhado de luar azul… E, ao fundo, uma jararaca se desenrosca preguiçosa, à feição de um rio entre folhagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-24392915868772745?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/24392915868772745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=24392915868772745' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/24392915868772745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/24392915868772745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/08/mamutes-e-jararacas.html' title='Mamutes e jararacas'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1673748715185687515</id><published>2011-08-21T10:24:00.002-03:00</published><updated>2011-08-21T11:08:19.862-03:00</updated><title type='text'>Melancolia</title><content type='html'>Escolhi o sábado chuvoso para ver o filme do Lars von Trier. Fui assim meio de pé atrás, receando ficar deprimida, mas o filme não permitiu: lindo, interessante, com imagens e situações inesperadas, sem melodrama, mas com tantos detalhes saborosos!… Para mencionar apenas um, a figura deliciosa do organizador de festas que não quer olhar a noiva e cobre o rosto. Como no velho truque das caixas chinesas (estudei isso na Faculdade de Letras…) uma história repete a outra: um astro rebelde atrapalhando a festa. E ninguém quer ver.&lt;div&gt;Mesmo na escuridão, na depressão, nos desentendimentos, tudo o que fica é a beleza. Uma beleza nada piegas, mas sempre incompleta. Sem clichês, sem baboseiras, sem lágrimas desnecessárias, com uma boa dose de agressividade e uma excelente dose de silêncio. Com contundência. Saí de lá com a luz de Melancolia brilhando no meu horizonte e me dando vontade de viver num mundo assim. Assim como, ameaçado? Bem, ameaçado nosso mundo está, claro. Mas num mundo em que ainda encontramos pessoas que sabem o valor da vida. Mesmo que em extinção. E que sejam humanos até o último nanossegundo! Um filme que precisa ser visto e depois digerido, comentado e apreciado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A semana foi de muita correria, de ida a São João de Meriti e de encontro com almas boas, íntegras, corajosas, cheias de esperança. Adorei. E espero que Sant'Anna e São Joaquim sejam felizes para sempre, mesmo que só no palco, sob a direção de Abílio Ramos. E que os poetas que conheci mantenham sua sensibilidade, sua integridade e sua força. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visitei, pela primeira vez, a minha editora, Record, em suas incrivelmente simples instalações. Livros por toda a parte, fiquei com a impressão de que as divisórias são feitas por livros, e nada mais. Enchi meus olhos com uma coleção de Jabutis para ninguém botar defeito. O troféu não é lá uma beleza, nem brilha mais do que as estrelas. É pequenino, escurinho, quase uma muiraquitã. Mas segurar um, sopesá-lo, ler o que estava escrito em cada pedestal, me deixou com o que os americanos chamam de "longing". Não sei bem como traduzir: anseio, desejo? Admiração desejosa? O fato é que, de todos os prêmios literários no Brasil, o Jabuti é o que mais me encanta, pois tem aquela coisa modernista de "clã do jabuti", de sobrevivência na adversidade, que é a marca do herói totêmico de nossa nacionalidade. Viva o jabuti! Nosso heroi, esperto e desajeitado, meio lento, mas capaz de colar seus caquinhos e seguir em frente. Começo a entender minha identificação com ele…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E me lembro do poema de Drummond, que sempre me comove até às lágrimas, Elefante:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px; "&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Fabrico um elefante&lt;br /&gt;de meus poucos recursos.&lt;br /&gt;Um tanto de madeira&lt;br /&gt;tirado a velhos moveis&lt;br /&gt;talvez lhe dê apoio.&lt;br /&gt;E o encho de algodão,&lt;br /&gt;de paina, de doçura.&lt;br /&gt;A cola vai fixar&lt;br /&gt;suas orelhas pensas.&lt;br /&gt;A tromba se enovela,&lt;br /&gt;e é a parte mais feliz&lt;br /&gt;de sua arquitetura.&lt;br /&gt;Mas há também as presas,&lt;br /&gt;dessa matéria pura&lt;br /&gt;que não sei figurar.&lt;br /&gt;Tão alva essa riqueza&lt;br /&gt;a espojar-se nos circos&lt;br /&gt;sem perda ou corrupção.&lt;br /&gt;E há por fim os olhos,&lt;br /&gt;onde se deposita&lt;br /&gt;a parte do elefante&lt;br /&gt;mais fluida e permanente,&lt;br /&gt;alheia a toda fraude.&lt;br /&gt;Eis meu pobre elefante&lt;br /&gt;pronto para sair&lt;br /&gt;à procura de amigos&lt;br /&gt;num mundo enfastiado&lt;br /&gt;que já não crê nos bichos&lt;br /&gt;e duvida das coisas.&lt;br /&gt;Ei-lo, massa imponente&lt;br /&gt;e frágil, que se abana&lt;br /&gt;e move lentamente&lt;br /&gt;a pele costurada&lt;br /&gt;onde há flores de pano&lt;br /&gt;e nuvens, alusões&lt;br /&gt;a um mundo mais poético&lt;br /&gt;onde o amor reagrupa as formas naturais.&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Vai o meu elefante&lt;br /&gt;pela rua povoada,&lt;br /&gt;mas não o querem ver&lt;br /&gt;nem mesmo para rir&lt;br /&gt;da cauda que ameaça&lt;br /&gt;deixá-lo ir sozinho.&lt;br /&gt;É todo graça, embora&lt;br /&gt;as pernas não ajudem&lt;br /&gt;e seu ventre balofo&lt;br /&gt;se arrisque a desabar&lt;br /&gt;ao mais leve empurrão.&lt;br /&gt;Mostra com elegância&lt;br /&gt;sua mínima vida,&lt;br /&gt;e não há na cidade&lt;br /&gt;alma que se disponha&lt;br /&gt;a recolher em si&lt;br /&gt;desse corpo sensível&lt;br /&gt;a fugitiva imagem,&lt;br /&gt;o passo desastrado&lt;br /&gt;mas faminto e tocante.&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Mas faminto de seres&lt;br /&gt;e situações patéticas,&lt;br /&gt;de encontros ao luar&lt;br /&gt;no mais profundo oceano,&lt;br /&gt;sob a raiz das árvores&lt;br /&gt;ou no seio das conchas,&lt;br /&gt;de luzes que não cegam&lt;br /&gt;e brilham através&lt;br /&gt;dos troncos mais espessos.&lt;br /&gt;Esse passo que vai&lt;br /&gt;sem esmagar as plantas&lt;br /&gt;no campo de batalha,&lt;br /&gt;à procura de sítios,&lt;br /&gt;segredos, episódios&lt;br /&gt;não contados em livro,&lt;br /&gt;de que apenas o vento,&lt;br /&gt;as folhas, a formiga&lt;br /&gt;reconhecem o talhe,&lt;br /&gt;mas que os homens ignoram,&lt;br /&gt;pois só ousam mostrar-se&lt;br /&gt;sob a paz das cortinas&lt;br /&gt;à pálpebra cerrada.&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;E já tarde da noite&lt;br /&gt;volta meu elefante,&lt;br /&gt;mas volta fatigado,&lt;br /&gt;e as patas vacilantes&lt;br /&gt;se desmancham no pó.&lt;br /&gt;Ele não encontrou&lt;br /&gt;o de que carecia,&lt;br /&gt;o de que carecemos,&lt;br /&gt;eu e meu elefante,&lt;br /&gt;em que amo disfarçar-me.&lt;br /&gt;Exausto de pesquisa,caio&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;no meu vasto engenho&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;como um simples papel&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;A cola se dissolve&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;e todo seu conteúdo&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;de perdão, de carícia&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;de pluma, de algodão,&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;jorra sobre o tapete&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;qual mito desmontado.&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 20px; padding-left: 0px; color: rgb(102, 102, 102); "&gt;Amanhã recomeço.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1673748715185687515?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1673748715185687515/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1673748715185687515' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1673748715185687515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1673748715185687515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/08/melancolia.html' title='Melancolia'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-7339428511330519431</id><published>2011-08-13T10:26:00.002-03:00</published><updated>2011-08-13T11:26:31.846-03:00</updated><title type='text'>Cada qual com a madeleine que lhe aprouver…</title><content type='html'>Leitores de Proust sabem que a madeleine, aquele bolinho em forma de concha e gosto meio alaranjado, é a chave para as "memórias involuntárias", que a Clarice e outros escritores conhecem como "epifanias". Pois o Bloch hoje fala do seu chaveiro de jabulani como uma madeleine, e lá embarca ele num texto sobre roupas, mordidas de cachorro, Botafogo e Proust. E ainda consegue encaixar mais uma ou outra lembrança e uma e outra homenagem à sua ilustríssima família – isso para não mencionar o grande modelo de correção contra o qual se mede: Dapieve.  Eita! Parabéns, seu Bloch, assim não precisa mesmo contar caracteres, você já chegou lá, nas merecidas férias!&lt;div&gt;Escrevo hoje numa reconciliação com o Prosa e Verso: fiquei de bom humor com a comédia da vida intelectual em quadrinhos. O leão de chácara perguntando se o cara tem carterinha de pedante é muito bom. Mas continuar e exigir que ele pague dois ingressos, um para ele, outro para o Ego, é tirada de gênio! E as outras tirinhas também são legais, como têm sido legais as pequenas vinhetas do Gatão de Meia Idade (no Segundo Caderno), falando dos presentes. Numa o Gatão oferece à sua gata, um livro de Proust. Ela agradece, dizendo: Que bom, a letra é bem grande! Noutro ele a presenteia com um disco (foi o que ele disse) de Chopin, e ela: "Dá para dançar? Adoro dançar!" Não preciso mais fazer assinatura dos paulistas! Mantenho minha esperança.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a leitura continua, e me assusto: A matemática da ficção?!  Contar histórias por meio de sucessões de máximas, silogismos e figuras geométricas?! A ficção como um objeto estranho  "com o qual não saibamos muito bem o que fazer"?! Bem, se é matemática, talvez possamos acertar contas… Quem tem lucro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o Prosa fala sobre Versos, mesmo que seja à margem. Nas cartas, Vitor, que se apresenta como tradutor da UFRJ, concorda com PH Britto que afirma que no Brasil existem 300 leitores de poesia. Acho que não precisamos entrar na matemática da poesia, pois a ordem de grandeza é mesmo pequena em termos dos nossos 200 milhões de brasileiros… Na outra página, a chamada para uma exposição poética: TeKnósPoiÉsis – Poéticas do oral ao digital: uma experiência para todos os sentidos. Tudo junto e misturado, assim como seus patrocinadores. Fico curiosa, acho que vou acabar indo, mas desta vez telefono primeiro para evitar o barraco do Mia Couto. O evento foi muito procurado, mas a platéia era só de convidados. Os cidadãos do Rio, que financiam a Biblioteca Pública de Botafogo, são cidadãos de segunda classe  perante os convidados da Cia das Letras… seria essa a lição? Espero que não. Hoje estou com um espírito muito magnânimo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas aí a última reportagem me faz estremecer: O futuro do ensino de Literatura no país está prestes a sofrer um golpe?! E logo do desmoralizado ENEM(a)?! Resigno-me a embarcar nas estatísticas. Não tem jeito, para quem gosta de ler, a matemática está virando coisa fundamental. Cito:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Poesia e letra de canção somadas comparecem em 42% das questões; romance, medíocres 12%; conto, apenas 3%; em contraste, histórias em quadrinhos têm gordos 19%".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cito de novo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Drummond é quem mais aparece, 19 vezes; em seguida vem Machado de Assis e Bandeira, 7; depois, nenhum autor aparece mais de 5 vezes. Graciliano Ramos e João Cabral aparecem 3 vezes cada, menos do que Jim Davis (do Garfield) e Bob Thaves (da tira Frank e Ernest), com 4 vezes cada"…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que é mesmo hora de mudar para os domínios da Matemática. Para mim, é um pouco tarde, mas aconselho aos novos escritores que sigam o exemplo do escritor português, e que usem suas letras para fazerem fórmulas algébricas. Misturando isso com uma tinta oriental, turca, árabe ou mesmo um certo ar africano, o sucesso de vocês estará garantido. Pelo menos até a próxima semana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-7339428511330519431?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/7339428511330519431/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=7339428511330519431' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7339428511330519431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7339428511330519431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/08/cada-qual-com-madeleine-que-lhe.html' title='Cada qual com a madeleine que lhe aprouver…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6044031362132470813</id><published>2011-08-12T11:12:00.002-03:00</published><updated>2011-08-12T11:50:19.696-03:00</updated><title type='text'>O drama da idade</title><content type='html'>Recebi de uma amiga, L, um email com muitos desenhos engraçados mostrando que o tempo passa para todos, até para os personagens de desenho. Vejam, Piupiu fez 60 anos esta semana, e lá aparecia ele sentadinho em seu poleiro, todo enrugadinho. A Barbie com 50, perdeu suas formas e se deliciava com bombons e TV. O Superman exibia seu barrigão de 72, o Thor e o Hulk, aos 48 anos, parecem aqueles coroas que, inconformados com a idade, se vestem como adolescentes. Batman e Robin aos 70, continuam juntos, só que o Robin, careca e encurvado, empurra a cadeira de rodas do Batman. A Mulher Maravilha, já quase aos 70, insiste no maiô, mas já não sidera mais ninguém, nem mesmo o cachorrinho que ela domina com seu chicote. O Spiderman, com mais de 50, envelheceu mal, e está preso ao soro, muito doente. São brincadeirinhas, e a gente ri, mas se inquieta um pouco. Principalmente quando junta isso à notícia da recuperação de Sininho, a hipopótamo que perdeu a mãe que estava com 53 anos. Segundo informava o jornal, a mãe foi sacrificada na sexta passada pois estava muito velha, já passara dos 48, média de vida dos hipos, e cheia de doenças: artrite, problemas respiratórios, úlcera sei lá o que mais. E a Sininho, com 10 anos, entrou em depressão e deixou de comer. A tratadora, entrevistada, disse que ela já tinha voltado a se alimentar, e que ia se recuperar, que era o processo de luto normal. Fiquei pensando que ninguém acha errado sacrificar um animal que sofre, mas todos se levantam contra a eutanásia. Por que será que os humanos estão condenados ao sofrimento? Por que libertamos apenas os animais? Quero ser "posta para dormir" caso as mazelas cheguem a me incapacitar!&lt;div&gt;Para terminar filosofando mais um pouco sobre idade, falo sobre Rosa, a peça que assisti ontem, e que não é propriamente sobre a velhice, mas sobre a memória. A memória de uma mulher judia, que se confunde com a história de seu povo. Rosa está de luto, mas um luto muito maior do que se possa pensar a princípio, pois está de luto pela humanidade perdida.  É um monólogo muito bem sustentado pela atriz, que vai revelando as perdas sucessivas que não a abatem. Em sua trajetória, desamor e perdas, paixão e sobrevivência, Deus e a vida são avaliados com uma dose de humor, resignação, e encantadora vontade de acomodação. "Por outro lado", o que a sustentou e ao seu povo até então, periga de transformar-se num lado mais sombrio e ressentido, de acerto de contas infrutífero. Muito boa peça. E triste, embora seja engraçada. Como diria Rosa, é o "por outro lado"…&lt;br /&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6044031362132470813?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6044031362132470813/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6044031362132470813' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6044031362132470813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6044031362132470813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/08/o-drama-da-idade.html' title='O drama da idade'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-9006917236486351537</id><published>2011-08-11T12:10:00.002-03:00</published><updated>2011-08-11T13:03:53.571-03:00</updated><title type='text'>Tempos de minha avó</title><content type='html'>Saio com a família e o papo é amor. Amor físico, que ontem foi tabu, coisa proibida, e hoje é discutido abertamente nas mesas de restaurantes. Fico escutando, descobrindo novas tecnologias que me fazem rir, graças à maneira que são descritas. Mas hoje, ao sentar aqui para escrever, o que me vem à lembrança são as histórias de minha avó. &lt;div&gt;Vovó era uma espécie de "terrorista" do sexo, suas conversas eram todas voltadas ao grande perigo de praticá-lo antes do casamento. Era uma história atrás da outra contando dramas familiares solucionados, às vezes, por um bom coquetel de guaraná com formicida. Claro que já existia a pílula anticoncepcional, mas essa ainda não tinha carimbado o passaporte no imaginário da minha avó. E o caso da virgem que engravidara do cunhado, "um sujeito porco, que deixava as toalhas sujas no banheiro!…" era comentado com algumas variações. A porca poderia ser a mulher ou a empregada. Na versão da minha avó, a virgem era sempre uma vítima. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua grande aversão era pelas "assanhadas" ou "sirigaitas". Essas eram um horror! Uma sirigaita dessas, apesar da mãe tão cuidadosa, que a acompanhava em todos os lugares, conseguiu "namorar" e engravidar na fila do leite! Era no tempo da guerra, acho eu, quando havia fila para tudo. A mãe devia mandar a filha para a fila bem cedinho, e lá ela encontrou um leiteiro ou outro cliente madrugador e tomou outro tipo de leite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E haviam histórias terríveis, de moças que se enfaixavam todas para que não se descobrisse que estavam grávidas, e quando os filhos nasciam, estavam deformados porque não tinham podido se desenvolver. Ou histórias engraçadas de mulheres, respeitáveis e respeitosas que, quando grávidas, "enjoavam" do marido e só lhes apeteciam os maridos das vizinhas… Essas eram perdoadas. Afinal, enjoos de gravidez eram coisas que minha avó respeitava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma história atrás da outra, mas agora, relembrando-as, vejo que em nenhuma delas era o sexo o vilão. Não tinha percebido isso, mas seu problema era a gravidez.  Já na palestra de ontem, no SESC Tijuca, um dos participantes me contou de seus grupos na Igreja, e dos conselhos do padre: "quando sentirem os sintomas da atração, vocês devem se afastar e rezar até ficarem calmos!" Meu aluno comentou: "nós, com 14 ou 15 anos, se seguíssemos o conselho do padre não pararíamos de rezar!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, aí a gente fica pensando que, se todos os problemas do mundo fossem a sexualidade dos jovens, estaríamos no paraíso terrestre. O problema começou foi com Deus, ciumento, que não pode admitir aqueles dois adolescentes saudáveis e lindos fazendo aquilo que seus hormônios aconselhavam. Expulsar os dois por conta disso? Uma pequena mordida na maçã?! Mas se é uma maçã gostosa, sumarenta e doce, por que não?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sábios são os americanos: an apple a day keeps the doctor away. Uma maçã por dia, sem culpas e sem desculpas pode ser o melhor remédio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-9006917236486351537?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/9006917236486351537/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=9006917236486351537' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9006917236486351537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9006917236486351537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/08/tempos-de-minha-avo.html' title='Tempos de minha avó'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-9085676170214245256</id><published>2011-08-08T11:19:00.002-03:00</published><updated>2011-08-08T11:53:49.543-03:00</updated><title type='text'>Sem prosa nem verso</title><content type='html'>Desapontamento: espero toda a semana pelo suplemento literário do Globo e, quando ele chega, tudo vem dedicado à cidade. Cadê meus livros? Será que vou ter que assinar jornal de São Paulo? Ôrra, meu!&lt;div&gt;Desapontamento II: Mia querido Couto fala hoje às 15:30h na Biblioteca de Botafogo. Por que justo no dia e na hora de minha aula? Será que vou ter que brigar com a Cia das Letras?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desabafos à parte, não vejo razão para brigar com a Cia, que me proporcionou uma beleza de palestra no sábado passado. Alex Ross falando sobre Chacona, comemorando os 25 anos da editora.  Ela vai trazer um time de gente boa, e finaliza com o Amos Oz… Acho que por isso tem ventado tanto aqui no Brasil, para anunciar a chegada do Mágico de Oz. Não, não precisam rir, a piada é mesmo boba, mas me permite uma transição de assunto, ao gosto de Machado, embora sem o mesmo talento. Passo para o vento, do vento ao frio, do frio ao nevoeiro, que pode perturbar a aviação mas que torna minha linda cidade misteriosa e desejável como Salomé. Que prazer andar pela praia e ir acompanhando o desvelamento preguiçoso das montanhas! E olhar o mar impetuoso com suas ondas, cercado pelas placas cautelosas : Cuidado, correnteza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fico querendo me transformar num barquinho de papel e me deixar flutuar até ver onde essa correnteza pode me levar… Na falta de coragem de mergulhar nas ondas (que devem estar geladas) flutuo nas ondas do pensamento e vejo a imagem do barquinho retirada do filme Persuasion. Adorei. Assisti encantada com umas coisas disparatadas, que não sei por que chamaram a minha atenção: Atores e atrizes fora dos padrões de glamour, mas dentro do espírito da época de Jane Austen – Sem maquiagem, sem tratamento de uniformização dos dentes, sem branqueamento exagerado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Homens e mulheres suam, suas peles brilham, a gente quase que surpreende um cheiro de suor ao entrar nas casas junto com as câmeras. Os homens fascinam. Sei que ela descreve o universo feminino como ninguém, mas talvez por isso os homens – tão desejados – sejam extremamente fascinantes. Mesmo os que a gente, à primeira vista descartaria como horrorozinhos, logo se mostram encantadores seja pela sensibilidade, seja pelo aprumo com que envergam suas fardas. E que fardas! Dei por mim imaginando como seria difícil resistir àqueles maravilhosos oficiais de marinha, chegados vencedores das guerras napoleônicas, ricos com o botim de guerra, auto estima elevadíssima pela vitória, e estatura ampliada pelo chapéu. Numa das cenas, em que o grupo passeia pelo molhe e é mostrado em silhueta, era quase que um friso grego, não de meros mortais, mas de centauros. Bem, foi assim que os vi: altos, altíssimos, com suas crinas ao vento…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A história? Sim, sempre legal, um mecanismo de compensação de Miss Austen, que amou e foi amada através de suas personagens. Vingou-se das irmãs comedoras de doces, vingou-se das manipuladoras, zombou com simpatia das mães e tias faladeiras e preocupadas apenas com o casamento das herdeiras. Na sua bem educada compostura e na capacidade de observação e reflexão, as mulheres em segundo plano são premiadas em sua constância e equilíbrio. Viva Jane Austen! Estou quase acreditando que o amor acontece desse jeito, e que não se trata de um furacão que nos arrebata para Oz. Nem de um nevoeiro que torna a noite mais fria e que nos embriaga com seu cheiro de maresia… Embora noites assim possam ser ideiais para o amor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-9085676170214245256?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/9085676170214245256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=9085676170214245256' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9085676170214245256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9085676170214245256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/08/sem-prosa-nem-verso.html' title='Sem prosa nem verso'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5770793174581979243</id><published>2011-08-02T11:32:00.002-03:00</published><updated>2011-08-02T12:11:28.152-03:00</updated><title type='text'>Agosto já chegou</title><content type='html'>Nos tempos romanos, agosto era o mês mais prestigiado do ano: mês de Augusto, que surripiou um dia do meu pequeno fevereiro, pois não podia ficar com menos dias que o mês de Júlio César, que o antecede. É o mês do signo de Leão, mês do Sol e das honras – isso tudo lá no hemisfério norte–. Aqui é o mês do inverno, da volta às aulas e dos ventos. Também é conhecido como o mês de cachorro louco e mês do desgosto. Esse desgosto, que é uma rima e não uma explicação, talvez se deva ao suicídio de Getúlio, que já foi tão importante e hoje poucos sabem quem foi. (Triste o povo que não conhece seu passado, já disse algum filósofo, com outras palavras.) &lt;div&gt;Como é época de ventos, também é época de soltar pipa, e esses pedaços coloridos de sonhos sempre me encantaram muito. Hoje já quase não se vê alguém soltando pipa na zona sul. Mas domingo, passando pelo centro da cidade, lá estavam cerca de uma dúzia de pessoas se divertindo e mostrando sua perícia. Lindo! Sugiro um show de pipas, para a abertura dos jogos que se aproximam. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mês de cachorro louco? Não sei por quê. Mas a loucura dos cachorros deve de estar contaminando os políticos do mundo afora, todos eles enlouquecidos disputando um osso do Estado. Não gosto de falar de política, mas olho com apreensão a derrocada dos EUA. Obama não tem coragem de persistir com seu blefe, pois me parece ser um homem de bem, interessado no país. Seus adversários são jogadores profissionais, e a eles só importa a vitória, mesmo que, vencendo, eles destruam o saloon.  E observo com tristeza ainda maior o nosso próprio país, onde todo mês é mês de corrupção, onde todo órgão parece já estar sofrendo com a metástase deste câncer…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mês é de frio (pouco) e de liquidações (muitas). De encontrar os amigos nas salas de aula, de tratar de estudar pois o ano já-já acaba. Imaginem, já entramos no segundo semestre!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agosto é mês dos pais, mês de muitos aniversários, portanto, mês de muitas festas. Nada de começar dietas em agosto. Setembro já vem, e aí sim podemos experimentar aquelas dietas da lua, da sopa, do leite, do tipo sanguíneo, seja lá qual for a que estiver prometendo um verão com menos gordura. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda dá tempo de tomar mais uma tacinha de vinho! Se esfriar mais um pouco, quem sabe um fondue na Casa da Suíça, ou um cozido farto, fumegante? Hmmmm, que delícia! Aproveitemos o augusto mês de agosto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5770793174581979243?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5770793174581979243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5770793174581979243' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5770793174581979243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5770793174581979243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/08/agosto-ja-chegou.html' title='Agosto já chegou'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-7554353135041085955</id><published>2011-07-31T11:28:00.002-03:00</published><updated>2011-07-31T12:12:14.139-03:00</updated><title type='text'>Dia de quê?!</title><content type='html'>Do orgasmo!  &lt;div&gt;Da pequena morte francesa.  Do Big Bang, para alguns.  Do vai chegando já passou, para outros. De plus, encore! Do fake: soque o travesseiro e grite, aconselha o jornal de hoje. Mas, os homens gostam de variedade, portanto, aconselham a alternar: grite e só então soque o travesseiro.  Eu sugiro simultaneidade: grite enquanto soca o travesseiro. E me postarei à escuta, e ouvirei uma sinfonia orgasmática sacudindo o ar da cidade, do país inteiro. Ou será que o dia do Orgasmo é Mundial? Nesse caso o próprio planeta vai girar mais acelerado, impulsionado pelas ondas sonoras dos gritos e sussurros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imaginem só os chineses, tão obedientes, cumprindo a determinação. Mais de um bilhão (quantos serão eles agora? Dois bilhões?), mesmo que, pudicamente, abafem seus gritos, os gemidos uníssonos podem provocar ventos de mais de 100 km por hora. Que se encontram com os ventos causados pelos indianos, – mais um bilhão? –, que não me parecem precisarem ser estimulados a gozar. Afinal, foram eles que escreveram o Kama Sutra, não foram? Talvez aquelas posições complicadas sejam maneiras de evitar os gritos. Experimente se concentrar em plantar bananeira, abrir as pernas, suspender o yoni, alongar o yogi, e ainda gritar? Tudo se desequilibra! Não admira que os deuses hindus sejam azuis: com tanto malabarismo, se esquecem de respirar!…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, supondo que os gritos chineses sejam seguidos pelos indianos, já provocamos um tufão capaz de fazer a Terra sair da rota. Vou parar de me preocupar, no entanto. Acho que aqui no Leblon o dia não "pegou" tudo está silencioso e calmo…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez seja porque as pessoas estejam petrificadas como o sorriso do Brejvik (é assim o nome do coiso?). &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15.6px; "&gt;Mona Lisa? Dever cumprido? Quem sabe Botox? Viro a página e encontro mais um motivo de suspensão de tesão - um filme que se pretende interessante mas que é doentio. E que não merecia todo o estardalhaço que estão fazendo ao redor dele. Deixá-lo morrer no silêncio, no esquecimento, essa teria sido a melhor punição. Os gregos, que sabiam das coisas, quando o crime era muito ruim mesmo, ao invés de condenarem à morte, mandavam para o ostracismo. Ou, como diria meu avô, "Vai morrer longe!" Exílio, abandono, perda de lugar social, isso antigamente era feito fora dos muros da cidade. Agora é mesmo nas ruas, à vista de todos. Quantas pessoas não abandonamos à própria sorte (ou falta de), e passamos por elas sem ver, sem escutar, sem nos preocuparmos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15.6px; "&gt;Talvez por isso, nessa manhã calma, só o que escuto sejam os sinos longínquos e o canto do bentevi. E motores de aviões que hoje já podem circular pelos ares cariocas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas revistas, nenhum consolo. Apenas a frase do psicanalista, atestando que a dor do abandono é sempre proporcional à intensidade do afeto investido…Se nunca houve afeto, a gente se redime, né?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez, no momento do orgasmo, células afetuosas se procurem e seja este o grande prazer de toda a coisa. Talvez seja melhor estabelecer o dia do Afeto, um pequeno gesto de boa vontade, um mínimo de compreensão, um olhar que se ilumine ao ver o rosto de um Outro. Afeição, pura e simples. Sem precisar de socos nem de gritos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-7554353135041085955?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/7554353135041085955/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=7554353135041085955' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7554353135041085955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7554353135041085955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/07/dia-de-que.html' title='Dia de quê?!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4860311227104046089</id><published>2011-07-26T22:40:00.002-03:00</published><updated>2011-07-26T22:56:18.543-03:00</updated><title type='text'>Que luxo!</title><content type='html'>Todo dia um tempinho para escrever, isso é um luxo!&lt;div&gt;Obrigada pela informação sobre o dia do escritor, amiga! Vejam nos comentários, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje fui ao dentista, e, como sempre, fiquei ouvindo sua conversa, me informando. Foi lá que soube que as pessoas que foram assistir ao show da Amy Winehouse aqui no Rio e a viram bebendo, a cada gole, aplaudiam-na, incentivando sua persistência no vício.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fico achando isso uma maldade: aplaudir a auto-destruição do outro é ter uma atitude mesquinha e sacana (desculpem o termo). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei o dia na rua, correndo para cá e para lá, e pensei numa porção de coisas para escrever aqui. Só que esqueci de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No final do dia, tomei um taxi, cujo motorista, ao contrário de mim, sabia de tu-do! Ele tinha um telefone desses que pegam televisão e estava assistindo o jornal, numa tela tamanho 3X4. E comentava desde a morte da Amy até a falência dos EUA, e ligava com o que tinha escutado na Voz do Brasil, e sempre pontuava com um:"eu não disse?"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O trânsito estava engarrafado e ele me deu uma aula de economia, outra de psicologia, mais uma outra de relações internacionais… Finalmente chegamos a nosso destino, e eu estava infinitamente mais sábia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aí fui conversar bobagens com uma amiga, feliz, feliz! É tão bom não saber de tudo… E ainda esquecer o que se soube um dia…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4860311227104046089?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4860311227104046089/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4860311227104046089' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4860311227104046089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4860311227104046089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/07/que-luxo.html' title='Que luxo!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6072489397877669435</id><published>2011-07-25T22:04:00.002-03:00</published><updated>2011-07-25T22:34:49.913-03:00</updated><title type='text'>Dia do Escritor!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-19TZtfWgt48/Ti4ZlH5a84I/AAAAAAAABcs/ZnNQ0aUyDsQ/s1600/IMG_0654.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 149px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-19TZtfWgt48/Ti4ZlH5a84I/AAAAAAAABcs/ZnNQ0aUyDsQ/s200/IMG_0654.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633468309452813186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para mim, nesta data querida…&lt;div&gt;Não sei por que, mas hoje é dia do Escritor. Aceito e comemoro, mas espero que alguém mais sabido que eu me conte o porquê do dia 25 de julho. O que teria acontecido nesta data?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem, no Municipal, um dos Prazeres, o que é maestro da Orquestra da Petrobrás, falou de Prokofiev e de sua morte no mesmo dia da morte de Stalin. E acrescentou: Ele foi enterrado sem flores, pois todas tinham sido compradas para o enterro do ditador. (Bem, acho que ele não disse ditador.)  Mas aquilo me deu uma pena enorme. Como se ele tivesse sido usurpado de um direito que era dele, o de ser enterrado com flores.  Mas tem gente que não quer flores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou ficar falando disso aqui, flores ou não no enterro. Mas vou contar o que fiz nesta minha última ida à França. Visitei o túmulo de Rimbaud, em Charleville-Mezières, e também o túmulo de Proust, em Paris, no Père Lachaise. Acho que já até escrevi sobre isso. O túmulo de Rimbaud é de mármore branco e tem uma cruz e um pedido: Rezem por ele. É gêmeo do túmulo de sua irmã, e ficam os dois dentro de um cercadinho, como se estivessem prendendo a alma do poeta, para que ela não saia mais de lá. Em frente, do outro lado do caminho, tem um banco de jardim e fiquei sentada um pouco ali, pensando na incongruência daquele túmulo. E com uma outra preocupação: onde estará enterrada a pena amputada de Rimbaud. Quem assistiu Tomates verdes fritos aprendeu que partes grandes da anatomia humana, quando amputadas, precisam ser enterradas em cemitérios. Mas talvez possam ser doadas para estudos, acho eu. O que teria acontecido com a perna do poeta?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O túmulo de Proust fica meio fora de caminho, todo em mármore negro, seu nome em dourado escrito na campa. E nas laterais, o nome de seus pais, também enterrados ali. E, do outro lado, o de seu irmão e cunhada. Puxa, será que precisava amontoar toda a família no mesmo lugar? Que ele tenha ficado no mesmo túmulo dos pais, tudo bem. Ele ia gostar disso. Mas acho que seu irmão e sua cunhada não tinham ideia de como Marcel era importante para a história literária. Teria sido mais discreto deixarem o irmão brilhando sozinho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para terminar falando de flores: No túmulo de Rimbaud, nada. No de Marcel, recados manchados de chuva, e hediondas flores de plástico num vasinho.  Uma maluquete passou por lá, leu o recado manchado, não gostou, e jogou-o no lixo. Resmungou algumas coisas para mim e foi-se embora. Não entendi nada. Mas fui até uma loja e comprei umas orquídeas. Queria Catleias, mas não havia. Comprei Wandas brancas e deixei lá sobre o túmulo. Para Rimbaud, levei um arranjo, com uma borboleta. Asas para ele voar. Espero que o tenham levado para longe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6072489397877669435?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6072489397877669435/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6072489397877669435' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6072489397877669435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6072489397877669435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/07/dia-do-escritor.html' title='Dia do Escritor!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-19TZtfWgt48/Ti4ZlH5a84I/AAAAAAAABcs/ZnNQ0aUyDsQ/s72-c/IMG_0654.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1940765342782494811</id><published>2011-07-24T19:47:00.002-03:00</published><updated>2011-07-24T20:17:39.417-03:00</updated><title type='text'>Boquitas pintadas</title><content type='html'>Adoro esse romance de Puig. Na verdade, adoro Puig, que cheguei a conhecer nas aulas da Bela Josef, outra que já partiu. Acumulo perdas pela vida afora. Na faculdade, são muitas. Além desses dois, tenho saudades do André Trouche, nosso querido Andrezinho, da Samira, e de outras pessoas que, embora estando vivas, nunca mais vi. Agora, recentemente, estive com o queridíssimo Jorge, que nos apresentou Fiamma, a difícil poeta:&lt;div&gt;A madeira tem os seus sinais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;rumor demais…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Guardei esses versos de memória, mas guardo pouca coisa de memória, só me ficam as sensações de beleza e encantamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por exemplo, tive uma professora, a Socorro, da qual gostava muito. Hoje nem sei que matéria ela ensinava. FundIber? O que seria isso? Tive outra, Maria Arminda, que passou por minha vida um único semestre, mas me deixou um presente para a vida toda: Marcel Proust.  Tive uma professora, chatinha, tentando me ensinar complemento nominal. Era de uma sofisticação bizantina, o argumento dela. Mas ensurdeci e continuei sabendo apenas o que o Ivan Alves, o extraordinário professor do cursinho, me ensinou. Aprendi direitinho com ele. E com o Manuel Maurício, mefistofélico, incrivelmente provocador. Eu o adorava. Assim como adorava a Marlene e suas aulas sobre Drummond, a quem, por sua vez, ela adorava. Parecia o próprio poema: Lucinha adorava Marlene que adorava Drummond que estava namorando sei lá quem, o que me deixou chocadíssima o dia que descobri. Era como pegar meu avô em flagrante de adultério! Sofri com isso. Depois perdoei. E mais depois ainda, entendi. Juventude é muito radical e moralista. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas chega de divagações. O romance de Puig foi me arrastando por memórias desalinhavadas, quase que me afogando. Volto a ele para dizer que minha teoria da cor do baton e da palidez das ideias só deve ser aplicada nos palcos iluminados da vida. Sempre que alguém se postar num palco e tudo o que se notar for a cor do baton, é sinal de que as ideias são anêmicas, transparentes, minguadas… Na nossa humana experiência, no dia a dia, no cotidiano fugaz, um baton vermelho tem muito a contribuir com nossa realização. Minha querida Helena, a musa dos 90, não sai sem um batonzinho. E insiste para que eu o use, também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje de manhã, quando saí para caminhar, não passei baton, não. Mas devia de estar com a boca mais vermelha que o costume, pois fui notada. Primeiro uma gracinha – e só os homens que achamos feios e inapelavelmente sem graça soltam gracinhas… Depois olhares. Fiquei meio encucada. Achei que estava com alguma coisa estranha na roupa, ou no rosto. Mas me olhei no espelho e estava normal. Deve ter sido o casaco, fechado até em cima, que me protegia do frio. Depois que abri o casaco, ninguém mais me olhou.  Amanhã irei de baton. Vermelhíssimo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1940765342782494811?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1940765342782494811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1940765342782494811' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1940765342782494811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1940765342782494811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/07/boquitas-pintadas.html' title='Boquitas pintadas'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5955695032224552125</id><published>2011-07-23T10:39:00.002-03:00</published><updated>2011-07-23T11:22:48.883-03:00</updated><title type='text'>Quase um mês!</title><content type='html'>Nossa, quase um mês de abandono de Blog. Será que isso dá demissão por justa causa?&lt;div&gt;Please, não me demitam! Quero continuar postando minhas historinhas, meus comentários sobre meu cotidiano pequenino e ter, assim, a impressão de que tudo se amplia, que minhas fronteiras não estão aqui no menor quartinho de minha casa, onde coloquei meu escritório.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste último mês viajei muito. Fui para a FLIP, assistir o meu ídolo, Antônio Cândido, falar – e muito bem– de outro ídolo: Oswald de Andrade. Foi a Flip Antropofágica, e eu não podia perdê-la, com essa comunhão temática com a tese que defendi no dia 18. O Banquete: uma degustação de textos e imagens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em minha cabeça cheguei mesmo a escrever alguns posts, um para defender minha nova e sensacional descoberta: quanto mais forte a cor do baton, mais pálidas são as ideias. Só que isso já passou, ninguém lembra mais de nada que se passou na Flip, só que o mãe quer procriar com o Chico Buarque (ou seria com o Caetano?) E eu embarco numa ficção científica que reescreve músicas: "E agora me pergunto com que útero que eu vou abrigar o espermatozóide que você me confiou"… &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, estou de volta. Pouco a pouco desenferrujarei dedos e ideias. Quero voltar a escrever minhas histórias, que me dão tanta alegria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, para quem possa estar curioso, sim, a tese foi aprovada! Doutourei-me. Coisa mais esquisita, esse verbo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5955695032224552125?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5955695032224552125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5955695032224552125' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5955695032224552125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5955695032224552125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/07/quase-um-mes.html' title='Quase um mês!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6008355684734375253</id><published>2011-06-28T09:00:00.002-03:00</published><updated>2011-06-28T09:34:47.429-03:00</updated><title type='text'>92 primaveras</title><content type='html'>Chavão, chavões!… Só que no caso da Helena os chavões ganham uma realidade que os justificam. Ela fez aniversário no domingo passado e ontem fiz um chazinho, com bolo e outras guloseimas para aquecer a tarde fria. Ela chegou no seu manteau vermelho (ainda existem "manteaus", com perdão do mau plural) e foi ela quem nos deu presente.&lt;div&gt;Reproduzo aqui o verso que ela trouxe para nos ensinar a como viver numa perene primavera:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Pour faire le portrait d'un oiseau&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Peidre d'abord une cage&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;avec une porte ouverte&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;peindre ensuite&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;quelque chose de joli&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;quelque chose de simple&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;quelque chose de beau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;quelque chose d'utile&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;pour l'oiseau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;placer ensuite la toile contre un arbre&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;dans un jardin&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;dans un bois&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;ou dans une forêt&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;se cacher derrière l'arbre&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;sans rien dire&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;sans bouger…&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Parfois l'oiseau arrive vite&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;mais il peut aussi bien mettre des longues années&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;avant de se décider&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Ne pas se décourager&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;attendre&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;attendre s'il le faut pendant des années&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;La vitesse ou la lenteur de l'arrivée de l'oiseau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;n'ayant aucun rapport&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;avec la réussite du tableau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Quand l'oiseau arrive&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;s'il arrive&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;observer le plus profond silence&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;attendre que l'oiseau entre dans la cage&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;et quand il est entré&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;fermer doucement la porte avec le pinceau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;puis effacer un à un tous les barreaux&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;en ayant soin de ne toucher aucune des plumes de l'oiseau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Faire ensuite le portrait de l'arbre&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;en choisissant la plus belle de ses branches&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;pour l'oiseau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;peindre aussi le vert feuillage et la fraîcheur du vent&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;la poussière du soleil&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;et le bruit des bêtes de l'herbe dans la chaleur de l'été&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;et puis attendre que l'oiseau se décide à chanter&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Si l'oiseau ne chante pas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;c'est mauvais signe&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;signe que le tableau est mauvais&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;mais s'il chante c'est bon signe&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;signe que vous pouvez signer&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Alors vous arrachez tout doucement&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;une des plumes de l'oiseau&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;et vous écrivez votre nom&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;dans un coin du tableau.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Jacques Prévert&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decididamente, Helena pode assinar o retrato do pássaro que é sua alma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6008355684734375253?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6008355684734375253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6008355684734375253' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6008355684734375253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6008355684734375253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/92-primaveras.html' title='92 primaveras'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6683218495111820882</id><published>2011-06-27T09:49:00.002-03:00</published><updated>2011-06-27T10:33:42.250-03:00</updated><title type='text'>Violência e paixão</title><content type='html'>Estou abusando dos títulos de filmes aqui no blog. Mas é uma espécie de homenagem que presto. O filme do Woody Allen me agradou, mas foi num nível superficial, num nível de reencontro com amigos numa festa. A gente fica feliz de ter encontrado com eles, mas o papo não é profundo, não existe uma verdadeira satisfação intelectual. Mas é tão bom, que a gente fica querendo ir outra vez à festa, para começar tudo de novo. Portanto, assumo que gostei do Minuit e que quero voltar a vê-lo mais uma vez e que, depois, sempre que o reencontrar por acaso numa tv da vida terei prazer em assisti-lo. E por isso escrevi um conto (está no Histórias Possíveis) chamado &lt;i&gt;Paris, meio dia&lt;/i&gt;. Também é um passeio carinhoso, cheio de saudades recentes.&lt;div&gt;Já &lt;b&gt;Violência e paixão&lt;/b&gt;, do Visconti, é um daqueles filmes que nos atropelam e nos deixam estonteados na beira da estrada, sem sabermos bem o que nos nocauteou. Visconti tem uma característica encantadora: seu detalhismo. A gente pode reassistir seus filmes vezes sem conta, e decidir: hoje vou prestar atenção na trilha sonora, ou no vestuário, ou nos cenários, ou nos diálogos, ou na iluminação, ou… Seja lá o aspecto que escolhermos, vamos ter muito para digerir, e pensar, e nos encantar. Meu favorito de todos os tempos é &lt;b&gt;O Leopardo&lt;/b&gt;, onde tudo é perfeito. Me contaram que, dentro das gavetas das cômodas do palácio, Visconti tinha guardado roupas de época que sua produção penou para encontrar. Eram não apenas vestidos e fraques e uniformes verdadeiros, mas roupa de cama, bordada e brasonada, rendas, toalhas de mesa, roupas de baixo, tudo como se o palácio estivesse habitado. Um dos produtores, exasperado com as buscas, desabafou: Para que isso? Afinal, quem vai saber o que está dentro das gavetas? Elas não vão ser abertas! E o Visconti, impávido: Eu saberei!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele sabia e nós é que lucramos. A gente quase que pode sentir o fedor do corpo em decomposição, perturbando a reza daqueles nobres em sua hora de angústia. É preciso que tudo mude para continuar a mesma coisa (essa é minha paráfrase), a frase com que Salinas instrui Tancredi é de um cinismo e de uma sabedoria inesgotável. A gente quase que pode escrever um tratado a partir daí.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este &lt;b&gt;Violência e paixão&lt;/b&gt; tem uma outra proposta. Tem um encantamento e uma doçura que tornam a violência ainda mais contundente. Tem essa coisa indefinível que não consigo nunca exprimir bem o bastante, que é o olhar meio alheado do intelectual, que olha de fora mas deseja o que vê, e não percebe que faz parte daquilo tudo. Ele se julga alheio e não percebe que é uma das partes fundamentais do jogo do poder. Acha que sua mente e seu julgamento estético, ou sua racionalização  e imparcialidade o protegem. Ledo engano! Ele está envolvido até o âmago, e é cúmplice de tudo. Mesmo quando se retira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao contrário do &lt;b&gt;Il gattopardo&lt;/b&gt;, os cenários não são naturalistas: Cada vez que a janela se abre a paisagem mostrada é exagerada, os detalhes barrocos se transformam em monstruosidades góticas e diminuem as dimensões humanas – joguetes. A cópia restaurada, segundo o anúncio do jornal, "resgata a música da iluminação" - frase de efeito meio boba, em minha modesta opinião, mas que serviu para que eu tentasse observar algo sobre a mesma. Confesso que não tenho sensibilidade para tanto. Olho mais o andamento lento da câmera, que contempla amorosamente rostos e corpos, mas passeia rápida e fugazmente sobre os livros e obras de arte colecionadas pelo protagonista. Percebo a proximidade com que ela passeia dentro dos aposentos do professor, e sua distância teatral no belíssimo apartamento moderno e claríssimo da duquesa. Escuto as explosões, repetidas e realçadas, e perco os acordes das músicas clássicas, perturbadas pelas canções modernas. Invejo roupas, tão lindas, meu Deus! Me admiro com os olhares, límpidos ou amorosos, ou absolutamente terríveis. Sinto o gosto do sangue derramado…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sou crítica de cinema, mas adoro assistir coisas boas. Esse é um dos filmes mais lindos de Visconti. Tão lindo que não consegui assistir outro durante todo o fim de semana prolongado. Sinceramente, não dá para rever Minuit depois desse. Ontem à noite, dei uma olhada num do telecine, &lt;b&gt;A missão&lt;/b&gt;. Belo. Mas parei de me interessar ainda no início. Ainda preciso de tempo para voltar a ver outros filmes…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6683218495111820882?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6683218495111820882/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6683218495111820882' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6683218495111820882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6683218495111820882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/violencia-e-paixao.html' title='Violência e paixão'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8468221904464174368</id><published>2011-06-13T19:59:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T20:16:13.256-03:00</updated><title type='text'>Minuit à Paris</title><content type='html'>Não vou falar do filme, vou falar dessa minha passagem para o último dia, e minha ansiedade em determinar o que fazer nas últimas horinhas. Bem, de manhã, vou precisar arrumar os livros. Sim, os livros, pois vim com uma malinha de mão de roupas e volto com a mesma malinha de mão de roupas. Em compensação, tenho um saco daqueles enormes cheios de livros. E de um jogo de cama, pois assim poderei "dormir em Paris" quando desejar. Espertinha, né? Meu quarto vai ficar lindo, muito parisiense! Vou borrifar o ar com um cheirinho de lavanda e pronto! Sonharei que estou em Paris. No entanto, já contei e já repeti que não sonho. Eu sei, sonho, mas não lembro, portanto é como se não sonhasse.&lt;div&gt;Depois, já decidi: Vou passear pela Île St. Louis e pelos Champs Elysées. Ainda não consegui passar pelo Rond Point, para checar as flores! Depois volto para pegar as malas e vou para o aeroporto. O voo sai tarde, acho que 11:20 da noite. Vou ter que jantar no próprio aeroporto. Se eu tivesse um remédio para dormir, eu tomaria, para ver se consigo dormir. Mas não tenho. Vamos ver se consigo descansar um pouco. Sinceramente, prefiro os voos diurnos. Leio, vejo filmes, converso, escrevo e, ao chegar em casa, posso ir dormir numa posição confortável, deitada, banhada, cheirosa e vestida com roupa de dormir. Um luxo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, agora que já decidi, vou ver se consigo dormir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente volta a se falar no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8468221904464174368?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8468221904464174368/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8468221904464174368' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8468221904464174368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8468221904464174368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/minuit-paris.html' title='Minuit à Paris'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8467592506408451889</id><published>2011-06-13T04:01:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T04:03:28.011-03:00</updated><title type='text'>E viva Santo Antônio!</title><content type='html'>Esqueci de comemorar o santo, que de tão poderoso virou o "santo casamenteiro"! Mas, como diz minha querida amiga Cris Nadruz, bom mesmo é São Gonçalo do Amarante, que não arranja marido e sim…amante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8467592506408451889?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8467592506408451889/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8467592506408451889' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8467592506408451889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8467592506408451889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/e-viva-santo-antonio.html' title='E viva Santo Antônio!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5964835983090911498</id><published>2011-06-13T03:16:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T04:00:50.683-03:00</updated><title type='text'>E lá se vão os dias…</title><content type='html'>Os dias passam, mas a chuva não. Ela vai, mas volta e, quando cai, é gelada. Não tem jeito, o verão em Paris é muito frio, mesmo! Nisso os dias vão passando. Ir a museus, desistir de ir a museus por causa das filas extraordinárias, caminhar pelo Marais e ver o incessante vai e vem de pessoas, ficar sem coragem de passear pelos Champs Elysées, imaginando "la foule", passear pela beira do Sena, passar e repassar pela Tour Eiffel, que acaba se tornando um objeto de reflexão. Quando a gente se aproxima dela, suas proporções impressionam, as torções impressionam, as fundações enormes nos obrigam a pensar: como é que construíram isso pensando que seria provisória? A ideia desses homens do passado era diferente da nossa, ou o tempo era diferente do nosso, de outra qualidade, mais denso. Estou como Clarice, sem saber como dizer as coisas, tateando. Ontem, passei em frente à Trinité. Enorme, com sua torre central, escadarias, jardins, estátuas, nichos, decorações, e, surpreendentemente construída em 1860 - o que a faz muito nova em comparação com as outras igrejas de Paris. As dimensões impressionantes a aproximam da Torre, que foi construída unas décadas depois. Mas essa é a época da Paris que nos impressiona: Haussmann, derrubando tudo e abrindo largas avenidas e boulevares, nos lugares das antigas muralhas. Napoleão, com seus arcos de triunfo e os obeliscos trazidos de "souvenir" do Egito. Acho que mais de metade das ruas de Paris (é um chute exagerado) tem nomes de batalhas: Iéna, Marengo, Austerlitz, sei lá que mais. Ou de generais, os herois do tempo de Napoleão. O Champs de Mars, com sua Escola Militar, enorme, rodeada de praças e de bistrots ( dos oficiais, da escola, da batalha etc). Paris se sustenta entre a luta e a fé. Existe a Sorbonne, é verdade, que nasceu católica. Mas a Sorbonne não tem a monumentalidade dessas outras construções, está imprensada entre as ruelas do passado medieval, vestígios da mais antiga Paris, quase que ainda de Lutèce. Esta parte de Paris, labirintica, é parecida com Roma. E aí a gente vê um contraste: a monumentalidade em Roma está na antiguidade, na Roma Imperial. Aqui a monumentalidade também se deve ao Império, só que este ocorreu no século XIX. Não que não houvesse construções magníficas e monumentais em outra época, claro. Notre Dame, o Louvre,  outras igrejas e palacetes, mas elas não possuem uma perspectiva, um espaço que convide o povo a se admirar delas. Só Versailles, que não está em Paris, no entanto. E o Louvre, que ganhou sua perspectiva a partir do eixo dos Arcos triunfais.&lt;div&gt;Bem, seja nos parques, seja nas ruelas, Paris e Roma nos encantam e surpreendem, e nos fazem pensar nos caminhos e desvios da História.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5964835983090911498?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5964835983090911498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5964835983090911498' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5964835983090911498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5964835983090911498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/e-la-se-vao-os-dias.html' title='E lá se vão os dias…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8452825263446007544</id><published>2011-06-10T17:32:00.002-03:00</published><updated>2011-06-10T18:08:47.583-03:00</updated><title type='text'>Frio e chuva</title><content type='html'>Frio e chuva não tornam Paris menos apetecível. Esta é uma dessas cidades que o gris torna mais atraente, mais definida. As ruas, molhadas, ganham um brilho de aço, cortante, e os instantes de sol (afinal, o verão já está aí, batendo à porta) fazem as pessoas levantarem seus rostos, de olhos fechados, se entregando, amorosos, às promessas de bom tempo. As árvores sacodem gotas geladas sobre os passantes, os garçons entram e saem com suas cadeiras, a cada mudança de tempo. Os turistas, em hordas, invadem as lojas de quinquilharias, ou desfilam seus hediondos ponchos de plástico por entre os monumentos da cidade. Aproveitei para ir ao cinema, mais uma vez. Fui ver o documentário do Wim Wenders sobre Pina Bausch. Que linda homenagem! Que pessoa interessante ela foi, e que companhia excepcional ela criou. Deve ter sido uma experiência muito intensa trabalhar com ela, que nunca dizia aos outros o que fazer. Num dos depoimentos, a dançarina fala isso, e depois diz: Ela só dizia que eu precisava continuar tentando! E conclui: e assim eu continuei tentando, sem saber para onde estava indo, nem se estava indo na direção certa. Bem, devia estar indo. Afinal, ela continuou com a Pina por mais de 20 anos. Isso é uma outra coisa que chama a atenção: os bailarinos passaram a vida juntos. Uma delas nasceu praticamente no palco, filha de dois deles. Quando ela fala, diz: Não sei o que é a vida sem a Pina. Outra diz: Por 22 anos Pina sentou-se naquela mesa e me olhou atentamente. Ela me conhece mais do que os meus pais.&lt;div&gt;Como se fosse uma força da natureza, Pina usava terra e água em seus espetáculos. Às vezes o resultado era lírico, forte e vital. Às vezes era violento, muito violento. E os objetos que ela usava poderiam se transformar ora em obstáculos ora em ferramentas para a liberdade. Outra coisa, eram as repetições, os mesmos gestos se repetindo obsessivamente, como se estivessem criando uma linguagem nova, ou num outro extremo, como se estivessem aprisionando as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, agora vou ler. O hotel em que estou hospedada está sendo reformado e o cheiro de tinta me deixa inquieta, impaciente. Vou ver se a leitura me distrai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8452825263446007544?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8452825263446007544/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8452825263446007544' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8452825263446007544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8452825263446007544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/frio-e-chuva.html' title='Frio e chuva'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6643707194177879358</id><published>2011-06-09T17:35:00.003-03:00</published><updated>2011-06-10T12:45:26.732-03:00</updated><title type='text'>Paris, encore</title><content type='html'>Ontem escrevi um post, publiquei fotos, e, de repente, Zut! Tudo sumiu. Seria um sonho?  Agora não tenho tempo para escrever, nem para colocar as fotos de novo. As máquinas estão se rebelando contra mim: meu telefone celular há dias que resolveu parar de funcionar. E agora?Hoje chove e faz muito frio em Paris. Mas o hotel está em reforma e prefiro a chuva e o frio ao cheiro de tinta. Vou passear, e mais tarde, quando voltar ao hotel, vejo se consigo escrever mais um pouco.&lt;div&gt;Au revoir!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6643707194177879358?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6643707194177879358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6643707194177879358' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6643707194177879358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6643707194177879358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/paris-encore.html' title='Paris, encore'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6834630485021959718</id><published>2011-06-07T17:41:00.003-03:00</published><updated>2011-06-07T18:09:26.344-03:00</updated><title type='text'>Recantos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G1yzSoDu6rI/Te6OS5PbbEI/AAAAAAAABb8/_IQQ-_e3SNE/s1600/SANY0035.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-G1yzSoDu6rI/Te6OS5PbbEI/AAAAAAAABb8/_IQQ-_e3SNE/s400/SANY0035.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615582240631909442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TwJ3Mh7FqDI/Te6OAeBaolI/AAAAAAAABb0/n_zEc-6LjRU/s1600/SANY0052.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-TwJ3Mh7FqDI/Te6OAeBaolI/AAAAAAAABb0/n_zEc-6LjRU/s400/SANY0052.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615581924087734866" /&gt;&lt;/a&gt;Alguns recantos escondidos de Paris me deixam encantada. A gente vê uma porta aberta e encontra um pátio, ou uma escada curvando-se suavemente para ambientes que a gente não conhece, mas que sonha que são magníficos.&lt;div&gt;No meu primeiro dia em Paris, tirei a foto desta escada. Um pátio, que levava a uma lojinha de curiosidades, já não me lembro bem de que era a loja, mas tinha a ver com cozinha… Desculpem. logo à esquerda esta escada, cuja suavidade dos degraus e da sua curva nos convidam a subir. Ao fundo do pátio, uma árvore carregadinha de nêsperas, e, embaixo da árvore, uma estátua de bronze de um viado. Tirei foto de tudo, mas o blog não aguenta tanta imagem. Fiquei com a da escada, que nos eleva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, lá fui eu flanar perto da Notre Dame. Tinha até escolhido uma imagem dela, de um ângulo mais inusitado. Mas acabei optando por um poço abandonado ao lado da igreja de Saint Julien Le Pauvre..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Repito: ao lado de St. Julien Le Pauvre. Mesmo abandonado, um poço ainda é uma promessa de água, para nos dar vida e sustento. Fiquei com estas simbologias tão positivas e imagens que adorei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto destas lembranças assim, só minhas. Vou pela cidade, lembrando: aqui recebi um telefonema de uma amiga, que não sabia que eu estava viajando, aqui senti pena de uma mendiga cujo cheiro forte me impediu de examinar o mapa do ônibus. Ali sentei para descansar, e fiquei conversando com o Gui sobre o que se come no paraíso. E por aí vai. Beber água numa determinada fonte, marcar com alguém para se encontrar num determinado lugar, preferir um determinado cinema a outro, são essas pequenas coisas que fazem das cidades e dos lugares alheios, recantos cheios de lembrança. Criamos uma geografia sentimental que se superpõe aos mapas e gps. A gente sabe ir a tal lugar porque passa por uma árvore que sempre está florida nesta época do ano. E come em tal restaurante porque era ali que seu amor gostava de comer uma sobremesa especial. E dá a volta no quarteirão só para ver um portãozinho de ferro batido que você acha lindo. Por isso volto a Paris, e cada vez que volto entesouro mais coisas que farão da Paris de todos, uma Paris toda minha, especial.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6834630485021959718?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6834630485021959718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6834630485021959718' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6834630485021959718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6834630485021959718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/recantos.html' title='Recantos'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-G1yzSoDu6rI/Te6OS5PbbEI/AAAAAAAABb8/_IQQ-_e3SNE/s72-c/SANY0035.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6868768832073437717</id><published>2011-06-05T17:23:00.002-03:00</published><updated>2011-06-05T17:47:29.073-03:00</updated><title type='text'>Flanando em Paris</title><content type='html'>Uma viagem não planejada a Paris me fez chegar à cidade completamente sem ideia do que fazer. Mas, entre comprar os tickets e chegar aqui, dediquei todo meu tempo a outras coisas urgentes que me exigiam atenção, e só comecei a aproveitar a viagem no aeroporto. Houve um tempo (já contei isso) Que os aeroportos me deixavam nervosa e brigona. Agora aprendi que são nosso óbulo de Caronte. Temos que pagar para chegar à outra vida. &lt;div&gt;Essa minha outra vida daqui está sendo muito boa. Paris e Leblon nos convidam a andar. Dá prazer ver e rever as mesmas lojas, sorrir para  os mesmos garçons que nos trazem delícias sempre renovadas. Ficamos na dúvida entre um e outro restaurante dos já conhecidos, mas aí aparece uma amiga e nos leva a um outro em que nunca fomos antes, e adoramos. Hoje almocei no Tea Caddy, em frente a uma igreja lindinha, antiguinha e simples, e que agora é ortodoxa, a de Saint Julien Le Pauvre. (Será que existe um Saint Julien Le Riche? ) Pertinho ali da Rue Galande, onde existe um cineminha que é uma graça: o bilheteiro é faz tudo: vende os bilhetes, recebe os ingressos, faz a pipoca (mentira, aqui não tem disso, graças a Deus!), mas é ele quem projeta o filme. E depois faz a limpeza da sala. E a gente espera na rua, com toda a calma. Depois é só andar um quarteirão a atravessar a ponte para a Notre Dame. Passei por lá hoje, mas nem ousei entrar. As filas eram quilométricas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui assistir à missa em  St. Nicolas, uma missa cantada, com órgão maravilhoso, coral e orquestra, e ainda direito a barraquinhas, vendendo desde livros a guloseimas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois me deixei tentar por teatros que exibem, há mais de 50 anos (sei lá, não sou muito boa em matemática) as peças de Ionesco. Aliás, vi um cartaz com Einstein falando que não devemos reclamar de nossos problemas com matemática; os dele são (eram) muito maiores que os nossos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Il pleut. Depois de um ótimo dia, de repente os trovões e agora a chuva. Mas estou de partida. Espero que no meu destino o tempo esteja bom.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou fazer as malas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6868768832073437717?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6868768832073437717/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6868768832073437717' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6868768832073437717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6868768832073437717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/06/flanando-em-paris.html' title='Flanando em Paris'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4201937970787609653</id><published>2011-05-31T09:07:00.003-03:00</published><updated>2011-05-31T09:43:24.016-03:00</updated><title type='text'>Assiduidade</title><content type='html'>Ando feliz, com esse tempinho que arranjei para escrever, de manhã… Colocar em palavras alguns pensamentos desconexos, olhar para o mar, ler o jornal. Talvez não seja uma vida plena, mas me satisfaz. &lt;div&gt;Ontem, na aula, estava comentado que procuro sair cada vez menos. Gosto, sim, de sair, mas talvez isso seja alguma coisa genética. Na minha família havia muitas reclusas. Parentas que não saíam mais de casa, não sei por quê. Outras que passavam dias inteiros trancadas em seus quartos. Outras que, além de não sair, não falavam com ninguém. Nossa, parece uma família de depressivas irrecuperáveis, mas não era bem assim. Eram pessoas alegres, sorridentes. Pode ser que uma ou outra estivesse deprimida, mas não pareciam. Talvez a que não falasse com ninguém não estivesse lá muito satisfeita. Ou talvez ela não falasse só comigo, uma criança, por falta de assunto. Como, do alto de seus oitenta e tal, ela podia falar com uma pirralha mimada de 6 ou 7? E depois, como, aos 90, ela ia entender as mudanças de humor de uma adolescente? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma vez, muitos anos depois disso, conheci uma senhora linda, não estou brincando, elegante, fina, com 95 anos. Estava morando nos EUA e fui a um chá na casa de uma amiga inglesa, cujos chás nunca mais vou esquecer. Chá inglês, com sanduíches de pepino, tudo tão perfeitamente inglês!  Mas, volto ao assunto, chegou uma amiga da inglesa com sua mãe, de 95 anos, que parecia mais nova do que a filha. Se bobear, parecia mais nova do que eu, que tinha idade de ser filha da filha. Fiquei fascinada, rodeando em volta dela , doida para saber o seu segredo. Muito digna, ela me disse que tinha feito "o tratamento" com a Dra. Aslan. Isso era uma coisa de que eu já tinha ouvido falar, diziam que o Roberto Marinho também tinha feito, essas coisas de milionários que iam para a Romênia e nunca mais envelheciam. Eu fiquei deslumbrada, achei que era uma maravilha, e que ela devia estar contentíssima por chegar aos 95 daquela maneira, saudável, linda, e ia continuando no meu entusiasmo sem limites quando ela me interrompeu, me olhando bem nos olhos, com o olhar mais triste que já vi, e disse: Não há nada mais triste. Não tenho mais nenhuma amiga, todas já morreram. Estou condenada a ser amiga das amigas de minha filha e… Ela não precisou terminar. Estava claro como água. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ia agora falar sobre uma porção de baboseiras, sobre educação e vida interior, mas não era disso que se tratava. Ela reclamava de solidão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Termino com uma nota alegre. Tenho uma outra amiga, agora, que está chegando, daqui a alguns dias, aos 92. Essa é minha amiga, companheira de viagens, alegre e cheia de planos, nada solitária. Ela sempre diz: sei conviver muito bem comigo mesma. Será esse o segredo? Aprender a conviver com si mesma – gostar da própria companhia, e não esperar dos outros um entretenimento que nem sempre eles podem nos dar. Fazer amigos de diversas idades, continuar acreditando em ideais, fazer planos para o futuro que ainda existe sim, embora o Jabor hoje esteja falando de um eterno presente. Sai dessa, amigo! O amanhã vem trazendo viagens e surpresas. E boas notícias. A Alemanha decidiu acabar com todas as suas usinas nucleares. Existe futuro e existe esperança!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4201937970787609653?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4201937970787609653/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4201937970787609653' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4201937970787609653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4201937970787609653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/05/assiduidade.html' title='Assiduidade'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8207138467194654336</id><published>2011-05-30T12:05:00.002-03:00</published><updated>2011-05-30T12:44:49.982-03:00</updated><title type='text'>Angelina e eu</title><content type='html'>Abro o Facebook e vejo uma mensagem me aguardando: Angelina Jolie faz anos no dia 4 de junho! De onde será que esse FB tirou a ideia de que tenho algum interesse em Angelina Jolie?! Nem sequer compartilhamos o mesmo signo de horóscopo… Muito menos os lábios. Nem a silhueta.  Mas, já que o FB faz questão de me avisar, aqui fica minha mensagem de parabéns para ela. Imagino a bela abrindo o seu Facebook e descobrindo uma mensagem falando do meu aniversário. Seus olhos verdes, espantados, fixarão meu nome, tentando lembrar se algum dia ela conheceu alguém no exótico Brasil. Sua boca, inchada, se fechará num biquinho que vai deixar o Brad enciumado: "Para quem você está fazendo biquinho no computador?" – ele perguntará, fazendo sua cara de bastardo inglório. Ela vai dizer, com toda a propriedade: "Para ninguém!"&lt;div&gt;E eu, inocentemente, serei o pivô de uma rusga que, espero, termine em beijos e reconciliação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desculpe, Angelina. Nunca foi minha intenção me intrometer entre você e o Brad. A culpa é do Facebook, que, por alguma misteriosa razão, resolveu nos unir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para que estas mensagens aleatórias? Só para estimular minha curiosidade e ver quem mais nasceu neste dia. Pasmem: Adib Jatene, Antônio Ermírio de Moraes e Hugo Carvana! E então? Esses ao menos são brasileiros, por que é que não me avisaram deles?  Na história, encontro Philippa de Inglaterra, nos idos de 1394. E também o duque de Lorraine. Será que foi ele quem inventou a quiche? Rei George III. Acho que era o maluquete. Algum escritor? Em 1907 nasceu Patience Strong, poeta e jornalista inglês. Que nome! E nem assim tinha ouvido falar dele antes… Ah! Cesar Bolanos, em 1931. Mas não é o escritor, que se chama Roberto. Este é um compositor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Volto para a Angelina. Pelo menos esta tenho a sensação de conhecer. Sei como é o seu rosto, sei com quem está casada, perdi a conta de quantos filhos tem, mas sei que são muitos. Não lhe vão faltar parabéns no dia de seu aniversário. Espero que a data seja muito feliz. Nem vou me preocupar em mandar um cartão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, já agora, aproveito para dar parabéns para a Katia Gerlach! Que você e todos os seus companheiros de data tenham um lindo aniversário, que muitas felicidades venham amenizar seu novo ano, saúde, paz e alegria! Meu abraço, querida! E viva o dia 4 de junho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8207138467194654336?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8207138467194654336/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8207138467194654336' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8207138467194654336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8207138467194654336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/05/angelina-e-eu.html' title='Angelina e eu'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-2741573405095928948</id><published>2011-05-29T19:41:00.002-03:00</published><updated>2011-05-29T20:14:57.909-03:00</updated><title type='text'>Frio no Rio</title><content type='html'>Meus amigos estão todos comentando: que frio é esse? Concordo, está frio, mas gosto tanto… Tiro casacos e cachecóis do armário, ponho as botas, redescubro o prazer de uma taça de vinho… E como tem vinhos bons agora no Brasil! Qualquer vinho em taça, num bom restaurante, é saboroso e agradável. E eu, agora, que descobri que sei alguns nomes de uva, finjo conhecimento e pergunto: Você teria algum Malbec? Ou Carmenère? E me sinto muito chique. &lt;div&gt;Mas, voltando ao frio: aproveito a temperatura e a chuva para ficar em casa. Leio, escrevo, faço resenhas… Me angustio, nervosa, ao ver que me distraí e marquei duas coisas no mesmo dia. E agora? Volto aos livros, aos escritos. De repente, me dou conta de que estamos no fim do mês. Coisa chata, tenho que pagar contas, perder tempo digitando aqueles números intermináveis dos boletos. Socorro! A pilha de livros, ao meu lado, é enorme. Não posso guardar ainda os livros da tese. Nem os de Rimbaud. E tem aqueles que quero mandar aos amigos. Humm, aqui faz falta uma lareira. Bem, seria agradável sentar à beira do fogo, bebericando um vinho e lendo… Na verdade, não seria, não: sou alérgica, o fogo me faz mal. Nunca me dei bem com lareiras, embora ache-as lindas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguém me propõe "fondue".  Não, obrigada. Minha comidinha de inverno é sopa. Adoro. Volta e meia vou a Argumento tomar uma sopa de cebola, ou uma de abóbora. Outras vezes, vou até o Garcia e tomo uma de couve-flor. Delícia. Ou faço em casa boas sopas de legumes, caldos verdes, canjas, sopas de ervilha. Sei fazer boas sopas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesta época do ano há uma outra coisa que adoro: festas juninas. São as minhas preferidas! Aquelas iguarias à base de milho me deixam com água na boca. O próprio milho cozido já é uma comida dos deuses. Quentinho, salgadinho, que delícia. Bolo de aipim, pamonha, churrasquinho, paçoca. Tem gente que aprecia o quentão. Para mim, é muito forte. Mas aceito um vinho quentinho, com canela. Não sei como se prepara, quem fazia era minha amiga Gabi, alemã, que preparava essa bebida tão cheirosa e reconfortante. Ai, que saudades de Angra! As festas de casamento na roça, as pescarias, a quadrilha que nunca aprendi a dançar. Minha avó ensinava simpatias: a da casca da laranja, a da clara do ovo, a dos papeizinhos na água. Nunca funcionaram! Gostava mais do correio amoroso, pois sempre recebia uma declaração de amor. E sempre enviava uma, marcada com um beijo de uma boca pintada de vermelho forte, cor da paixão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me admiro de lembrar: um dia meu coração já bateu apaixonado. Todo meu corpo vibrou, na antecipação de um abraço. E agora, que fim levou aquele corpo vivo, meu sangue agitado, meu coração? Há de ter caído na fogueira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora sou apenas uma estrelinha, brilhando friorenta, sorrindo com as lembranças.  Mas não vou lá, não vou lá, não vou lá… Tenho medo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-2741573405095928948?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/2741573405095928948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=2741573405095928948' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2741573405095928948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2741573405095928948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/05/frio-no-rio.html' title='Frio no Rio'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5690406943775152558</id><published>2011-05-26T09:27:00.002-03:00</published><updated>2011-05-26T09:46:25.527-03:00</updated><title type='text'>Um coração imóvel</title><content type='html'>Ontem fui ao lançamento do lindíssimo livro da Rosa Strausz, O herói imóvel. Ilustrado pelo meu querido amigo Rui de Oliveira, só podia mesmo ser lindíssimo. Mas, o livro me tocou por causa de sua história triste: a morte de um pai, narrada por seu filho. Um pai que soube, antes de morrer, deixar ao filho uma lição de esperança. &lt;div&gt;Nas ilustrações, toda a poesia dos olhos medievais do Rui, o que transformou a história da luta contra a doença em maravilhosas cenas de contos heroicos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagino uma outra história, de uma princesa cujo coração fica imóvel, levado por um cavaleiro que partiu para um outro país. O Cavaleiro e a Princesa se amavam, e, quando ele precisou partir, a Princesa colocou seu coração numa caixa de madeira, com fechos de ouro, entre algumas flores e escondeu-o entre os pertences do Cavaleiro. Para que não desconfiassem que seu coração já não estava mais dentro de seu peito, e para que não vissem sua cicatriz, a Princesa colocou dentro do peito um relógio, que marcava o tempo em que eles estavam separados, e passou a usar véus que a escondiam e transformavam… Bem, é uma história triste, e sem esperança, ao contrário da contada pela Rosa, que optou pela vida. E por hoje vou ficando aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5690406943775152558?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5690406943775152558/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5690406943775152558' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5690406943775152558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5690406943775152558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/05/um-coracao-imovel.html' title='Um coração imóvel'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3787207503362493358</id><published>2011-05-24T11:21:00.002-03:00</published><updated>2011-05-24T12:13:01.758-03:00</updated><title type='text'>Uma sociedade sem regras</title><content type='html'>Já há dias que ando engasgada com isso, tudo o que leio (superficialmente, pois não tenho tido tempo para muita coisa) nos jornais me mostra que estamos vivendo numa espécie de limbo onde não se admitem mais regras para nada.&lt;div&gt;As leis viraram "facultativas", as normas são ignoradas, as regras gramaticais são meras sugestões… Onde é que vamos parar? Será que todos se esqueceram que, para que uma sociedade exista, são precisas as regras? Pode parecer "careta", mas é necessário parar para refletir: estamos tão liberais, tão descolados, que nosso próximo passo só pode ser a aniquilação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não temos uma "lei", ou seja lá o que se chame, para o problema do desmatamento; resultado: cada vez se derrubam mais árvores. Não temos uma "lei" para o uso de conduções públicas: no metrô, as portas se abrem e uma verdadeira parede humana nos impede de sair do vagão, uma vez que não se respeitam as leis da lógica que ensinam que é preciso deixar um espaço para quem quer sair na estação; nos bancos, os desenhos de sentido da fila no chão são interpretados como uma mera decoração, e a fila impede o acesso a outros serviços. Na grámatica, as regras de concordância viraram discriminação: o professor que corrige está discriminando o aluno menos favorecido… Ora bolotas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Criamos regras para podermos viver em sociedade. A gente convenciona que é preciso parar nos sinais vermelhos, então, para evitar acidentes e engarrafamentos, devemos obedecer essa convenção. Mas aí começa nossa indisciplina: justificamo-nos falando que é perigoso parar no sinal, que nossa velocidade nos impediu de parar no semáforo que mudou &lt;i&gt;de repente&lt;/i&gt;, inventamos mil razões para não parar. O sinal fica vermelho, mas o carro avança, pois já é a segunda vez que ele abriu e fechou e o distinto motorista não conseguiu passar. Ele não entende que isso só acontece porque algum espertinho resolveu romper a regra e que se todos insistirmos nisso vai chegar o dia em que ninguém vai a canto nenhum. Pois, por exemplo, o ônibus que diz que vai para o Castelo, pode resolver naquele dia, ir para o Recreio. Afinal, é muito chato fazer sempre o mesmo trajeto. E os carros, cansados de andar na rua, podem optar por passar pelas calçadas e provocar mortes em série. E o governador eleito para o Rio de Janeiro pode preferir ir governar São Paulo e entrar em disputa com o que foi eleito para lá, estabelecendo um governo paralelo. E o redator do jornal pode decidir que não gosta mais da palavra vida, e substituí-la por salada, e o editor pode fazer como o Visconde de Sabugosa e surripiar o "ão", acabando assim com nosso fracote &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; (Caetano, finalmente será obedecido já que ficará proibido proibir).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Precisamos de regras e de leis, se quisermos continuar vivendo em sociedade. Precisamos das regras de etiqueta, de nos cumprimentarmos com gentileza, de aceitarmos a ideia de que nossos direitos terminam quando os dos outros começam. Não posso forçar que meus vizinhos tenham que escutar FUNK toda vez que me der na telha escutá-lo. Nem devo furar fila, nem jogar papel no chão. O lixo deve ser colocado no lixo, e não na jardineira do edifício. Não podemos estacionar em fila dupla, pois impedimos a passagem na rua, que é pública. Quando algum governante manda plantar uma mudinha de planta que achamos bonitinha, é para deixá-la ficar no canteiro, e não para arrancá-la e levá-la para nosso sítio. E quando o próximo nos irritar, não é para estapeá-lo sem piedade, é preciso ter a humildade de ver quem é que está mesmo errado, se somos nós com nossa buzina ou se o carro da frente pifou e precisa de reboque. Vamos combinar? Se até para jogar cartas é preciso aceitar as regras, por que é que não podemos ver que elas beneficiam a todos? Mas, se alguma regra for boba, ou exagerada, se os costumes mudaram, se as necessidades são outras, podemos aprimorar o que está falho e melhorar nossa convivência. É sempre possível nos divertir na companhia dos outros, e o trabalho em conjunto é sempre mais leve... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora que desabafei, estou me sentindo igualzinha… Devo estar com um cartaz de CRI-CRI colado na testa. No entanto, gosto que meus amigos saibam que vou chegar na hora marcada, que vou cumprir os prazos, que não vou levá-los em casa dirigindo pela contramão, essas coisinhas básicas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3787207503362493358?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3787207503362493358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3787207503362493358' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3787207503362493358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3787207503362493358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/05/uma-sociedade-sem-regras.html' title='Uma sociedade sem regras'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1367048343183842237</id><published>2011-05-14T09:46:00.002-03:00</published><updated>2011-05-14T09:55:12.154-03:00</updated><title type='text'>TESE</title><content type='html'>Eis que chego aos últimos detalhes da minha tese. Uma reunião com a orientadora, levando o projeto que deveria estar completo mas que tem problemas na bibliografia. Céus, será que eu não podia ter prestado mais atenção na hora de fazer as citações?! E agora? Vou ter que procurar páginas, datas, reler, esmiuçar, catar… Será que ainda consigo? &lt;div&gt;Isso tudo se minha orientadora não mandar mudar alguma coisa. Mas esta parte não me desencoraja, é o aperfeiçoamento, a sintonia fina. O chato é esse trabalho para o qual minha atenção nunca esteve equipada, as ordenações, os detalhes de formatação...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, neste fim de semana, continuo em casa, trabalhando. Desculpem o sumiço, mas não dava para sentar ao computador e fazer outra coisa que não fosse tese…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Penso em amigos meus que escreveram, prolixos, 500, 600 páginas. Sou contista até na hora da tese, percebo. Reduzo, corto, e chego a meras 160. Está de bom tamanho, acho eu. Mas, vamos ver o que pensa a minha orientadora. É dela a palavra final.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1367048343183842237?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1367048343183842237/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1367048343183842237' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1367048343183842237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1367048343183842237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/05/tese.html' title='TESE'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-962236222942340066</id><published>2011-04-30T11:35:00.003-03:00</published><updated>2011-04-30T11:48:54.911-03:00</updated><title type='text'>Na manhã seguinte</title><content type='html'>Os sinos já não tocam,&lt;div&gt;na manhã seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os sinais da festa se espalham&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pelo chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Restos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhuma trombeta,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nenhum casamento real,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;só a vida real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Real?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abro os olhos e vejo o céu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas nuvens se anunciam,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sol, esquentando, não decide &lt;/div&gt;&lt;div&gt;se acaba com elas com um sopro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou se deixa que, como gatos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;elas passeiem e adormeçam&lt;/div&gt;&lt;div&gt;em recantos improváveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lá longe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outros olhos bem abertos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;piscam ofuscados&lt;/div&gt;&lt;div&gt;com as luzes e as jóias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O encanto dura até o beijo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de um príncipe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui meus olhos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;procuram notícias de ontem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A morte da filha do poeta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me assombra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui, tão perto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por quê? O que apagou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;teu sorriso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sonho ou pesadelo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a vida…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Observamos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;contamos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;elaboramos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na manhã seguinte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o sol, indiferente,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não lembra mais&lt;/div&gt;&lt;div&gt;aquilo que testemunhou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele segue,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ou persegue&lt;/div&gt;&lt;div&gt;uma nova promessa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de (in)felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-962236222942340066?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/962236222942340066/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=962236222942340066' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/962236222942340066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/962236222942340066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/na-manha-seguinte.html' title='Na manhã seguinte'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8618891043776744581</id><published>2011-04-24T22:12:00.008-03:00</published><updated>2011-04-24T23:37:32.046-03:00</updated><title type='text'>Páscoa em NY</title><content type='html'>A chuva tem me acompanhado nesta viagem, mas nem posso reclamar, pois, vez ou outra, ela fica com dó de mim e se recolhe. E aí volto a experimentar o encanto que é a primavera. Flores que brotam de um dia para outro, tulipas com suas corolas rosas, roxas, vermelhas, os daffodils (cujo nome não aprendo nunca em português), crocuses (outro que nunca sei o que é), narcisos, com seu perfume forte, jacintos, procurando sua imagem no espelho… E as árvores, floridíssimas, nuvens brancas, rosas de todos os tons, belas magnólias, outras árvores brancas, em pequenos ramalhetes, profusões de cores e belezas. Desta vez as flores tardaram a aparecer, mas hoje, domingo de Páscoa, elas estavam por toda a parte. Nas árvores bordejando as ruas, nos vasos de plantas, nos canteiros dos prédios, nos jardins da cidade, nos chapéus da Easter Parade, nas vitrines das lojas, nas próprias lojas de flores.&lt;div&gt;O sol abriu e todo o mundo saiu para se mostrar, em belas roupas, chapéus extravagantes, criações exclusivas ou massificadas, misturando-se aos protestos contra a homofobia. Durante horas nos divertimos, minha anfitriã, sua filha e eu, olhando cachorros vestidos como gente, gente vestida como flor, flores se agigantando em chapéus que se pretendiam jardins, pontes, cidades inteiras… Aqui e ali coelhos de Páscoa. Aqui e ali, deusas Floras. Aqui e ali figuras do passado, elegantes, distintas, tão elegantes e distintas que pareciam os convidados do casamento real que está por acontecer. No meio de tudo, músicos, marionetes, acrobatas. O ar se enchendo com o cheiro dos cachorros-quentes e dos pretzels. Um policial, a caráter, parecia fazer parte do desfile. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De bom humor, as pessoas desfilavam, paravam, sorriam para fotos. Finalmente, os jardins do Rockfeller Center, com seus coelhos em topiária, suas flores, convidando a um instante de descanso e a mais algumas fotos. Afinal, tudo estava tão bonitinho… &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa rua lateral, uma senhora exibia suas belíssimas pernas envoltas em meias arrastão. Suponho que ela tenha sido corista da Broadway, quando nova… Duas irmãs, com presumíveis oitenta anos, exibiam elegantes chapéus, sentadas num banco do Central Park, descansando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No zoológico, os bichos, encalorados, deitavam-se e olhavam a fauna humana que vinha visitá-los, exibindo cores inusitadas e roupas fora do comum.  Algumas famílias judaicas circulavam de jaula em jaula, com suas roupas diferentes e seus cachos emoldurando os rostos avermelhados de calor. Um dos homens mais velhos, enorme de gordo, tão gordo que até a parte de cima de sua nuca era gorda, usava, ao invés de calças compridas, calções e meias, e uma espécie de bata de cetim. Sua cabeça estava toda raspada, com exceção dos dois cachos, também gordos, que ladeavam sua face. Era impossível deixar de notá-lo no meio dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim da tarde, a chuva veio dispersar a parada. Já em casa, escutei o temporal caindo, satisfeita de estar bem abrigada, e recordando o dia de ontem, passado com muita chuva, mas dentro de um teatro da Broadway, me divertindo com a Família Addams. NY é muito bom!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8618891043776744581?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8618891043776744581/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8618891043776744581' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8618891043776744581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8618891043776744581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/pascoa-em-ny.html' title='Páscoa em NY'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-2409970926529363629</id><published>2011-04-23T22:52:00.003-03:00</published><updated>2011-04-24T01:33:11.122-03:00</updated><title type='text'>Mais histórias de Chicago</title><content type='html'>No dia seguinte, fez sol. Um dia lindo, e fomos visitar o Art Institut. Destaques? A linda janela de Chagall, claro, que eu estava doida para ver. Os impressionistas, os Van Gogh, os arlequins de Cézanne e Picasso, lado a lado, e a instalação de Jitish Kallat, Public Notice 3, com as palavras de Vivekananda, em 11 de setembro de 1883, um discurso feito contra o fanatismo religioso. O mais estranho? A exposição de fotos de Peter Fischli e David Weiss, com salsichões e frios. Dejà vu? A expo Kings, Queens and Courtiers, embora, graças à leitura do Meu nome é vermelho, do Pamuk, os manuscritos iluminados tenham adquirido outro interesse para mim. Sempre gostei deles, mas desta vez tentava reconhecer estilos e detalhes, embora as iluminuras pertencessem a uma outra tradição.&lt;div&gt;Resumindo? Uma manhã de sonho! Além do mais, como o dia estava lindo e o frio (muito) era amenizado pelo sol, deu para ir caminhando e olhando os prédios, cada qual mais lindo. Rapidinho chegamos ao Millennium Park, e nos extasiamos. Ao chegar ao Bean, um feijãozão espelhado que reflete a arquitetura ao seu redor e faz dos passantes parte da obra, nos divertimos, procurando as melhores imagens. Vale mencionar também as fontes, que captam as imagens dos passantes, projetam-nas e fazem da boca de seus retratos a saída do esguicho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois do museu, uma passadinha no Palmer House, arranha céu que abrigou a ourivesaria do Mr. Peacock (pavão). Muito orgulhosamente o Sr. Pavão mandou fazer uns portões com o dito pássaro, e esses portões estão avaliados em milhares de dólares. Hoje em dia o edifício é um Hotel e o Lobby, grandioso, o faz parecer um palácio, com sua decoração meio híbrida, com elementos decô, reminiscências de palácios rococó, uma grande orgia de mais de um milhão de dólares (valor da restauração). Depois? Visita ao escritor João Almino, que é também embaixador, e que está em Chicago. Demos sorte, pois ele estava de partida para a Itália, onde vai fazer uma série de palestras relacionadas a seus livros. João Almino foi absolutamente encantador. Terminamos o dia com um jantar com Susan Harris, editora de Words Without Borders, que é um dínamo, cheia de vitalidade e de ideias. Ela já tem planos para as revistas que vão sair em 2014! E, apesar de todo esse planejamento, ela se mantém muito alerta e aberta às mudanças, pois o mundo vive nos surpreendendo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sexta feira amanheceu chuvosa, fria, enevoada. Mas nós tínhamos sido chamadas para o show da Oprah, e lá fomos nós, debaixo de chuva e de frio, para o Harpo Studio. Lá chegando, assinamos um papel que nos comprometia a não revelar nada sobre o show, e que, uma vez assinado, dava a ela o direito de nossa imagem "para sempre" For ever, and ever. Lembrei-me do corvo: Quote the Raven: Never more… Lembrei-me de Fausto. Estaria eu vendendo minha alma ao diabo? E numa sexta-feira santa? Será que estou cometendo um ato ilegal falando sobre isso aqui? Então, vou parando, antes que seja tarde. Aliás, consta, que o Obama não consegue fechar a prisão de Guantánamo porque metade dos prisioneiros de lá é composta por membros da audiência da O. que não respeitaram a cláusula de No Disclosure. Então me calo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-2409970926529363629?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/2409970926529363629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=2409970926529363629' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2409970926529363629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2409970926529363629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/mais-historias-de-chicago.html' title='Mais histórias de Chicago'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8106457685972757056</id><published>2011-04-20T23:37:00.002-03:00</published><updated>2011-04-21T00:08:53.320-03:00</updated><title type='text'>Walking on air!</title><content type='html'>Passei por toda a cidade, num ónibus double decker que quase nos matou de tanto frio. Chicago, disse-nos o guia, é um nome indígena que significa cebolas fedorentas. Na beira do lago Michigan, as cebolas silvestres brotavam e quando chegava o verão, com a humidade e o calor, elas apodreciam e deixavam o ar mal-cheiroso. Mesmo assim, um caçador de peles francês, não se intimidou com o cheiro (afinal, eles têm uns queijos que devem cheirar pior que as cebolas) e aqui montou sua cabana de caça, que era abundante. Esta é a origem da cidade, que depois se transformou na maior cidade de poloneses fora da Polônia. O que será que eles viram aqui? Acho que a oportunidade de trabalharem no Meat Packing Business, que florescia por aqui. Era tanta a matança que o rio Chicago era vermelho e completamente atulhado de carcassas e de gordura, que estava poluindo o lago. Para evitar isso, eles reverteram o curso do rio. Fizeram umas comportas, cavaram o leito tornando-o mais baixo que o lago,  et  voilà! O rio, agora, ao invés de desaguar no lago, corre para o sul e, através de canais, vai acabar juntando-se ao rio Mississipi, e, portanto, suas águas acabam indo parar no Golfo do México. &lt;div&gt;Apesar de ventar muito por aqui, a cidade tem seu apelido de Windy City por causa de seus políticos, faladores, que pleiteavam pela localização da World Fair aqui na cidade, concorrendo com outras duas cidades do NE dos EUA. Falaram tanto que acabaram conseguindo que a feira fosse realizada aqui e fizeram do menosprezo de um jornalista novaiorquino, que disse que a cidade era "windy", ou seja, vazia, retórica, o seu próprio slogan: Venham para a Windy City e confiram a World Fair. Bem, estou simplificando tudo porque já está tarde e eu estou cansada,  mas preciso contar ainda que o incêndio de Chicago começou na Zona Sul da cidade, que era onde moravam os ricos. No lado norte, moravam os pobres que se juntaram todos na margem norte do rio para apreciar de camarote os ricos se dando mal. Acontece que o vento estava soprando para o norte, e o rio que, supunha-se, ia impedir que o fogo se alastrasse para o lado dos pobres, estava atulhado de carcassas e gordura, acabou pegando fogo.  The river is on fire! foi o grito de pavor dos pobres que acabaram sendo as maiores vítimas do incêndio. No lado sul os prejuízos foram pequenos e muita coisa se conservou. No lado norte, apenas duas construções se salvaram, a torre da água e a estação de tratamento. E um grande pedaço da parte norte acabou virando aterro do lago, e criando um novo bairro. Acho que a Torre Hancock está nessa parte aterrada. Se não está, está mesmo ao lado. Não subimos na Hancock porque eu estava determinada a andar no assoalho de vidro lá no 103º andar. Muito alto. Mas lá fui eu, andar no ar. Morri de medo, mas fingi que nem era comigo. Entrei no caixote de vidro dando marcha a ré, quase sem olhar para baixo. Mas depois olhei. E tenho fotos para provar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boa noite a todos, vou descansar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8106457685972757056?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8106457685972757056/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8106457685972757056' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8106457685972757056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8106457685972757056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/walking-on-air.html' title='Walking on air!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6164895418330344633</id><published>2011-04-20T09:27:00.002-03:00</published><updated>2011-04-20T09:42:02.949-03:00</updated><title type='text'>Chicago</title><content type='html'>Cheguei ontem, debaixo de chuva e nevoeiro e o vento que dá nome à cidade. Primeira impressão? Chicago foi construída numa tentativa de alcançar o céu. Altos e e-nor-mes, os prédios minimizam tudo a seu redor, assim, refleteindo, vejo que o rio à beira do qual fica o meu hotel é muito largo, senão teria sido reduzido a dar a impressão de riacho. Edifícios enormes, avenidas larguíssimas, requerem, sem dúvida, muitos carros para percorre-las. Daí minha segunda impressão: os edifícios garagem que exibem seus carros numa aflitiva ameaça de que todos estão prestes a despencar. Estes edifícios, redondos, não possuem paredes externas e os carros estacionam mesmo na beirada. Deve ser preciso ter nervos de aço para manobrá-los e deixá-los ali, à mercê do vento encanado e da chuva  ou eventual neve. Entendo agora a alegria do pessoal de Milwaukee, falando das garagens aquecidas… E lembro ainda da minha alegria ao subir uma escada rolante de lá e descobrir que o corrimão era aquecido. Vibrei de alegria e conforto. Bem, hoje vou aproveitar o dia sem chuva para passear e ver a famosa arquitetura da "cidade ventosa" (fica muito feia essa tradução de windy city). Mas está muito frio, e vou me aquecer no Museu de Artes e no Aquário. São esses os planos, depois conto se dá certo. Só mais uma coisinha para mostrar o gigantismo da cidade: meu hotel ocupa três quarteirões, interligados por passagens subterrâneas e aéreas. Estou na ala oeste, imaginem. Ainda bem que tem entrada separada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6164895418330344633?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6164895418330344633/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6164895418330344633' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6164895418330344633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6164895418330344633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/chicago.html' title='Chicago'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1585679373429730013</id><published>2011-04-19T09:11:00.002-03:00</published><updated>2011-04-19T09:34:53.771-03:00</updated><title type='text'>Gaivotas</title><content type='html'>Cada cidade tem sua música e a que me embala aqui em Milwaukee é a dos gritos das gaivotas. Acordo com elas me chamando, voando em frente à minha janela (as minhas janelas, o quarto é tão grande que tem duas!). Preguiçosa, friorenta, abro as cortinas, pego o computador e volto para a cama, quentinha…Mas hoje tenho pouco tempo, daqui a pouco vêm me buscar: café da manhã, mais um passeio pela cidade, pelo menos até a Universidade Marquette, e depois, estação de trem, rumo a Chicago. Venho só para contar a vocês que meus encontros com os estudantes de UWM foi muito legal. Primeiramente fui ao "bate-papo", onde alunos em geral e um ou dois professores de português se reúnem para conversar e praticar o idioma. Muitos são alunos de espanhol, que sentem que o bate-papo é uma maneira de aprenderem sem a obrigação das leituras e dos deveres de casa. Três visitaram o Brasil e se encantaram: Salvador, Florianópolis e Rio, três destinos diferentes, mas igualmente encantadores, segundo eles me garantiram Depois, na sala de aula de português, um encontro com leitores que trabalharam meu conto em sala de aula. Mas o conto tinha sido lido em tradução e a "aula" foi em inglês. Finalmente, no adorável Greene Hall, uma antiga biblioteca que agora é uma espécie de sala de conferências, com uma lareira de uns quatro metros de largura, a primeira leitura em inglês de Borges's Secretary! Ensaiei ontem de manhã, e consegui ler sem me atrapalhar muito. E vi que as pessoas gostaram da história, o que me deixou muito satisfeita. As perguntas, depois, me deixaram um pouco nervosa, mas acho que consegui não parecer uma completa idiota, embora eu saiba muito bem que sou muito melhor escrevendo que falando. Mas deu para o gasto. E depois fomos jantar num elegante e excelente restaurante, ao lado do Calatrava, à beira do lago-mar, que ontem exibia suas ondas. Lauren me contou que no inverno elas congelam, à meio caminho. Impressionante.&lt;div&gt;Bye, bye, então. Vou fazer as malas. Espero ter internet em Chicago e voltar a contar minha viagem. Acho que vão postar fotos no FB. Eu só posso passar as minhas para o computador quando voltar para o Rio, pois esqueci o adaptador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1585679373429730013?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1585679373429730013/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1585679373429730013' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1585679373429730013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1585679373429730013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/gaivotas.html' title='Gaivotas'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1256551633451998544</id><published>2011-04-18T09:15:00.002-03:00</published><updated>2011-04-18T10:14:52.118-03:00</updated><title type='text'>Neve!</title><content type='html'>Acreditem, ontem fez um dia lindo, sol aberto, nem uma nuvem no céu como vocês vão poder ver nas minhas fotos, depois que eu voltar para o Rio. Hoje está tudo branquinho de neve. Queria sair para brincar, mas não trouxe minha botas, bu-huu! Está nevando intensamente. Flocos pequenos, pesados, devem estar virando flurries, que não sei como traduzir. Flurries é uma espécie de neve molhada, que logo se desfaz e custa a acumular. Mas o chão e os telhados estão cobertos de neve, o que significa que ela começou a cair já faz algum tempo, durante a noite, sob a forma normal  e agora que o sol saiu, a temperatura está subindo e transformando os flocos em flurries.&lt;div&gt;Bem, chega de meteorologia! Meu amigo me disse que quando veio para cá, estranhou as conversas ao princípio, pois sempre começavam com o mesmo assunto: "o inverno ainda não chegou" e depois mudaram para "o inverno vai demorar a passar". Agora ele compreende. E até mesmo eu compreendo, saudada com neve em pleno dia 18 de abril! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; Ontem fui ao museu, lindo, me deu a impressão de entrar num pterodátilo em repouso, de asas fechadas (pois o vento não permitiu que elas se abrissem). A obra de Calatrava tem uma certa ambiguidade, pois nunca decidimos se estamos numa coisa "viva" ou se estamos, por exemplo, num barco. Numa floresta ou numa catedral. A beleza e a leveza de suas construções são indescritíveis, aquelas toneladas de concreto, ferro, aço e sei lá mais o que, se elevam como se flutuassem no ar. E parecem estar apenas pousadas sobre a terra, impermanentes, prestes a alçar voo. Dentro de suas construções, quem habita é a luz. Em forma direta ou indireta, ela ocupa os espaços, desenha seus caprichos, dona absoluta de todo o interior. Talvez por isso a crítica que li numa revista local: é um museu que não abre espaço para a arte. Aparentemente, a sala de exposição foi uma intervenção de um arquiteto local. Assim como o café e outros espaços "utilitários". Confesso que, ao entrar, só tive olhos para a beleza do museu. Mas não me furtei de examinar o grandioso móbile de Calder, nem&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt; a belíssima e coloridíssima peça de vidro de &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Dale Chihuly (American, b. 1941)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Isola di San Giacomo in Palude Chandelier II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;, 2000&lt;br /&gt;Blown glass&lt;br /&gt;103 x 86 in. (261.62 x 218.44 cm)&lt;br /&gt;Gift of Suzy B. Ettinger in memory of Sanford J. Ettinger M2001.125&lt;br /&gt;Creio que as obras, para serem expostas ali naquele espaço monumental, precisam de ter dimensões especiais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Enquanto escrevia, a neve acabou e agora cai uma chuvinha miúda e gelada, que me dá arrepios só de olhar… As ruas já não têm mais sinal de neve, mas os telhados ainda estão brancos (meu quarto fica no décimo andar numa cidade com poucos arranha-ceus)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A exposição de Frank Lloy Wright é linda. Maquetes, desenhos, peças de mobília, alguns vitrais, até tapetes, tudo isso entre fotos e filmes. Vemos sua genialidade, sua incrível capacidade de trabalho, sua evolução para um futurismo desenfreado, sua capacidade de transformar o pesado Art Deco em espaços leves e, sobretudo, habitáveis. As casas mostradas em filmes são todas acolhedoras, apesar de a arquitetura estar presente em todos os detalhes. Vemos como ela ultrapassa os limites dos prédios e incorpora a natureza, seja modificando-a em jardins planejados ou trazendo-a para dentro da casa, não só em imagens, mas em alguns casos, em sons. E julgamos perceber nele alguns traços que desabrocharão em Niemeyer e no próprio Calatrava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Depois de andar por ali fui visitar o acervo do museu e uma das obras, o quarto do infinito (Stanley Landsman Walk in infinity chamber) me fez sentir uma astronauta. Mas tirei foto de algumas outra obras intrigantes. Depois mostro e conto minhas impressões.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O dia depois foi uma série de passeios de carro, conversas, uma agradável festinha na casa de meus anfitriões, muitas, muitas risadas, uma alegria só. Claro que passei numa livraria e, depois de resistir bravamente e não comprar The three Weismann from Westport (que pretendo encontrar em audiobook), acabei sucumbindo à tentação e comprando um livro Literary Tatoos. Eu e meus fetiches… &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Me despeço aqui, por hoje, fazendo uma pequena menção ao Kafka da Colonia penal, a quem pretendi homenagear com minha compra. E agora vou praticar a leitura de Borges's Secretary, para não fazer feio hoje à tarde!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;See you!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande', 'lucida sans unicode', Verdana, sans-serif; color: rgb(51, 51, 51); font-size: 11px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1256551633451998544?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1256551633451998544/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1256551633451998544' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1256551633451998544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1256551633451998544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/neve.html' title='Neve!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1926536992834489529</id><published>2011-04-16T20:54:00.002-03:00</published><updated>2011-04-16T21:18:08.749-03:00</updated><title type='text'>Milwaukee</title><content type='html'>Olá, amigos. Estou de volta ao blog. Andei sumida porque estava preparando as palestras e as viagens e tratando dessa coisa chamada vida real. Estive nos últimos dias em Kentucky, na cidade de Lexington, onde fica a conferência de línguas estrangeiras. Fiquei sabendo que aqui o pessoal conhece essa conferência como um M.L.A. sem inglês. A gente encontra com pessoas de todo o país, troca ideias e ouve muitas coisas interessantes, descobre autores e se informa de pesquisas e, também, infelizmente, fica sabendo de problemas para os professores de português, e em geral. A crise e a ganância andam ameaçando departamentos por aqui, mas o pessoal tem muita garra e sempre consegue resistir. Hoje, por exemplo, no cafezinho, conversei com uma professora de italiano que está há anos tentando conseguir um "major" (não é patente de exército, é tipo conseguir que italiano se torne um curso que dê diploma na universidade dela). Ela ainda não conseguiu, mas lá estava ela, numa fria manhã de sábado, procurando amigos, assistindo palestras e "lutando", quando podia ter ficado mais um tempo na cama quentinha. Ela estava lá e lamentava que nem sequer uma aula de história do renascimento (italiano ou não) estivesse sendo dada no departamento de História. Espero, sinceramente, que ela consiga sucesso. &lt;div&gt;Assim como espero que as pessoas, que estão preocupadas com o ensino à distância, que as universidades gulosamente estão adotando, na tentativa de conseguirem mais dinheiro, demonstrem aos departamentos financeiros que esta deve ser apenas mais uma opção, e não uma substituição. E como espero que a aluna de pós graduação, que compareceu à conferência rebocando seu bebezinho, veja seus esforços coroados e seus trabalhos devidamente apreciados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas agora estou em Milwaukee, e doida para conhecer a cidade, que tem um deslumbrante museu construído por Calatrava ( e quem acompanha o meu blog sabe que sou fã dele!) Vou colocar mais umas meias, luvas, suéteres e casacos para sair nesta fria primavera de Milwaukee, que ainda parece adormecida, sem produzir flores nem folhas, escondendo-se do vento que faz o museu recolher suas asas (sim, ele tem asas, como um pássaro!) Juro que vou tirar fotos e que colocarei aqui, para serem vistas. E mando a todos meus abraços e minhas saudades, e as promessas de que vou escrever amanhã também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1926536992834489529?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1926536992834489529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1926536992834489529' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1926536992834489529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1926536992834489529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/04/milwaukee.html' title='Milwaukee'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-2333379482164226712</id><published>2011-03-28T13:04:00.003-03:00</published><updated>2011-03-28T13:16:36.864-03:00</updated><title type='text'>Jorge Luís Borges: personagem de crônicas e contos brasileiros</title><content type='html'>O título acima é do trabalho de Isis Milreu e foi apresentado no II Colóquio da Pós-Graduação em Letras, UNESP, Campus de Assis.&lt;div&gt;Imaginem minha alegria ao me ver "trabalhada". Obrigada Isis, a quem não conheço, mas cujo trabalho me causou grande satisfação. Caso algum de vocês tenha curiosidade, é só clicar no título (espero eu!) Lá vocês lerão sobre as Crônicas de Veríssimo sobre Borges e, além de meu conto, sobre o conto do Fuks.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou me sentindo como Alice no País do Espelho. Aliás, é sobre isso que vou falar lá em Kentucky, sobre esse "estranhamento" que é você ler a si mesma pelos olhos de outra pessoa. A traducão e a crítica nos revelam um mundo de imagens inesperadas, mas estou sem tempo para escrever. Volto ao assunto uma outra hora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais uma vez, obrigada, Isis Milreu!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-2333379482164226712?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.assis.unesp.br/posgraduacao/letras/mis/coloquio/anais2010/isismilreu.pdf' title='Jorge Luís Borges: personagem de crônicas e contos brasileiros'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/2333379482164226712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=2333379482164226712' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2333379482164226712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/2333379482164226712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/03/jorge-luis-borges-personagem-de.html' title='Jorge Luís Borges: personagem de crônicas e contos brasileiros'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4768806965409544192</id><published>2011-03-16T09:08:00.005-03:00</published><updated>2011-03-19T21:49:46.456-03:00</updated><title type='text'>Dylan Thomas</title><content type='html'>Nunca estudei Dylan Thomas, o poeta preferido por nove entre dez estrelas do Rock. Mas minha querida T.T. me fez lembrar de seus versos Do not go gentle…. E aí fui ler algumas outras coisas belas. Acabei selecionando os versos citados pela T.T. e mais os versos de um belo poema "And death shall have no dominion" para levar como contraponto aos versos de Adelaide Crapsey para as proustianas.  Graças aos deuses da internet, encontrei traduções para os poemas de Dylan Thomas. Os cinquains e doublets da Adelaide Crapsey tive que eu mesma traduzir. E eu detesto fazer traduções. Mas acho que consegui respeitar forma e conteúdo, e, se não foi brilhantemente, também não foi uma tradução boba e literal.&lt;div&gt;Depois, atrasadíssima, quis atender ao pedido de minha nova editora, a Escrita Fina, e contar qual foi o meu primeiro livro. Cheguei à conclusão que me era impossível falar de um primeiro livro, como se fala, por exemplo, de um primeiro amor, ou de um primeiro sutiã. Ler é um vício, e suponho que nenhum viciado saiba dizer qual foi a "dose" que  o viciou. Teria sido o primeiro trago num baseado? A primeira injeção que despejou, gota a gota, a heroína no sangue? A terceira carreira de pó, a quinta pílula de êxtase? O segundo gole de champanhe? O sétimo cigarro, como um selo que passasse a repetir "para sempre, para sempre"? Que livro fez de mim a leitora em que me transformei? Acabei escrevendo um pequeno texto, tão cheio de reminiscências que não acho que sirva para o blog em questão. Vou mandar, mas acho que não vai sair…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E agora cá estou eu aqui, interrompendo a leitura para assistir ao pouso do helicóptero do Obama. Um barulho fora do normal, um enorme helicóptero pousando aqui a dois passos de casa, a corrida até a varanda e a surpresa da bela Lua, brilhante e redondinha, sobre um manto de nuvens. Meu filho me explica: é uma lua especial pois há 18 anos nosso satélite não se aproximava tanto assim da terra. E, além disso, é o equinócio, e, segundo o Márcio, que faz anos no equinócio, esta é uma época muito poderosa. Devemos, segundo ele, fazer um pedido à Lua por esta ocasião. O que eu peço é fácil de advinhar: inspiração para continuar escrevendo, reconhecimento para os textos já escritos, uma editora que me valorize e leitores, muitos leitores, para minha obra. O que posso fazer se sou sempre múltipla? Se não me conformo em pedir uma única coisa, se não consigo me decidir entre livros, se as histórias se multiplicam em minhas lembranças? Talvez seja este meu protesto dylanesco, mesmo sem perceber, vou esperneando pela vida afora, querendo, desejando, lutando, mesmo quando penso que estou apenas aceitando o inevitável…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4768806965409544192?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4768806965409544192/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4768806965409544192' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4768806965409544192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4768806965409544192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/03/dylan-thomas.html' title='Dylan Thomas'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4377078414101308969</id><published>2011-03-14T08:40:00.002-03:00</published><updated>2011-03-14T10:08:30.415-03:00</updated><title type='text'>Humor negro na Globo</title><content type='html'>Só pode ser humor negro quando, depois de nos contar sobre as tragédias disseminadas pelo mundo afora, de nos mostrar imagens de destruição, acidentes, caos no trânsito, desorganização e guerras, os repórteres do Bom Dia se despedem com sorrisos e votos de um "excelente dia para vocês!" Sorridentes, para cima, alegrinhos, ou eles são os melhores atores da globo ou não entendem uma palavra daquilo que dizem e mostram. &lt;div&gt;Vamos ser um pouco mais coerentes? Ou a gente mostra algumas reportagens animadoras, ou não se despede com tanta "positividade". Quem é que pode começar o dia assim feliz, depois de tanta tragédia? É bem verdade que dizem que os gregos estimavam a tal da catarse como algo que lhes preservava a sanidade. Eles iam ao teatro assistir àquelas tragédias gregas e depois de todo mundo se dar mal, eles saíam da arena de alma lavada, felizes porque tudo tinha acontecido com os outros, e não com eles… &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Paro para testemunhar uma ilusão de ótica. Uma ilha caprichosa, das Cagarras, se fantasia de montanha de gelo, vestindo uma capa de nuvens. Impressionante, parece mesmo real, uma outra ilha, com um pico coberto de neve. Graças a isso minha alma se desanuvia um pouco.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas volto ao humor grego – racionais ao extremo, nossos amigos gregos procuravam explicações para as desgraças, e dramatizavam a Hybris, nossa falha. Pois eles acreditavam em causa e efeito, e alguém tinha que ter cometido um engano para romper o "equilíbrio" do mundo. Já não me lembro mais qual é a tragédia, mas uma cena maravilhosa, da volta de Agamemnon ao lar, ilustra isso muito bem. Lá chega ele, se achando o máximo, trazendo Cassandra, a princesa troiana, como despojo de guerra. Os puxa-sacos resolvem estender um tapete vermelho para ele, simples mortal, passar. Ora, tapetes vermelhos eram destinados aos deuses, e embora Cassandra o avise de que, se ele pisasse o tapete, a morte o aguardava, ele está embriagado pelo próprio sucesso e não faz caso ( mas, na verdade, Cassandra era aquela profetiza em quem ninguém acreditava, mas essa é uma outra história). Ele pisa no tapete e sela seu próprio destino: será assassinado no banho por sua mulher, Clitemnestra. Ele errou e foi castigado. Os gregos assistiam a tragédia, internalizavam a lição: "não deixe a fama subir à sua cabeça". Os romanos aprenderam muitas coisas com os gregos. Na época do Império Romano dizem que era costume que os Césares andassem acompanhados por uma espécie de "grilo falante", uma consciência externa, alguém que lhes repetisse a mesma cantilena; "Lembra-te que és mortal"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez os repórteres da Globo estejam cumprindo essa missão: lembrar-nos de que somos mortais e que a vida (a nossa e a do planeta) está por um fio. Tudo bem, continuem com seus avisos, mas não gozem da nossa cara dizendo "Tenham um &lt;i&gt;ótimo&lt;/i&gt; dia". Despeçam-se com um pouco mais de honestidade, dizendo: Lembrem-se que hoje pode ser seu &lt;i&gt;último&lt;/i&gt; dia. Aproveitem!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4377078414101308969?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4377078414101308969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4377078414101308969' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4377078414101308969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4377078414101308969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/03/humor-negro-na-globo.html' title='Humor negro na Globo'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3675219198503100422</id><published>2011-03-12T08:51:00.002-03:00</published><updated>2011-03-12T09:20:01.814-03:00</updated><title type='text'>Lucia e a Ciência</title><content type='html'>Outra vez ciência? Mas o que fazer, se adoro ler estas breves informações científicas no jornal, e passar as noites vendo o Discovery? Por onde começo? Talvez pela espantosa revelação de que o pênis masculino já foi recoberto de espinhos! Reler a Bíblia com essa nova informação me faz sorrir. Penso no Jardim do Éden, com Deus preocupado com seus filhos, e avisando: Este fruto não dá para comer: tem espinhos!  Mas, esfomeados, Adão e Eva nunca se importaram muito com essa proibição. Davam um jeito: ralavam, descascavam, espremiam, provavam… E, com tanta perícia, acabou que descobriram que há um jeito para tudo… E, de tanto se ajeitarem, as coisas acabaram se amaciando. Ainda bem!&lt;div&gt;Termino com uma história assustadora, uma nova (já não tão nova, assim) arma de guerra construída pelos americanos: Uma série de antenas que conseguem aquecer a camada de ozônio. Com isso, o sistema dos ventos é modificado e eles provocam aquecimento excessivo, chuvas exageradas, ou seja: podem matar de fome todo um povo ou impedir o deslocamento de pessoas e exércitos. Isso não é brincadeira nem hipótese: existe e está funcionando! Verdadeiramente aterrorizador, e, se levarmos em consideração as últimas notícias, quem nos garante que essas catástrofes não são provocadas por testes sendo realizados com o novo brinquedinho? Acorda Greenpeace: tem que protestar contra isso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Brinquedinhos por brinquedinhos, conto uma história de meu passado. Na inocência de meus vinte e poucos anos visitei Nova Iorque pela primeira vez. Eu e o Gui, andando por toda Manhattan, chegamos ao Greenwich Village (era assim que dizíamos na época. Agora, íntimos, é apenas Village) e foi lá que vi, pela primeira vez em minha vida, uma vitrine de sex shop. Fui atraída pela dança do que achei, de longe, que eram bonequinhos. Quando cheguei perto, descobri que eram vibradores, de todas as cores e feitios, que estavam ligados e mostrando os movimentos que eram capazes de fazer. Entre todos eles, havia um cheio de espinhos, parecendo um jiló, ou maxixe, nunca sei qual dos dois tem os espetinhos. E eu me admirei: será que alguém vai comprar isso? Meu marido, rindo, filosofou: "Há gosto para tudo!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem,  me despeço, então, agradecendo à minha vovó Eva, que gostava de maxixe! Estamos aqui por causa disso! Não vamos deixar que uns "caras de jiló" e suas funestas anteninhas transformem nosso mundo numa lama só! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3675219198503100422?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3675219198503100422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3675219198503100422' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3675219198503100422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3675219198503100422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/03/lucia-e-ciencia.html' title='Lucia e a Ciência'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-7275497122512413705</id><published>2011-03-07T09:40:00.003-03:00</published><updated>2011-03-07T10:48:02.525-03:00</updated><title type='text'>Aniversários…</title><content type='html'>Comemorar o aniversário de quem já se foi, tarefa tão difícil. Onde depositar os beijos que ainda guardo? Em que braços me perder, ou dançar, ou me apoiar? No castelo de lembranças, fugazes como nuvens, vejo as mais diversas figuras, todas jovens, tão jovens, tão vivas.&lt;div&gt;Lá fora, o Carnaval embaralha minhas ideias. A música começa cedo, desafiante. Meus olhos se desviam da alegria, mas os ouvidos são violentados. Violas? Guitarras? Cavaquinhos? Cornetas e trombones? Surdos? Tudo se mistura numa indistinta melodia que se repete, se repete, por horas.  Uma angústia me toma por inteiro: como me refugiar? Onde encontrar o silêncio no meio da alegria generalizada? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vi a notícia de um retiro, patrocinado pela Igreja. Antes retiros eram … bem, na falta de melhor adjetivo, retirados. Distantes, silenciosos, as pessoas se recolhiam e meditavam, não no sentido atual do termo, que tomou coloridos zen budistas, mas no sentido de pensar na vida, de remoer mágoas até que, transformadas numa farinha fina, pudesse ser sacudida, como poeira. Mas o retiro que anunciam é uma festa: cantos, atividades infantis, jogos… saímos de uma agitação e caímos em outra. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viajar poderia ser uma solução, caso os carnavalescos contumazes não viajassem também. Para onde vamos, encontramos um grupo munido de tamborins e altofalantes que nos incitam a "requebrar as cadeiras" ou "sacudir o popozão".  Os refúgios antigos e mais simples, como as livrarias e os cinemas foram tomados por turbas agitadas, cheias de crianças que, temerosas de mascarados, vem expandir sua vitalidade nos corredores de shoppings, entre as mesas de restaurantes, pedindo livros e novas histórias a pais exaustos (alguns até contrariados, por estarem perdendo a festa). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;É Carnaval, eu sei. Não reclamo. É o reinado de Momo, da Carne, da Alegria… Mas nem os mortos mais são respeitados. No desfile de ontem, a morte esteve presente, fazendo gracinhas, rebolando como se fosse uma vedete. Levar a morte para a avenida pode ser uma maneira de torná-la menos temível, mas nada há de fazê-la  menos definitiva. Não há contorno, nem requebro, nem desvio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Morte é morte, e nós a carregamos dentro de nós, vamos tecendo nossa mortalha lentamente, amorosamente. Essa é uma das maiores ironias disso a que chamamos de vida. "Viver é morrer um pouco a cada dia", diz o lugar comum. Mas, ao mesmo tempo, como é doce a vida! Como cada gomo dessa fruta nos satisfaz, mesmo quando nos engasga com alguma semente ou com um inesperado dissabor. Só que às vezes nossa vida parece terminar antes do prazo: o corpo se arrasta respirando e andando, ou mesmo entrevado, enquanto a alma que nos habitava se foi, voluntária ou involuntariamente. A gente se sente fechado numa sala de espelhos, se vendo refletido em mil imagens, e sabendo que não é nenhuma delas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De imagens quero apenas aquelas em que apareço acompanhada, amparada, amada. O que fazer, se agora me vejo sozinha? No meio do bloco, dos cantos, dos risos, dos mais de mil palhaços, solto um grito silencioso de socorro, disfarçado em "feliz aniversário!" Onde você estiver, não deixe que minha tristeza empane seu brilho.  Vou me cobrir de purpurina e brilhar também. Brilhar no escuro de mim mesma, sorrindo apesar de tudo, escondendo o rosto numa máscara negra que, apesar de seus esforços, não me mata a saudade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, no entanto, a lembrança de que houve um tempo em que esse era o dia mais feliz do ano para mim, me faz sorrir sinceramente. É com esse sorriso que aceno uma bandeira branca e digo, bem baixinho, feliz aniversário, eu peço paz!…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-7275497122512413705?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/7275497122512413705/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=7275497122512413705' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7275497122512413705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/7275497122512413705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/03/aniversarios.html' title='Aniversários…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3411142645838967299</id><published>2011-03-01T20:28:00.002-03:00</published><updated>2011-03-01T20:47:28.313-03:00</updated><title type='text'>Feliz aniversário</title><content type='html'>Quantas cidades existem com o charme do Rio? Juro que não conheço outra igual. Pelas minhas andanças pelo mundo afora, já visitei muitas cidades à beira mar, e nenhuma se comparou. Nem as de beira rio se compararam. Essa mistura inesperada de mar e montanha, de lagoa e ilha, de jardins e selva de pedra e o sol se derramando compensam a sujeira das ruas, os buracos do asfalto, o engarrafamento nos túneis, etc.&lt;div&gt;Minha cidade ainda não é velhinha. Em termos de cidade, ela ainda não está nem na meia idade. Espero, no entanto, que ela já tenha ultrapassado a fase do crescimento. Ela já é bem desenvolvida, não precisa exagerar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha cidade é linda em dias de sol, embora faça nossa cabeça ferver e nosso corpo suar. Minha cidade é linda em dias de chuva, apesar de se alagar, desmoronar, enlamear. Em que outro lugar do mundo a gente pode se engarrafar olhando o mar? Em que outros engarrafamentos alguém vai se lembrar de trazer água geladinha ao nosso alcance, e comidinhas para enganar a nossa fome, e espetáculos circenses para distrair nossa impaciência? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós, os cariocas, muitas vezes maltratamos nossa cidade, mas ela consegue se reinventar e zombar de si mesma, seja numa marchinha bem humorada, seja num novo modismo. Por exemplo, quando o pier enfeiou a praia de Ipanema, os cariocas transformaram o horror em ícone, e até hoje tem gente que tem saudade do monstrengo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não queria deixar passar esse dia sem jogar meus beijos estalados pelos ares da cidade aniversariante. Amo o Rio, e peço a todos que me leem: amem o Rio também. Olhem à sua volta e vejam todas as belezas e os recantos merecedores de carinho, respeito e atenção. Mostrem seu amor não jogando lixo no chão, não estacionando no meio da rua para não atrapalhar o trânsito, não indo de carro quando podem ir à pé, ou de bicicleta, ou de transporte público. Votem em pessoas que também amem a nossa cidade. E sorriam para as pessoas que encontrarem, sejam gentis. Sejamos todos agradecidos a tantas coisas de bom que nossa cidade nos oferece!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU RIO DE JANEIRO!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3411142645838967299?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3411142645838967299/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3411142645838967299' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3411142645838967299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3411142645838967299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/03/feliz-aniversario.html' title='Feliz aniversário'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6287388560717849529</id><published>2011-02-27T10:17:00.002-03:00</published><updated>2011-02-27T10:31:41.698-03:00</updated><title type='text'>Scliar</title><content type='html'>Hoje perdemos uma pessoa admirável, o nosso querido Moacyr Scliar. Gostava de ficar escutando suas histórias, pois ele era um exímio "contador". Ele, modesto, dizia que tinha aprendido isso com o pai. E até contava alguns casos do pai. Mas o que ele contava mesmo bem eram histórias da mãe: sabe como é, mãe judia, em seus extremos amorosos, parece mesmo obra de ficção. E a gente ria, escutando ele contar coisas que deviam remexer o mar de saudades que ele carregava dentro de si. Outras histórias eram sobre o filho, o único filho, que não gosta de ler (segundo ele contava, talvez para fazer graça) e as estratégias que ele inventava para obrigar o filho a ler. Só que eu ficava pensando que, se o Moacyr Scliar fosse meu pai, eu provavelmente não gostaria de ler também, pois quem não quer ficar escutando alguém nos contar histórias e nos divertindo em conjunto ao invés de ir para seu quarto e ler sozinho? Quem tem uma pessoa que conta histórias em sua casa, e conta bem histórias, só passa a ler quando o repertório do contador se esgota. O problema é que, com sua criatividade, as histórias de Scliar iam se multiplicando, sempre novas, sempre saborosas. Compreendo seu filho, e sei que agora ele há de procurar nos livros os ecos de sua voz, e encontrará consolo na leitura.&lt;div&gt;Vai em paz, Scliar, e que não te faltem histórias para contar e escutar pela eternidade. Nós sentiremos sua falta, mas honraremos sua memória e sua generosidade com nossas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desculpem andar escrevendo pouco aqui no blog, mas estou soterrada de trabalho e meio paralisada de tanta desorganização. Se eu sobreviver, voltarei com força total depois de Abril, o mais cruel dos meses! Quem sabe até pronta para dançar um tango?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6287388560717849529?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6287388560717849529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6287388560717849529' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6287388560717849529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6287388560717849529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/02/scliar.html' title='Scliar'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5025941222559460247</id><published>2011-02-14T13:49:00.002-02:00</published><updated>2011-02-14T14:03:28.336-02:00</updated><title type='text'>FUNK!</title><content type='html'>Descobri o Funk. Tardiamente, é verdade, ele já anda por aí há um tempão.  E eu já tinha ouvido, e reclamado muito dele.  Da última vez que fui para Angra, um vizinho montou um quiosque na praia e brindou a todos com suas preferências musicais até altas madrugadas. Detestei, e continuo detestando isso, pessoas que esquecem que os outros podem estar no mood para uma canção romântica, ou para uma daquelas poderosas e catárticas músicas de fossa. Só que agora estou indo para uma aula de ritmos, na minha academia. E dançamos de tudo, de samba a bolero, de  axé a funk. Bem, quando digo "dançamos" quero dizer que os outros dançam e eu me atrapalho, mas é divertido, e alegre, e é o único exercício físico para o qual vou bem disposta. Não sei quantas aulas aguentarei, pois fico literalmente exausta. O som é de boa qualidade, até mesmo o funk é legal, assim em pequenas doses, misturadas a outras músicas. &lt;div&gt;Amanhã o Ari, professor bailarino que, no uniforme da academia, me faz lembrar o cisne negro, vai dar uma aula de ZUMBA, uma novidade, patenteada pelos gringos, que mistura uns ritmos latinos. Ele avisou que a gente pode levar quem quiser, vai ser uma aula aberta ao público: Então convido: TODA A GENTE! Amanhã, dia 15 de fevereiro, às 12:30, na Body tech da Ataulfo de Paiva. É só dizer que é convidado do Ari. Compareçam, embora eu não possa garantir que dançar zumba seja tão divertido como dançar, muito mal, o funk.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5025941222559460247?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5025941222559460247/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5025941222559460247' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5025941222559460247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5025941222559460247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/02/funk.html' title='FUNK!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-734205948498469979</id><published>2011-02-08T09:13:00.002-02:00</published><updated>2011-02-08T09:27:17.128-02:00</updated><title type='text'>Um beijo no Jabor</title><content type='html'>Leio hoje no Jabor, que fala sobre Picasso, a seguinte frase: "A morte acontece, mas não existe. Só existe a vida". &lt;div&gt;Não resisto e sapeco-lhe um beijo! Um beijo pelas palavras entusiásticas sobre Picasso, um beijo pela frase, verdadeira (se morrer é deixar de ser, então a morte não é). Um beijo que me tire o amargor de não ter ido a Paris ver Basquiat, Monet, Van Gogh…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas também lhe aplico um pequeno puxão de orelha: Que esnobismo é esse de não ir a Museus no Brasil?! Corra, menino, vá ao CCBB e veja a exposição de Escher. Você pode ter ido ao museu dele na Europa, pode ter visto retrospectivas suas em NY , mas em nenhum outro país verá seu próprio povo, aquele que não tem como pegar um avião para tomar suas pílulas de cultura, se deliciando e sendo estimulado pelas instigantes criações do mestre. A exibição é dupla: de um lado, os trabalhos, de outro, o público. Se Escher pendurado em paredes brasileiras não lhe interessa, vá e olhe para os rostos de adultos e crianças, absolutamente encantados, divertidos, absortos na contemplação e decifração das ilusões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, aproveite que já está no centro e dê uma chegadinha no MAM. Tem jovens brasileiros que fazem arte vibrante e empolgante. E visite os outros museus, dê o exemplo, e talvez, assim, um dia a gente não perca mais nosso patrimônio para outros museus e se veja obrigado a conhecer o Brasil no estrangeiro…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-734205948498469979?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/734205948498469979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=734205948498469979' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/734205948498469979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/734205948498469979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/02/um-beijo-no-jabor.html' title='Um beijo no Jabor'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-9063951034512089522</id><published>2011-02-06T12:27:00.002-02:00</published><updated>2011-02-06T13:16:08.773-02:00</updated><title type='text'>Chá de telômero, creme de sirtuína</title><content type='html'>Quem me lê com frequência sabe que sou uma cientista frustrada. Estou sempre me maravilhando com a criatividade da ciência! O mundo continua o mesmo, mas os cientistas estão sempre mudando de discurso, né não? E me maravilhando!&lt;div&gt;Agora saímos do Eldorado e de sua fonte da juventude e passamos à casa de chá onde todos os sonhos se realizam. Imaginem as amigas se reunindo para um chazinho da tarde, um chá de telômero, que o mundo pode ainda não saber, mas está presente nas folhas de uma planta amazônica ainda não catalogada, mas já à venda naquela casa transadinha na fronteira entre Ipanema e Leblon. Nos dias de calor, um sorvetinho cai bem, e é o sabor creme com sirtuína o que virou campeão de vendas da Mil Sabores. E é assim que as cariocas antenadas pretendem manter sua juventude eterna. Algumas começaram a se preocupar com isso mais tarde, já não há muito o que conservar. Outras, ainda na infância, se preservam, evitando que o tempo faça das suas em suas bochechas eternamente infladas e em seus olhos para sempre abertos, contemplando o mundo com o espanto inaugural de cada dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desta vez, no entanto, não foram as notícias científicas que me deixaram boquiaberta, mas um anúncio que me revelou novas possibilidades de beleza: a CAVITAÇÃO! Tinha uma vaga ideia de que o termo se referia a coisas de engenharia e fui correndo para o Aurélio, confirmar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cavitação está lá.  1. &lt;i&gt;Fis&lt;/i&gt;. Formação de bolhas de vapor ou de gás em líquido por efeito de forças de natureza mecânica, 2. &lt;i&gt;Eng, Ind. Restr&lt;/i&gt;. Formação de bolhas de vapor na superfície de um sólido que se move em um líquido. No entanto, a firma que oferece a nova técnica diz que esta é uma alternativa à lipoaspiração. (Troque sua gordura por uma bolha de vapor!) Isso está me cheirando à cavilação!… (Ora! Vão vocês ao dicionário e aproveitem para descobrir o significado de Cazuza, ali pertinho…)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aí me lembro de que, na sessão de ciência, do jornal, falavam do uso das células-tronco de lipoaspiração para rejuvenecer a face. Se optarmos pela cavitação, perdemos as células-tronco? Volto aos segredos estéticos de minha avó: tutano batido e deixado ao sereno, que servia para… Ih! Esqueci! Só me lembro que era um creme muito fedorento. Mas as células-tronco deviam estar lá. Afinal, tutano não é medula óssea? A danadinha já sabia! Pena que eu não aprendi a cavitar (êpa, isso existe?) a mistura de tutano, que talvez servisse para curar as dores provocadas por um Cazuza. Ah, que sei eu?! Volto às minhas fantasias, à espera que me convidem para o chá, ou o sorvete. Por enquanto, vou tentando o chá verde, mas o que me agrada mesmo é a receita do vinho tinto. Faz bem? Dizem que, para fazer bem, eu precisaria ficar vivendo dentro do barril de vinho. Portanto, tomo meu vinho tinto (no inverno) e chá gelado no verão e fico feliz, mesmo sem resultados. Agora a Elza Soares, acho que foi ela, recomendou o mate. Eu, que não tenho parceiro, não preciso dele para nada, a não ser para me refrescar nos dias de praia. Então vou ficando por aqui, esculpindo, com palavras, minhas máscaras de comédia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Boa semana para todos. E não deixem de assistir Cisne Negro, um filmaço!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-9063951034512089522?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/9063951034512089522/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=9063951034512089522' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9063951034512089522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/9063951034512089522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/02/cha-de-telomero-creme-de-sirtuina.html' title='Chá de telômero, creme de sirtuína'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4067233395999642335</id><published>2011-01-27T15:42:00.002-02:00</published><updated>2011-01-27T16:01:34.818-02:00</updated><title type='text'>Mais caricaturas</title><content type='html'>Antes de escrever, agradeço aos comentários que me deixam aqui no Blog, ou no Facebook. Obrigada, minha gente. Vocês me dão um estímulo danado! &lt;div&gt;Voltando às caricaturas, lembrei das rainhas da aeróbica. Elas já acordam de manhã cedo com suas roupinhas de ginástica e fazem tudo vestidas assim: levam filhos ao colégio, passam no supermercado, fazem seus exames de sangue, vão aos almoços com as amigas.… Não sei a que horas fazem a aeróbica propriamente dita, mas elas estão sempre em forma, e não cansam de se admirar em qualquer superfície espelhada: vitrines, espelhos, portas de edifícios, elas sempre jogam uma olhadinha para verificarem se seus bumbuns continuam empinados e se as panturrilhas estão bem delineadas. Nas academias, nas aulas de grupo, elas tomam logo os lugares da frente, para poderem acompanhar as suas evoluções no espelho. Sabem o nome e o dia de aniversário de todos os instrutores, e estão a par de suas aventuras amorosas. E como os professores de ginástica têm uma vida amorosa agitada! Escuto os relatos da aluna que "chega junto"; da gata que preferiu o personal ao marido; do marido que, depois de algumas sessões de agachamento com a professora agachou-se com um anel e um pedido de casamento etc. Os caras bombados, bombadíssimos, que falam de mulheres mas lançam olhares invejosos para os torsos masculinos também são comuns nas academias. E os aposentados, em ótima forma física, malhando todos os dias e reclamando das mulheres que não são capazes de arrumar seus armários do jeito que eles querem. Para esses coroas é importantíssimo poderem ser capazes de se vestir no escuro: "Do lado esquerdo ficam as meias pretas, do lado direito as marrons. Se elas mexem nessa ordem, corro o risco de sair com sapatos marrons e meias pretas". E passam mais de hora explicando como está o closet que tem as camisas penduradas em degradé, igualzinho nas lojas. Um dia sugeri que um deles escolhesse, como próxima esposa, uma vendedora da loja preferida dele. Não sei se ele ficou chateado ou se sua expressão traduzia o êxtase de quem acaba de ter uma revelação transcendental. Acontece que, naquele mês, abandonei a academia e não sei como terminou a saga. De vez em quando, passo por ele na rua e vejo que suas roupas continuam combinadas. Ou ele continua solteiro ou casou mesmo com a vendedora. E que todas as nossas manias sejam assim fáceis de contentar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4067233395999642335?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4067233395999642335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4067233395999642335' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4067233395999642335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4067233395999642335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/mais-caricaturas.html' title='Mais caricaturas'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6724777362225703273</id><published>2011-01-26T10:36:00.002-02:00</published><updated>2011-01-26T10:56:11.048-02:00</updated><title type='text'>Aniversários</title><content type='html'>Ontem, 25 de janeiro, foi aniversário de São Paulo.  Da cidade, não do santo. Acho que não se tem notícias de quando fosse o aniversário do santo que, antes de ser santo, foi coletor de impostos. Como estou dando aula sobre Guerra do fim do mundo, livro de Vargas Llosa sobre Canudos, lembro que o Conselheiro aceitava em seu povoado todos os tipos de pecadores, menos os ex-coletores de impostos. São Paulo não teria entrado em Canudos, vejam só. Mas São Paulo, a cidade, entra em meu panteão de cidades queridas. Todo o mundo estranha, uma carioca que gosta de Sampa, será que é normal? &lt;div&gt;Confesso que fui doutrinada por Caetano, com seu lindo hino a São Paulo e deixei que alguma coisa acontecesse em meu coração. Mas não é quando cruzo suas ruas movimentadas e ainda mais sujas que as do Rio. É quando passo pelos parques de SP, pelas ruas arborizadas e ainda cheias de casas, quando passeio pelas ruas chiquérimas, com edifícios rodeados de jardins, altos como babéis. É quando encontro um comércio pequenininho, com jeito humilde, persistindo junto a lojas que chegam a intimidar com seu luxo e grandiosidade. Também me encanta, carioca praiana, o caos labiríntico de uma cidade sem mar. Como é que alguém se orienta em SP? Nem pelas estrelas, há muito tempo invisíveis no céu poluído!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto dos teatrinhos escondidos em ruas residenciais. Amo a sala São Paulo, orgulho da cidade. Gosto dos parques, que criam perspectivas. Gosto (gostava, antes do GPS) de tomar um táxi, dizer meu destino e descobrir que o motorista de táxi não fazia ideia de onde ficava o restaurante que nos haviam recomendado como o melhor da cidade… E rodávamos por umas duas horas, numa excursão pelas ruas escuras e molhadas da cidade. Pois São Paulo é uma cidade escura, deserta, povoada por círculos iluminados onde alguns "fiéis" se reúnem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São Paulo é uma cidade cheia de códigos: A turma daqui não frequenta a turma dali. Daí que é preciso ter muitos amigos em SP, para podermos visitar vários pontos da cidade. Num dia vamos à praça, noutro à mercearia. Num dia vamos à Itália, noutro vamos ao Japão. Num dia vamos ao museu, outro dia vamos às compras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto de São Paulo, acho que porque é uma cidade aquariana, como eu. Parabéns, São Paulo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo atrasado, aqui fica o meu abraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6724777362225703273?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6724777362225703273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6724777362225703273' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6724777362225703273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6724777362225703273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/aniversarios.html' title='Aniversários'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6914431079854790367</id><published>2011-01-25T13:45:00.002-02:00</published><updated>2011-01-25T14:04:18.632-02:00</updated><title type='text'>Maravilhas da ciência</title><content type='html'>Sou fascinada pelas notícias científicas que aparecem no jornal. A de hoje, por exemplo, me deixou esperançosa: nunca o quilo foi tão leve quanto hoje em dia. Aleluia, senhor! Só assim nossa luta contra a balança não parece tão vã. Fui ler, para saber quanto eu havia emagrecido e me decepcionei: O quê? Um grão de areia em cada quilo? Me pareceu muito pouco. Tão pouco que nem merecia ter sido noticiado. Mas, continuando a leitura, o artigo insistia que isso era importante pois tínhamos que pensar nas toneladas. Grande coisa. Ao invés de um grão de areia, mil grãos de areia. Coisa que cabe num punho de criança e que a gente dispensa assim, liberalmente, enfeitando castelos criados na beira da praia, sacudindo um chinelo, coisas triviais.&lt;div&gt;Mas aí lembrei de Canudos. Quatro anos de guerra porque os adeptos do Conselheiro não conseguiam se ajustar ao sistema métrico. Como é que transformavam "passos" e "braças" numa coisa estranha e abstrata, uma vareta de metro? Quem estava por trás dessa novidade? O anticristo, que, desprezando a criação de Deus, que nos dava pernas e braços para medir nosso espaço, inventava uma vareta e dizia que era esta nossa certeza absoluta. Vejam só. O metro diminuiu, o segundo encurtou, o quilo emagreceu. O anticristo solapou até mesmo sua própria certeza. E nos deixa neste mundo, cada vez mais conscientes de sua precariedade, de sua transitoriedade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na viagem que fiz à Verona, estive na praça onde estavam marcadas as medidas para o comércio. Era ali, no trono do príncipe, que estavam as medidas. Em caso de dúvida, era só dar alguns passos e conferir. O punhado de lenha, o comprimento do tecido, o peso do sal, naquele tempo distante estava tudo determinado, às claras. E a ninguém ocorria verificar se a medida estava dentro das medidas. Agora, aquele quilo safado, enclausurado em quartos e redomas, perde sua substância – perde sua alma. E todos ficamos desorientados, sem saber o que foi que aconteceu. Talvez seja melhor colocarmos nossos valores em público e deixar que todos nós cuidemos deles. Quem sabe? Talvez assim, no consenso, se encontre o verdadeiro peso das coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6914431079854790367?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6914431079854790367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6914431079854790367' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6914431079854790367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6914431079854790367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/maravilhas-da-ciencia.html' title='Maravilhas da ciência'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1770237936291816733</id><published>2011-01-17T11:26:00.004-02:00</published><updated>2011-01-17T23:26:56.494-02:00</updated><title type='text'>171</title><content type='html'>Hoje, 17 de janeiro, dia do 171, me revolto contra um tipo de pessoa que surge nesta época de desolação: os descrentes de tudo. A gente escuta essas pessoas reclamando que não vão fazer doação em espécie porque algum espertalhão vai ficar com o dinheiro. Depois ainda nos dizem que não tem certeza de que as doações de roupas e alimentos vão ser encaminhadas "para lá", pode ser que fiquem no caminho, alegam. E isso ainda não é o bastante. Dizem que vão entregar pessoalmente a alguma pessoa conhecida, mas não vão comprar absolutamente nada para dar, pois só vão doar as coisas que já tem em casa. Na verdade, essas pessoas são nocivas, mesmo pensando que são generosas, elas estão levantando calúnias sobre a espécie humana. Se elas desconfiam da distribuição, guardem isso para si, e vão trabalhar como voluntárias. Se suspeitam que as pessoas não vão receber seu auxílio de coisas em desuso (na verdade me parece que estão pretendendo fazer uma limpeza em seus armários, ao invés de doarem qualquer coisa), que doem seu tempo e sua honestidade para ir pessoalmente verificar as entregas. Afinal, não estão doando para o Haiti, mas para Petrópolis, lugar que fica pertinho.&lt;div&gt;Ser solidário não é uma obrigação, tem pessoas que não o são. Mas, por favor, não desmereçam as belezas que estamos vendo e das quais estamos sendo informadas. Não desprezem a filha, que, ao procurar a mãe, acaba se envolvendo na preparação e distribuição de alimentos. Não façam pouco do rapaz que cava, com as próprias mãos, o barro e a lama, na esperança de resgatar alguém. Não voltem as costas para quem está nesta situação, dando uma de Cigarra e Formiga: "quem mandou construir onde não devia?" &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se não pode dar, não diminua o donativo dos outros. Pode ser que aquela chupeta oferecida por uma criança a outra seja tudo o que a desfavorecida precisasse para se acalmar e conseguir dormir. Deixem que seus corações batam no compasso dos outros, mas, se lhes for impossível isso, ao menos não enxovalhem os esforços dos outros!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1770237936291816733?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1770237936291816733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1770237936291816733' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1770237936291816733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1770237936291816733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/171.html' title='171'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6200014650314169164</id><published>2011-01-16T10:23:00.002-02:00</published><updated>2011-01-16T11:01:07.556-02:00</updated><title type='text'>Caricaturas</title><content type='html'>Às vezes tenho vontade de fazer umas croniquetas, tipo os "&lt;i&gt;retratos inesquecívei&lt;/i&gt;s" da New Yorker, mas, ao invés de retratos, fazendo caricaturas de mulheres e homens que observo pelas ruas. Poderia falar, por exemplo, da "&lt;i&gt;atrasadinha&lt;/i&gt;". Não daquela que chega atrasada aos lugares, mas daquela que só vê as coisas depois de ocorridas. Aquela que é doida para arrumar um namorado, mas que só vê que o cara estava de olho nela depois que a amiga avisa: "Pô, Fulana, você não viu que ele não tirava os olhos de você?" Ela não tinha visto, e agora era tarde. Com torcicolo, de tanto virar para olhá-la, o cara já está indo embora da festa. Ou, pior ainda, já cruzou o olhar com aquela "&lt;i&gt;auto&lt;/i&gt;-&lt;i&gt;estimosa&lt;/i&gt;", que acha que todos os olhares lançados são para ela. O velhinho que estiver tendo um derrame e olhar para ela pedindo socorro, vai ganhar um sorriso e um cartãozinho com o celular dela. "Me liga outro dia, gato! Hoje estou acompanhada, não vai dar. Mas… que é isso? Não fique tristinho, não precisa dar uma de Cazuza e se jogar aos meus pés! O que é isso, homem de Deus? Eu, hein?!Gente, socorro, acode aqui, o carinha foi flechado por Cupido e teve um piripaque!" &lt;div&gt;O contrário desta é aquela mulher que se acha um horror, e acredita que todo o mundo está olhando para ela, de zombaria. "Aquele casal que chegou, viu só como eles riram da minha cara? Devem estar imaginando o que uma baleia como eu está fazendo encalhada nesta praia de bacanas!" Pior do que essa é a "&lt;i&gt;simpática&lt;/i&gt;". Ela pega suas vítimas nas filas, nas salas de espera, nos bancos de ônibus. Sorridente, faz uma pergunta qualquer, óbvia: "Esta fila é do cinema?" "Este ônibus passa em Copacabana?" "A doutora está atrasada?" e logo embala num monólogo sobre o horror das enchentes. Ela deve ter preparado cuidadosamente esse monólogo, pois relembra todas as enchentes ocorridas naquela região. "Sabe, em 1902, a imprensa nacional já tinha categorizado a região como área de risco. A mortandade foi grande e o resgate se estendeu durante seis meses, pois naquela época não havia ainda os recursos de hoje. Nada de helicóptero, nem de retroescavadeiras. Algumas pessoas foram resgatadas de balão. Já imaginou? De balão?!" Essa leva qualquer um à total anestesia intelectual. Mas às vezes ela encontra um adversário à altura, o "&lt;i&gt;sabetudo&lt;/i&gt;". Esse se dedica a corrigir os detalhes das informações da &lt;i&gt;simpática&lt;/i&gt;: "No tsunami morreram quase um milhão de pessoas, e tudo por falta de um sistema de alerta!", proclama esta. Mas o &lt;i&gt;sabetudo&lt;/i&gt; corrige: "Na verdade, morreram apenas 825.193 pessoas. Desaparecidas ficaram 932 crianças, 643 turistas alemães, 196 idosos e 47 mergulhadores. Os feridos ultrapassaram a casa do milhão, mas esta é uma estimativa, porque nos hospitais foram atendidos 987.789 pessoas. O problema é que milhares de pessoas sofreram ferimentos leves, que não foram tratados nos hospitais…" A conversa se estende, para desesperos dos &lt;i&gt;apressadinhos&lt;/i&gt;: "Será que ainda vai demorar muito para abrir?" "Porque será que eles nos deixam aqui fora, neste calor? Isso é desumano, lá dentro tem ar condicionado" Mas, uma vez abertas as portas, quando todos estão no ar condicionado, começa a fala da &lt;i&gt;descontente&lt;/i&gt;; "Será que só eu estou sentido frio? Não dá para abaixar a temperatura?" Que logo é corrigida pela mulher do &lt;i&gt;sabetudo&lt;/i&gt;: "Aumentar a temperatura. Sai um tremendo bateboca, mas deixo vocês escaparem deste suplício. Volto outro dia, com outras caricaturas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S. Tenho um bocadinho de cada uma dessas pessoas. Mas, quando noto, me corrijo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6200014650314169164?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6200014650314169164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6200014650314169164' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6200014650314169164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6200014650314169164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/caricaturas.html' title='Caricaturas'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5279056782311176639</id><published>2011-01-10T08:55:00.003-02:00</published><updated>2011-01-10T09:36:28.503-02:00</updated><title type='text'>Dando carona na cama</title><content type='html'>Quem leu o Joaquim Ferreira dos Santos hoje sabe que tirei meu título de sua crônica. Ele nos brinda com lições sobre "escrever" e eu fico horrorizada ao perceber que desrespeito quase todas as regras estabelecidas no texto (com ou sem ironia). Na verdade, o que ele faz é uma jogada meio manjada: faça o que eu digo mas não faça o que eu faço! O texto de JFS se  notabiliza (e olha que eu podia escrever destaca e evitar este parênteses!) por lugares comuns revisitados, por gírias malandras recuperadas do fundo do baú das memórias. Sem medo da breguice e do popularesco, ele mergulha em temas e formas que muitas vezes estão ultrapassadas para trazê-las de volta com um detalhe novo, que as atualiza. JFS é um fashionista, um daqueles caras que ama pegar as velharias do passado, encostadas no sótão desde o tempo de nossas avós, e combinar polainas com minissaias e bermudas de surfista com camisas de frufru. Mas não vim aqui discutir esses detalhes, e sim comentar duas de suas frases: "Escrever é dar carona", "escrever é desarrumar a cama". &lt;div&gt;Adoro a primeira. O escritor dá carona na sua sensibilidade, na sua visão, nas suas veredas. É como um guia, que pega o leitor pela mão e diz: vem que vou te mostrar a vista linda (ou horrível, ou atemorizante, ou perversa) que descobri!  Vemos com os olhos dos outros, sentimos com as emoções dos outros e desfrutamos nossa própria sensibilidade sem o perigo de embotá-la em sofrimentos e emoções reais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da segunda, não sei se gosto. Compreendo, mas faço objeções. Em que situações desarrumar a cama é bom, me pergunto? E o que significa mesmo desarrumar a cama? Há uma desarrumação que ocorre no "torvelinho das paixões" –eita!– outra que acontece nos "espasmos da febre"; há desarrumações sem fim, em diversas gradações, e o pior é que suspeito de que a gente só se sente confortável mesmo depois que re-arruma a cama. Não sei se vocês, meus queridos leitores, concordam com isso.  Talvez a frase me incomode por dar muita importância à cama, lugar sagrado.  Meu amado Proust escreveu toda sua obra deitado numa cama, com tinteiros ameaçando a limpeza dos lençóis, almofadas em excesso, xales e mantas protegendo-o do frio do quarto sem aquecimento. Sua fiel Celeste, porém, estava a postos, tirando as migalhas do croissant, esticando lençóis, prendendo as pontas soltas, substituindo, lavando, engomando. Sabemos, por ela, que ele não tolerava nada que não fosse da mais alta qualidade. E ao lermos o texto saído de entre esses lençóis, ficamos certos de que ela não mentiu: Proust era perfeccionista, obsessivo, detalhista. Então me lembro de uma modalidade de corrida, onde os veículos precisam ser não-convencionais. Acho que vi isso pela TV. Os participantes corriam dentro de barris, em carrinhos de rolimã, em bicicletas aladas, em banheiras e em camas. Recordo bem do sujeito, vestido com um camisolão e uma touca de dormir, numa cama sobre rodas correndo desabalada pela rua. Não me perguntem quem ganhou a corrida. Só sei que torci pela cama. Na verdade, a cama, que nos leva aos sonhos, é o veículo mais possante que conhecemos. Por isso, pego carona nesta cama e lá vou eu, aproveitando a deixa da partida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5279056782311176639?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5279056782311176639/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5279056782311176639' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5279056782311176639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5279056782311176639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/dando-carona-na-cama.html' title='Dando carona na cama'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6506394006435009217</id><published>2011-01-07T09:44:00.002-02:00</published><updated>2011-01-07T10:22:54.276-02:00</updated><title type='text'>Maioridade!</title><content type='html'>Ia escrever sobre amizades no Facebook, mas aí percebi que já tive mais de 21 mil hits. Hurra!&lt;div&gt;Hurra é antigo demais, não acham? E eu, todo início de ano, me divido entre o futuro e o passado, atraída pelo novo mas temerosa em deixar tudo o que for "velho conhecido". Para mim, nunca funcionam esses propósitos de tudo novo no Ano Novo. Por exemplo, se tenho que limpar o armário, separando o que for velho para passar adiante, esta é a pior época possível. Preciso aguardar uma daquelas manhãs em que acordo absolutamente esvaziada de reflexões e lembranças. Aí, irrefletidamente, tiro tudo do guarda-roupa e dou, sem nenhum problema. Na verdade, sou uma pessoa bem generosa. Gosto de dividir, de oferecer, de acolher. Se gostam das coisas que tenho (se não tiverem sido presentes e adquirido, com isso, um valor sentimental) eu ofereço. Empresto roupas de festa (emprestava, é melhor, uma vez que depois que o Guilherme morreu não tive mais ocasião de comprar roupas de festa), dou roupas de lã para amigas que viajam para o frio, passo adiante sapatos e bolsas… Dou canetas e lápis, trago presentinhos para minhas alunas e colegas proustianas sempre que viajo. Compro livros para uns e outros porque sei que uns e outros vão adorar os tais livros… Uma vez, ainda garota, fui viajar e fiquei sem dinheiro no final do passeio. Não havia problema, pois tudo estava pago, esse dinheiro que me faltou era apenas para comprar coisas. E eu já tinha comprado os presentes que ia trazer para a família. Daí que o pai de uma amiga com quem eu estava viajando fez questão de me emprestar um dinheirinho, para eu não ficar a nenhum. Era coisa pouca, mas era um dinheirinho. Aceitei feliz, saí para passear pelas ruas de Roma e me vi frente a uma linda barraca de flores. Estávamos no inverno, e aquelas flores coloridas me deixaram de tal maneira eufórica que comprei um buquê e levei de presente para a amiga cujo pai, pouco tempo antes, fizera questão de me emprestar a quantia. Eu estava tão feliz entregando as flores para sua filha que ele nem teve coragem de zangar comigo. Ela sim, falou que eu era inconsequente. Guardei o resto do dinheiro e não gastei mais nem um centavo, até chegarmos ao Brasil. Muito responsável, depois do sermão de minha amiga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando me casei, vivia de mesada (éramos dois garotos, estudantes, sem emprego e sem noção). A do Gui chegava todo fim de mês. A minha, como era remessa internacional, atrasava e chegava lá pelo dia 15 ou depois. Nós pagávamos as contas com a mesada do Gui, e vivíamos frugalmente durante todo o mês. Mas, no dia em que chegava a minha mesada, tínhamos um dia de festa. Íamos ao melhor restaurante, assistíamos a um show ou a uma peça de teatro, fazíamos uma loucura que acabava com praticamente tudo o que eu recebia. No dia seguinte, voltávamos ao nosso cotidiano pobrezinho e humilde, mas com alegria. Estávamos renovados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E assim volto eu ao tema do novo: novos tempos, novos pensamentos, novas amizades. Tenho andado fugindo do Facebook. Descobri que não sei administrar esse novo tipo de amizade. Com muita frequencia recebo pedidos de amizade no FB. Fico feliz, gosto de ter amigos, mas agora estou ficando angustiada: Como ser amiga de tanta gente? Agora no final do ano, por exemplo, meu desejo era ter mandado uma mensagem individual para cada um dos amigos da lista. Mas onde encontrar tempo para fazê-lo? Juro a vocês que sou boa amiga: eu gosto de gente. Gosto mesmo, tenho prazer em escutar as histórias das pessoas, gosto de trocar sorrisos e olhares, me agrada estar com elas em seus programas, mesmo naqueles que não são meus preferidos, só para desfrutar da companhia. Gosto de estar atenta aos seus sucessos e de me congratular com elas. Fico feliz pensando em uns e outros, admirada com a sorte que tenho de ter merecido suas amizades e gestos de carinho. Tenho saudade dos amigos distantes, compartilho da dor dos amigos que sofrem, vibro quando descubro que um deles gostou do livro que recomendei e que outro só foi assistir ao filme porque insisti, e adorou. Lamento quando indico um programa que desagrada aos amigos... chega! vocês já entenderam o que quero dizer. O problema é que com o FB não sou capaz de fazer nada disso. Nem entendo direito qual a "etiqueta", qual a regra de comportamento.  Venho aqui para fazer uma espécie de ato de contrição: lamento se não estou sendo a "amiga" ideal. Mas amiga virtual é um conceito que ainda não entendi direito. Mandem-me dicas! Ensinem-me! Quero aprender a ser amiga nos tempos modernos. Saibam que me sinto feliz em receber tantas solicitações de amizade, e que só quero é ser capaz de retribuir à altura. Beijos a todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6506394006435009217?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6506394006435009217/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6506394006435009217' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6506394006435009217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6506394006435009217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/maioridade.html' title='Maioridade!'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1600787998189367060</id><published>2011-01-04T08:36:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T08:52:42.176-02:00</updated><title type='text'>Memórias…</title><content type='html'>Minha querida T.T. continua sendo minha leitora fiel. Graças à ela, que me posta alguns comentários, me vejo obrigada a voltar aos meus "posts", pois, não sei por quê, o blog ativou uma função de moderação que me dá o direito de publicar ou não os comentários. Tecnologia não é mesmo minha praia, embora eu adore um brinquedinho novo!&lt;div&gt;Pois foi assim que voltei ao dia 24 de fevereiro de 2009, ou 2010, nem prestei atenção e reli o que tinha escrito no dia. Eu mesma me surpreendi. Algumas daquelas lembranças só me ocorreram, sem dúvida, graças a alguma associação de pensamentos impossível de recuperar. E me despertaram outras. Por exemplo, o locutor Leo Batista era amigo do meu avô. Mas, naqueles tempos prehistóricos, a TV era em preto e branco. Daí que era com muito orgulho que sabíamos que o cabelo do Leo era vermelhíssimo. Ele foi o primeiro ruivo de minhas relações. Depois tive (ainda tenho!) uma amiga ruivinha, mas com o passar do tempo seus cabelos mudaram de cor. Mas ela continua especial, só que muito distante. A sortuda vive em Paris!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu mesma nasci ruiva, como me contavam. Mas isso não dá para ver nos retratos, os terríveis retratos em preto e branco, instantâneos desfocados que mal me permitem reconhecer minha silhueta. Mais tarde meus cabelos ficaram louríssimos. Esses posso ver nas fotos, e nas mechas que cortavam e guardavam em envelopes. Depois foram escurecendo, mas sempre ficaram saudosos de seus reflexos dourados: qualquer sol que eu tomasse eles abriam mechas. No verão eu era mais bonita que no resto do ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Volto outra hora, com mais recordações. Hoje o horário está apertado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1600787998189367060?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1600787998189367060/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1600787998189367060' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1600787998189367060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1600787998189367060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/memorias.html' title='Memórias…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8552318630832416107</id><published>2011-01-02T07:34:00.000-02:00</published><updated>2011-01-02T07:36:19.312-02:00</updated><title type='text'>Ano Novo</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8552318630832416107?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8552318630832416107/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8552318630832416107' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8552318630832416107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8552318630832416107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2011/01/ano-novo.html' title='Ano Novo'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5781136132995207720</id><published>2010-12-17T09:40:00.002-02:00</published><updated>2010-12-17T09:47:18.177-02:00</updated><title type='text'>Conto de Natal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TQtNpFb4WlI/AAAAAAAABbA/JIib9SamAOo/s1600/images-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 201px; height: 251px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TQtNpFb4WlI/AAAAAAAABbA/JIib9SamAOo/s400/images-1.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5551616333893360210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já há alguns anos que tenho feito um conto de Natal para a Histórias Possíveis, revista virtual com a qual contribuo desde que surgiu. Este ano, não vamos ter especial de Natal. Mas resolvi escrever meu conto natalino e publico aqui, com votos de que meus leitores queridos tenham Boas Festas e um excelente 2011, de boas leituras e muitas realizações.&lt;div&gt;Peço também desculpas pelo sumiço, mas fiquei doente na pior altura do ano: às vésperas das festas e da chegada da família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E aqui vai meu conto, com carinho, para todos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A árvore&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lúcia Bettencourt&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Montar a árvore era coisa que se fazia no dia 1 de dezembro. Era preciso arranjar tempo, depois do trabalho, do trânsito engarrafado que alongava a cada tarde seu caminho de volta. De manhã, a correria do dia a dia não permitia. Era acordar e já começar com a lide: dar uma esticada na cama, correr para o banheiro antes que os outros acordassem e, depois do banho corrido, com o corpo quase úmido, vestir a roupa que já começava a grudar no corpo, pois o calor &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;principiava logo aos primeiros raios de sol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O trabalho era extenuante. Chefe novo, desejoso de mostrar serviço, não permitia nem mesmo que alguém sentasse um pouco nos banquinhos que serviam como escada para se chegar aos brinquedos pendurados nas paredes. Seus pés inchavam, com o calor e as longas horas de pé. Suas costas doíam, como se alguém, durante o dia, tivesse se entretido em enfiar agulhas em seus rins. A comida engolida às pressas aumentava sua sensação de desconforto, provocando-lhe gases e azia. Talvez o que mais incomodasse, porém, fosse a sede. Sem água gelada, era obrigada a engolir aqueles copos mornos e sempre insuficientes, isso quando já estava quase sem saliva, com os lábios ressecados. Mas era preciso racionar os líquidos, pois, se bebesse demais, precisaria usar o banheiro, o que fatalmente desgostaria o chefe, que anotava cada ida ao banheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Este ano o dia 1º caía numa quarta-feira. Era o pior dia da semana. Depois de trabalhar segunda e terça, já cansada, ela nem sequer conseguia imaginar o descanso semanal de domingo, ainda tão distante que parecia uma miragem. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Na volta para casa, não conseguiu lugar sentada na condução. Seus pés ardiam como se tivessem pisado em brasas.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Os últimos passos até a casa quase lhe pareceram uma impossibilidade. Foi arrastando as pernas e os pés que conseguiu chegar ao portão, onde se apoiou para vasculhar a bolsa à procura da chave, nervosamente, assustada com a solidão escura da rua, um chamariz para assaltantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Finalmente em casa, atirou-se na cadeira meio bamba, descalçou os sapatos e esticou as pernas por alguns momentos. Depois, com os sapatos na mão, foi tratar de preparar uma comida: macarrão com sardinha, outra vez.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Não tinha tempo nem ânimo para outra coisa.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;A toalha de plástico sobre a mesa de Fórmica, os pratos desirmanados, talheres, copos de geléia. No entanto, hoje aquilo não lhe parecia tão lúgubre como de costume.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;No congelador havia gelo, o que a entusiasmou a preparar uma limonada.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Quando o marido chegou, a comida estava pronta, a limonada suava os copos de geléia, e o jantar, com a TV ligada mostrando cenas de novela em que até os pobres como ela ousavam sonhar e se divertir, alimentou seu corpo e sua fantasia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas era preciso armar a árvore. Subir na cadeira meio bamba e buscar a caixa guardada na parte mais alta do armário. Lá estava ela, com seus tesouros de papel e brilhos, as bolas frágeis de seu tempo de menina, acondicionadas em algodão, para não se partirem. A árvore, esquálida, estendia braços quase pelados, sobre os quais ela acomodou o algodão em rama, já muito usado e encardido. Dosou as poucas bolas que lhe sobravam de uma infância mais próspera. Amarrou os laços que ia juntando, no decorrer dos anos, sempre que ganhava um presente mais bem arrumado. Aos pés da árvore o papai Noel de pelúcia, barbas amareladas pelo tempo, ficou sorrindo sem direção.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Dois pássaros que ela tentou equilibrar nos galhos em posições naturais, mas que, desequilibrados, enfiavam os bicos no algodão.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;No ninho, dois ovinhos quebrados, que ela havia laboriosamente colado, mas que revelavam suas cicatrizes. A árvore estava pronta. Agora só faltavam as luzes e a estrela do topo. Mas a estrela estava partida. E as luzes não acenderam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desapontada, seus olhos se encheram de lágrimas. Aquela árvore era tão importante, era o que transformava o mês de dezembro numa época mágica. Os sonhos que acalentava avivavam suas cores iluminados pelas pequenas lâmpadas acendendo e apagando ao ritmo de seu coração. Como reabastecer sua esperança na vida, sem sua árvore? De ombros curvados e rosto desapontado, foi escovar os dentes e trocar a camisola. A casa às escuras, ela seguiu tateando até o banheiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao abrir o armário em busca da pasta de dentes, viu um vulto na sala. Assustada, virou-se e viu seu marido, que se levantava, o corpo banhado por luzes coloridas, um sorriso raro no rosto que a barba crescida sombreava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraph" style="text-indent:-18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family:Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria; mso-hansi-font-family:Cambria;mso-bidi-font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;–&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Você esqueceu de ligar as luzes, – ele disse, como se se desculpasse. – Fica bonita a árvore assim, iluminada. Você não quer sentar aqui na sala um pouco, antes de dormir? Está entrando uma brisa. E a gente podia conversar um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era Natal. Era preciso acreditar em milagres.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5781136132995207720?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5781136132995207720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5781136132995207720' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5781136132995207720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5781136132995207720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/12/conto-de-natal.html' title='Conto de Natal'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TQtNpFb4WlI/AAAAAAAABbA/JIib9SamAOo/s72-c/images-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-308952938688647403</id><published>2010-12-02T14:47:00.002-02:00</published><updated>2010-12-02T15:00:41.046-02:00</updated><title type='text'>O bestseller do momento</title><content type='html'>Nestes tempos de questionamento à literatura, vejo-me com apetites mudados: estou comprando meus presentes de amigo oculto e como sempre achei que livros são os melhores presentes do mundo, tenho andado à caça de alguns. Mas, acreditem, a única coisa que me apetece ler, no momento, são as cartas que aparecem nas mãos da polícia e dos repórteres da TV. Quantas folhas, quantos desabafos, quantas denúncias. Creio que ali se encontra um tesouro para as editoras que, unindo-as, mesclando-as, editando-as, poderão fornecer o livro mais importante para o conhecimento dessa Terceira Margem do Rio a que foram forçadas tantas pessoas. Caladas, entre tráfico e a sociedade civil, esmagadas entre descaso e violência, essas pessoas conseguiram resistir e agora escrevem longas cartas, ou curtos bilhetes, onde cada palavra possui o peso das toneladas que a todos admiram.&lt;div&gt;Ler essas cartas, analisá-las, classificá-las, isso talvez nos ensine alguma coisa a respeito de nós mesmos. A mim, o que está ensinando, no momento, é que a escrita é aquilo que nos mantém humanos, quando tudo e todos tentam nos provar que não somos nada.  Uma folha de papel escrita com maior ou menor clareza, um depoimento cheio de esperança, um grito de socorro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que a gente nunca se esqueça destas mãos que traduziram dor, medo e revolta. E que a gente respeite e leia com unção as cartas que um dia nos chegarem aos olhos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-308952938688647403?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/308952938688647403/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=308952938688647403' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/308952938688647403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/308952938688647403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/12/o-bestseller-do-momento.html' title='O bestseller do momento'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5569813424756564690</id><published>2010-11-27T10:19:00.002-02:00</published><updated>2010-11-27T11:31:43.799-02:00</updated><title type='text'>Apolíneos e dionisíacos</title><content type='html'>Quem, como eu, cursou a Faculdade de Letras, está familiarizado com os conceitos do título. Resumindo, muito brevemente, existem artistas ligados ao equilíbrio e racionalidade do deus Apolo e outros ligados à desordem e instinto do deus Dioníso. Este era um deus importado da Ásia, o deus do vinho, e tinha como séquito fiéis inebriados pela "seiva da terra". Apolo era o deus da Luz, que para os gregos era sinônimo de conhecimento, inventor da poesia, e, com sua lira, dava sentido ao mundo.&lt;div&gt;Estou me dividindo entre ídolos apolíneos e dionisíacos desde que julguei ter entendido os conceitos. Ora sou totalmente fascinada pelo lado apolíneo de Cabral e de Drummond, ora me deixo embarcar na embriaguês condoreira de Castro Alves. Seja eu apaixonada por Vieira ou por Machado, fique eu sob o domínio de Oswald ou de João do Rio, acontece que sou sempre inconstante e gulosa, ansiando pela ordem na desordem ou pela paixão na lucidez. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta semana foi interessante, já que consegui, acidentalmente, reunir as duas "pontas da vida". Segunda feira, munida de um livro de Rimbaud, embarquei para São Paulo, para assistir ao show do Paul McCartney. Confesso: foi meu primeiro show. Nunca tinha ido assistir a nada do gênero, nunca fui ao Maracanã para ver Rolling Stones, nem ao Circo Voador para assistir Cazuza. Sou tímida. Tenho uma leve sensação de pânico em locais onde se concentram muitas pessoas. Mas era Paul McCartney, ele tinha sido um dos Beatles, e eu de repente me descobri menina e inconsequente. Lá fui eu. Na enorme e incompreensível cidade, que se recusa a desvelar sua geografia a uma carioca que se orienta pelo mar, lá estava eu, com frio, debaixo de chuva, esperando um táxi que me levasse para o Morumbi. Consertei o frio, comprando um casaco. Afinal, meu hotel era na Oscar Freire. Mas a chuva e a falta de táxis pareciam mais difíceis de resolver. Contei com a sorte, e graças a ela consegui táxi e uma hedionda capinha de chuva, daquela vendidas em sinal. Depois, já no estádio, sentada em minha cadeirinha azul, vi a chuva cessar, o estádio se encher de gente e de vendedores ambulantes que me ofereceram todos os tipos de churros. Churros? É, churros, recheados de chocolate e de doce de leite, envoltos em açúcar e canela, churros gorduchos e melados cuja visão me provocava engulhos. Cestas e mais cestas desciam as escadarias repletas e voltavam vazias, testemunhando a preferência paulista pela iguaria. Até o show começar, porém, eu me perguntava se haveria paulistas ali naquela plateia. No avião que fui para SP as camisas estampavam o rosto de Paul, sozinho ou acompanhado por seus ex parceiros. Estariam eles comendo churros?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o show começou, percebi que Paul deve ser o único roqueiro apolíneo que conheço. Impecável, arrumadinho, simpático e inteligente, ele comandou o show com eficiência matemática. Cantou o que quis, como quis, fez as homenagens que julgou devidas, tirou o paletó e lá ficou ele com sua camisa branca, suas calças seguras por um suspensório, sua peculiar maneira de marcar o ritmo com as pernas juntas. Regeu a platéia em improvisos, revelou uma forma física invejável para sua idade. Aguentou uns quinze minutos de palco sozinho, com um violão e sua voz. Pirotecnia? Teve aqueles manjados fogos de artifício quando ele cantou Live and let die. Digo que são manjados porque até em kick-off de empresa eles são utilizados. Mas fazem efeito, sobretudo numa noite paulista. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A plateia me convenceu de que era mesmo paulista. Ao meu lado, ninguém dançou, ninguém deu gritos histéricos e os que cantaram, estavam um pouco mais afastados. Resultado: encabulada, eu também não dancei, não perdi a voz gritando nem mesmo cantando. Cantarolei baixinho, sorri muito para minha vizinha, Vera, que me perguntou se eu tinha assistido o outro show que ele tinha feito no Pacaembu. Eu nem sabia desse show, confessei. Ela me consolou, dizendo que eu era muito novinha para saber. Tive que concordar. Como vocês já sabem, eu estava ali com onze anos de idade apenas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tenho termos de comparação, uma vez que esse era meu primeiro show de rock. Mas nada do que eu esperava aconteceu. Nenhum excesso. Nenhuma confusão. Tudo absolutamente ordenado e era o próprio deus Apolo que cantava com suas muitas liras no palco. Nunca vi tanta guitarra junta. Era a tradicional, que parece um violino de cabo comprido. Era uma com florzinha. Era outra de duas cores, era violão, era triangular… perdi as contas. Teve piano. Teve teclado psicodélico. E imagens, muitas imagens projetadas no telão, para que alguém pudesse ver alguma coisa dele. E para que todos pudessem relembrar os instantes de loucura do passado. A distância deixava todos  (e tudo) minúsculos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas adorei o show. Pode parecer que não, devido à minha perplexidade com essa ordenação toda. No entanto, adorei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só que, não esqueçam: fui para SP com um livro de Rimbaud. E existe poeta mais dionisíaco que Rimbaud? Apregoando o desregramento total de todos os sentidos, desafiando tudo e todos, o adolescente Rimbaud me fascina, principalmente por seu contraste com o Rimbaud posterior, o comerciante taciturno, o doente terminal sofrendo dores atrozes, mergulhando mais uma vez na paz da morfina. Altos e baixos. De um lado o "príncipe feliz", de outro "o mais infeliz dos poetas". Sangro com Arthur, o jovem cujo talento só foi reconhecido tarde demais. Sofro com o envelhecido Rimbaud, amargo e seco, cuja vida se extinguiu em meio a tantos sofrimentos. E escuto a voz forte e educada de Paul McCartney, me maravilho com sua musicalidade, com sua disciplina, e me pergunto: a quem pertence o mundo, afinal? Apolo ou Dioniso? Devemos embarcar com um ou alçar voo nas asas do outro?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, será que precisamos escolher?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5569813424756564690?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5569813424756564690/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5569813424756564690' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5569813424756564690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5569813424756564690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/11/apolineos-e-dionisiacos.html' title='Apolíneos e dionisíacos'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6858581198176105292</id><published>2010-11-20T11:08:00.003-02:00</published><updated>2010-11-20T12:15:24.032-02:00</updated><title type='text'>Raios de sol</title><content type='html'>Um sábado (quase) de sol, que alegria! O Rio fica tão mais lindo, com sol, parece outra cidade. Perdão por repetir chavões, mas é impossível resistir. Comparo o Rio chuvoso e o Rio ensolarado com a TV, preto e branco e colorida. Se existe charme e encanto em assistirmos alguns filmes em preto e branco, olhar diariamente para o mundo sem cor acaba nos cansando. &lt;div&gt;Mas não vim escrever sobre isso, e sim sobre raios de sol metafóricos, que invadem nossas vidas e nos iluminam e aquecem. Hoje, por exemplo, vibrei de alegria ao ver que o livro &lt;i&gt;Ficções do Desassossego&lt;/i&gt;, da Lucia Helena, foi resenhado no &lt;i&gt;Prosa e Verso&lt;/i&gt;. Essas resenhas são "certificados de batismo" dos livros que escrevemos. Muitos seguem seus caminhos pagãos, outros são abertamente muçulmanos ou judeus, ou até budistas. Na verdade, nenhum livro depende dessas "certidões" para desenvolverem suas vidas saudáveis e longas, ou breves e fúteis.  Mas que pai, ou mãe, não vibra com a cerimônia de batismo, de apresentação ao templo, de seja lá qual for o rito de pajelança, budista, taoísta, de candomblé, muçulmano ou judaico de sua tradição? É uma festa, mais ou menos modesta, mais ou menos concorrida, e é sempre uma alegria. Parabéns à autora e à sua resenhista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais raios de sol? São muitos para comentar. Ontem fui ao lançamento do livro do Claufe Rodrigues e me diverti com a brincadeira que ele propôs: fomos gravados, usando adereços e fantasias, lendo um poema de seu livro. Um garotinho, de peruca black power e óculos metálicos, leu, tropeçando um pouco, um dos poemas do amigo da mãe. Esta, com uma peruca chanel rosa shocking e óculos de estrela, sem esquecer de uma tiara de princesa, leu o seu poema revelando uma voz educada e treinada, coisa de artista. Cada qual com sua fantasia: um poeta colocou um chapéu de cowboy dourado (suponho que pertencesse – o chapéu – ao set de Brokeback Mountain). Uma romancista apelou para longos cabelos cor de rosa. Eu optei por um boá vermelho. Os óculos são os meus, obrigada que sou a usá-los. Depois fui embora, pois as amigas queriam conversar e lá no estúdio improvisado era proibido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas manifestações de carinho e de saudade, um jantar embalado por conversas interessantes, foi uma noite de raios de sol refletidos na bela lua que enfeitava o céu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, ainda tem mais. Segunda-feira vou a SP, ver o show do Paul McCartney. Consegui o ingresso, comprei passagem de ida e volta e… mais nada. Ontem me dei conta de que vou precisar de um hotel para pernoitar. Claro que, nos que ficam próximos ao estádio, não consegui lugar. Vou, após o show, atravessar toda a cidade de SP. Isso se conseguir um táxi. Ou ônibus. A pé sei que não chegarei lá. Fui ver no google a distância e percebi que precisaria de uns dois dias e meio para chegar ao meu destino, por isso rumarei, caso não consiga condução, diretamente para o aeroporto. Mas acham que me preocupo? Quem vai ver show de Paul McCartney tem a idade mental de seu encantamento. Na segunda voltarei aos meus tenros 11 anos. Duvido que ele cante She loves you yeah, yeah, yeah, mas, seja lá o que ele cantar, eu saberei a letra. Foi assim que aprendi inglês, me esforçando para aprender as letras dos Beatles. Infelizmente, não vi o grupo junto. Mas verei o Paul, que espero não apareça no palco numa cadeirinha de rodas. Verei o Paul com os meus olhos de 11, de 12, de 18 anos. Foi um longo amor. 8 anos de devoção, de procura por recortes em revistas nacionais e estrangeiras que terminou com a violência por parte de minha mãe, que aproveitou uma viagem minha e esvaziou o armário. Lá se foram discos e recortes dos Beatles, meus livros do Príncipe Valente e a coleção de histórias que ganhei num prêmio de redação na escola. Até hoje sangro ao falar nisso. Imaginem, todos os seus tesouros roubados! Mas eia! Os raios de sol bailam no meu pensamento, e ainda tenho mais coisas iluminando meu fim de semana: Woody Allen e Lanternas Vermelhas. Amigas e família acompanhando. E uma história se desenvolvendo no computador, me entusiasmando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para terminar, ouvir uma amiga, falando de seu romance, me divertindo já que mostrava a ficção se construindo face à realidade. Obrigada. Estou ansiosa para lê-lo. Assim que sair, aviso a vocês, meus queridos leitores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6858581198176105292?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6858581198176105292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6858581198176105292' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6858581198176105292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6858581198176105292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/11/raios-de-sol.html' title='Raios de sol'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-4833779784500805377</id><published>2010-11-14T19:20:00.001-02:00</published><updated>2010-11-14T19:45:59.990-02:00</updated><title type='text'>Pequeno Nicolau, grande Saramago</title><content type='html'>Sessão dupla de cinema, na Laura Alvim. O pequeno Nicolau, que me provocou algumas boas risadas e me fez lembrar Mon Oncle, de que o Guilherme tanto gostava. E depois, José e Pilar, o documentário sobre a "quase" viagem de Saramago. O que mais me surpreendeu? a casa em Lanzarote. A própria ilha de Lanzarote. Varrida pelos ventos, coberta de nuvens, aparentemente desabitada, com aquela casa tão angulosa, tão despida, tão diferente da linguagem quase barroca do Saramago. Aquela casa é muito mais Pilar que José. Ou talvez muito mais um projeto para depois da "viagem". As patas do elefante.&lt;div&gt;Mas há belos momentos no filme, sobretudo quando a câmera nos oferece close-ups dos olhos de Saramago: uma mistura de medo e de sonho. Inteligentes, os dois cônjuges nem sempre nos encantam pelas suas tiradas. Na verdade, as palavras "inteligentes" o são muito pouco. Quando a gente fala com a emoção – e Doña Pilar que me perdôe – diz coisas mais belas, mais relevantes. Pode ser que mais piegas também, admito. Mas é muito mais relevante assistir a emoção de um autor vendo seu filme ser exibido e se emocionando com isso que assistir a senhora consorte a reclamar para si a palavra presidenta. Falta-lhe um pouco de sensibilidade linguística… Imaginem termos que passar a dizer a amanta, ao invés de a amante. Perde-se a tesão e o único resquício do particípio presente, o que tiraria a constância desse amor. Por isso humildemente me oponho a essa violência linguística. E isso para não falar nada da sua defesa da Hilary, e das pequenas grandes faltas de delicadeza que ela esbanja pelo filme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem cresce ali é o Saramago. Em sua derrocada, ele vai crescendo, demonstrando uma força e uma elegância que nos admiram. E sua grande compaixão, qualidade que julgo encontrar nos escritores que mais admiro. O respeito pelo leitor e pela verdade que julgamos descobrir nos detalhes insuspeitados. Foi uma bela tarde.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-4833779784500805377?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/4833779784500805377/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=4833779784500805377' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4833779784500805377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/4833779784500805377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/11/pequeno-nicolau-grande-saramago.html' title='Pequeno Nicolau, grande Saramago'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5068804272881931020</id><published>2010-11-12T10:45:00.003-02:00</published><updated>2010-11-12T11:42:15.696-02:00</updated><title type='text'>Veredas…</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TN03x0TFbuI/AAAAAAAABa4/JOV04wW7hTs/s1600/mail-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 166px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TN03x0TFbuI/AAAAAAAABa4/JOV04wW7hTs/s400/mail-1.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538644445727387362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TN03x7Kw_VI/AAAAAAAABaw/6VpWzbaw53s/s1600/mail-4.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 166px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TN03x7Kw_VI/AAAAAAAABaw/6VpWzbaw53s/s400/mail-4.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538644447571541330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De volta ao Rio, com fotos e novidades:&lt;div&gt;Começo com as fotos ao lado, tiradas no dia 10, pouco antes de meu embarque  de volta ao Rio. Passear no Central Park no outono, num dia como anteontem pode ser uma das melhores coisas a se fazer em NY. A beleza das árvores, o contraste com os prédios, o friozinho que nos deixa meio elétricas, exigindo que nos movimentemos para aquecer um pouco, é um prazer que se sente com corações e mentes. Mas, principalmente, depois de ter, na noite anterior, tido o prazer de assistir Al Pacino no palco, representando o Shylock de Mercador de Veneza. Um grande ator (não em tamanho, que ele era o segundo mais baixo no elenco) exibindo, sem frescuras nem grandiloquências, sua arte. Ele estava tão perfeito que, por muitas vezes, me perguntei se ele não seria mesmo judeu. A expressão corporal era impressionante, ele parecia traduzir no corpo a essência do judaísmo. E era tão humano, seu "pathos" era tão legítimo, que fez que todos os outros personagens se tornassem artificiais, vazios, irritantes. Senti, com ele, as dores do preconceito, a raiva e o desespero, o desprezo. Seu último gesto na peça, depois de ser batizado à força, é levantar sua Kipah (como é que se escreve o nome do chapeuzinho usado pelos homens?) e, depois de limpá-la, recolocá-la em sua cabeça, não sem antes lançar um olhar expressivo, para os homens que se afastam, achando-se "os vencedores". Neste olhar havia tanta dor, tanta revolta, tanto orgulho, tanta sinceridade que, por mais que eu escreva aqui falando sobre ele, não conseguirei dizer tudo. Foi um pequeno flash, ele estava cabisbaixo, amparado por seus amigos, apenas recolheu a kipah (perdoem-se se escrevo errado) sacudiu-a e, ao levantar a cabeça para colocá-la de volta, olhou para os "bully" que se afastavam. Era o olhar de uma vítima de estupro. Foi impressionante. E depois ele saiu do palco e a peça continuou com o brilho das frases de Shakespeare, mas senti uma impaciência, era como se, depois de um drama, estivesse sendo obrigada a ver uma peça de jardim de infância onde nenhuma das crianças fosse minha conhecida. Acho que esse meu sentimento foi compartilhado. As pessoas na platéia se entreolhavam, como se se perguntassem: que erro foi esse de Shakespeare, continuar a peça depois que ela se acabou? Pois, na verdade, o Antônio se acaba ali naquele julgamento e a bela Porcia, tão inteligente, mostra que bem merece seu Bassanio: são dois fúteis! São visões do futuro, esses dois personagens, gente que se preocupa com fama e riqueza, e nada mais. O amor entre eles é muita atração sexual e cálculo, sentimento Zero!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas nem só de Broadway se faz uma NY, embora eu tenha feito a quase proeza de assistir 3 espetáculos desta vez: Além do Pacino, fui assistir Rain, o musical dos Beatles, que me fez regressar a um tempo em que todos os sonhos pareciam possíveis. E também Fella, sobre o líder africano do mesmo nome, com impressionantes danças negras que mostram as afinidades entre Bahia e África. Rita, baiana, ao meu lado, curtiu muito toda a coreografia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os museus foram apenas 3: Metropolitan, Natural History e o Discovery Center, onde estava a exibição de Tut Ankh Amun. Decomponho o nome na tentativa de recordar os significados que aprendi no cartucho, mas, de cabeça, só lembro do Ankh, o símbolo da imortalidade, quase irónico num faraó que morreu aos 19 anos de idade. Cheio de artefatos e de filmes, a exposição consegue criar a mesma expectativa da época, com a abertura da tumba do Rei Tut. Vamos sendo levados pelo Egito e acompanhamos os passos da descoberta da tumba: o jovem carregador de água que, ao cavar um buraco na areia dá com os degraus que levam à tumba, o encontro da primeira câmara, Lord Carnavon e sua filha correndo para o local, para a abertura da última câmara, o brilho da parede de ouro, que tira nossa respiração, a imensa presença do sarcófago e os seguintes, que acabam por revelar a extraordinária máscara de ouro do rei. Finalmente, a reprodução, em bronze, da múmia, a única no Egito que permanece em seu túmulo, que foi preparado cientificamente para preservá-la. E o filme da extração do DNA do faraó, que tem respondido a tantas questões da história. Para finalizar, um filme em 3D sobre Ramsés II, sua vida e o processo de mumificação. Adorei. Sem falar no convite para passar a mão no crânio do rapaz, também reproduzido em bronze.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São muitas as histórias. Ficam para depois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora só falo do prazer de pegar o jornal de hoje e ler as notícias da parte científica: a leitura modificando nosso cérebro, o pensamento que pode nos levar à infelicidade, a impagável foto do Obama: ainda é muito bom ler o jornal em papel! E ler os livros em papel, também… Pois não resisti e comprei um monte ( na verdade, só uns quatro) E mais dois audiobooks, para escutar no carro (adoro!) Em resumo, a gente pensa que as viagens nos modificam, mas elas só nos tornam mais iguais a nós mesmos. Aqui estou de volta, mais Lúcia do que nunca!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5068804272881931020?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5068804272881931020/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5068804272881931020' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5068804272881931020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5068804272881931020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/11/veredas.html' title='Veredas…'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Z8v7bIunS-A/TN03x0TFbuI/AAAAAAAABa4/JOV04wW7hTs/s72-c/mail-1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-1093585325536135372</id><published>2010-10-30T12:59:00.002-02:00</published><updated>2010-10-30T14:20:53.984-02:00</updated><title type='text'>Encontros e desencontros</title><content type='html'>Roubo o título da cineasta para falar de meus últimos dias: fui e voltei e já estou indo outra vez. Fui: para Ribeirão Preto e Araraquara. Terras quentes e férteis, com gente solar, agradável. Fui recebida com carinho e atenções delicadas. Mas a viagem teve um custo alto: presa num avião com uma sinfonia de espirros e tosses, cheguei em Ribeirão carregada dos vírus que colhi no caminho e que espero não ter espalhado por aí. A agenda de entrevistas teria me deixado até algum tempo livre para explorar as cidades que visitei, mas a febre me tirou o ânimo e não cheguei a ver o "Salto Grande", nem sequer dei uma volta pelos arredores de Ribeirão. Mas o céu, enorme, azul, e os campos cultivados com capricho me encantaram. E o canto dos pássaros, em Araraquara, fizeram a minha delícia. A UNESP fica dentro de um bosque, e eu tinha vontade de sair, como louca, cantando estrofes do hino nacional: nossos bosques… Mais flores…Mais vida…nossos encantos, patria amada salve, salve! Ainda bem que não cantei. Até porque a voz que tinha se acabou de tanto falar, não sei de quê! Em Ribeirão, respondi a muitas perguntas. Em Araraquara, falei, assim, meio sem compromisso, inspirada, talvez, pelos passarinhos, pulando de galho em galho de assunto. Nos dois lugares conheci gente interessantíssima, adorei os papos públicos e privados. E, vou ter de falar, pois me sinto ainda com o peito estufado de orgulho: fui entrevistada na chácara onde Mário de Andrade escreveu Macunaíma! Com que emoção entrei ali, com que cuidado pisei naquele chão… Agora, finalmente entendo a letra do samba "pisar nesse chão devagarinho". Estava entrando no que, para mim, é um santuário. E, como meu adorado e adorável Mário tinha que ser diferente, foram logo me apresentar a banheira onde – diz-se – ele escreveu sua obra prima. &lt;div&gt;Ainda estou com a cabeça recheada de algodão, por causa da gripe, e nem posso transmitir direito minha emoção. Mas, amanhã já vou bater asas outra vez. Um pouco de NY, um pouco de Dallas. Sempre a caminho, numa tentativa de me encontrar (ou, no melhor dos casos, de me perder). Se a gripe permitir, vou a teatros e museus. Se estiver mal, pelo menos vejo amigos queridos. Então, até breve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-1093585325536135372?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/1093585325536135372/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=1093585325536135372' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1093585325536135372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/1093585325536135372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/10/encontros-e-desencontros.html' title='Encontros e desencontros'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-5076334056270682769</id><published>2010-10-20T09:05:00.003-02:00</published><updated>2010-10-20T15:28:10.850-02:00</updated><title type='text'>Vergonha</title><content type='html'>Às vezes me envergonho de sangrar tão fácil. &lt;div&gt;Estou me despedindo de Rimbaud, terminando com minhas alunas a leitura de &lt;i&gt;Rimbaud, o filho&lt;/i&gt; de Pierre Michon. Um livrinho curtinho e denso que nos serviu de base para explorar a poesia e a vida do poeta. Por conta disso, fui ler as cartas que ele escreveu e que estão publicadas pela Topbooks, na tentativa, tantas vezes ensaiada por tanta gente boa e má, de compreender seu inexplicável silêncio. Claro que não faço ideia da razão de seu silêncio. E lendo suas cartas, escritas de seu "exílio" na África me admiro: por que escrever cartas depois de escrever os poemas que tinha escrito? Por que voltar a ser homem depois de ser um semideus? Mas, aquele que escreve poemas e palavras geniais pode ser considerado outra coisa que não um ser humano comum? Não precisa ele viver num corpo de carne e osso, tendo que alimentá-lo, banhá-lo, vesti-lo de maneira adequada? Poeta e gênio, não precisa ele de ganhar a vida, de manter a vida, de pensar na velhice, ou preocupar-se em aprender uma nova língua, em sobreviver entre pessoas que são regidas por leis tão diferentes das que o governam?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cartas discutindo o preço, pleiteando pagamentos, tentando escapar de prejuízos e regularizar situações me incomodaram. Mas o que me fez escrever aqui no blog é ler suas últimas cartas, nas quais descreve os males que o afligiram e o levaram à morte. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sangro fácil, qualquer coisa me fere, mas eu não sou Rimbaud. Imagino, então, esse alguém, com uma sensibilidade tão maior que a minha, sofrendo provações tão superiores às minhas. Medos, injustiças, dores insuportáveis e a necessidade de se aceitar como um ser vivo. Sua última viagem pelo deserto, carregado numa liteira que ele mesmo teve que desenhar, donde não pode sair nem para ir ao banheiro. Depois, já com a perna amputada, seu desespero com as muletas, seu medo de ser derrubado por alguma pessoa descuidada… Só lendo as cartas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abandonar a última esperança, abdicar dos últimos sonhos. Fazer a vontade da irmã carola e confessar-se, e talvez até crer, com a intensidade com que fez tudo na vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho vergonha de sangrar tão fácil! Minhas dores me transpassam como as espadas que atravessam a imagem de N. S. das Dores e provocam sangramentos hemofílicos que não estancam, que me debilitam. Mas talvez a minha dor seja, afinal, comparável com a de Rimbaud, e com a de todos os outros sofredores: é a dor de estar viva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-5076334056270682769?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/5076334056270682769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=5076334056270682769' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5076334056270682769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/5076334056270682769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/10/vergonha.html' title='Vergonha'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-3950219351701673049</id><published>2010-10-14T14:50:00.002-03:00</published><updated>2010-10-14T15:10:32.436-03:00</updated><title type='text'>Luto</title><content type='html'>Acabo de ler &lt;i&gt;O tempo envelhece depressa&lt;/i&gt;, de Antonio Tabucchi. Na epígrafe, a frase " Seguindo a sombra, o tempo envelhece depressa", retirada de um fragmento dos pré-socráticos.&lt;div&gt;Vou fazer uma resenha, mas meu tempo está solidificado numa pedra, que pesa sobre meu coração, há cinco anos. Minhas mãos estranham a ausência das mãos que com elas se mediam. Perdidos, tempo e afeto, só as memórias. Mas as memórias são sempre mais novas, são sempre de um tempo mais novo…&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma citação: " Sentiu-se como aquele menino que de repente se via com um balão vazio nas mãos, como se alguém o tivesse roubado, mas não, o balão ainda estava lá, tinham somente retirado o ar de dentro."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na minha infância aprendi muito com os balões: inflados, eles ansiavam por subir, e era necessário mantê-los à força, amarrados com nós bem dados, seguros por dedos firmes e sempre atentos. Ao menor descuido, eles se iam, sem nem ao menos se despedir. Por algum tempo era possível ficar olhando-os subir, ainda dava para se distinguir, no céu cada vez mais imenso, o pontinho de cor. Depois, era apenas um sinal, a cor contraída num ponto negro e dolorido. E, apesar dos esforços, até esse ponto desaparecia, só nos sobrava a memória da dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Havia outros que mantínhamos por mais tempo junto a nós. Mas esses também iam escapando devagar. Já sem forças para libertarem-se, seu voo era apenas uma afirmação de leveza, e eles exibiam seus rostos tristes e enrugados, sua superfície cada vez mais opaca, cada vez mais próximos de nossas mãos. Até que murchavam, amarrados a uma corda que era, para os balões apagados, sua condecoração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Balões eram tristes, na sua beleza efêmera. Mas a gente só sabia que eles eram tristes no momento da perda. A gente não sabe da vida a metade…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-3950219351701673049?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/3950219351701673049/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=3950219351701673049' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3950219351701673049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/3950219351701673049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/10/luto.html' title='Luto'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-731668724146994897</id><published>2010-10-08T15:55:00.002-03:00</published><updated>2010-10-08T16:27:15.823-03:00</updated><title type='text'>Boas lembranças</title><content type='html'>Há alguns livros que são inesquecíveis. Talvez uns o sejam pelo conteúdo, outros pelo elevado de suas mensagens, e outros porque tenham sido presentes de uma pessoa amada. Há livros cujas ilustrações nos transportam a um mundo paralelo, livros que nos comovem até às lágrimas, livros que nos fazem rir. Tenho recordações de muitos, em todas essas categorias. Mas preciso confessar meu encantamento com alguns livros de Mário Vargas Llosa. &lt;div&gt;Começo por um que me deslumbra, embora talvez não seja a melhor coisa que o autor escreveu: &lt;i&gt;Pantaleão e as visitadoras&lt;/i&gt;. Muito antigo, já não me lembro bem de quando ele é. Mas só sei que saiu ainda muito próximo dos tenebrosos anos da censura, em que até o Ballet de Moscou foi censurado. Imaginem, censurar um ballet. Imaginem, censurar! Pois eis que vem a prelo um livro em que os militares (os peruanos, é verdade) são alvo de zombaria e irreverência. Mas uma zombaria e irreverência de tal maneira construída que nos provocava risadas, muitas risadas. Quem não leu, corra para encontrar o romance, todo escrito em cartas e memorandos, numa variedade de "discursos" que esbanja conhecimentos de retórica e cuja  "seriedade" e excelente performance de seu protagonista, tão certinho, na desordem da selva, no Carnaval do sexo e nos desvairios da religião nos divertem até às lágrimas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fizeram um filme, chatinho... Mas o romance é nota dez! Com certeza não foi este o romance que deu o Nobel ao Mário, mas que ajudou, lá isso ajudou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto também de um outro, picante que só ele, e que não lembro se são &lt;i&gt;Os cadernos de Dom Rigoberto&lt;/i&gt; ou se se trata de &lt;i&gt;Elogio à Madrasta. &lt;/i&gt;Cheio de erotismo, descreve quadros entre Dom Rigoberto e sua amada, jogos sexuais em que encontramos perversão, malícia e sensualidade. (Olhando para trás, julgo reconhecer neles alguma coisa de meu bem amado Felisberto Hernández, que quase ninguém conhece no Brasil, e que merecia ser traduzido. &lt;i&gt;Las Horténsias&lt;/i&gt; é uma obra prima!)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostei de tudo o que li de Vargas Llosa - coisa que nem sempre acontece. Nem Virginia Woolf, nem mesmo Proust escapam de minhas críticas. Mas, Vargas Llosa, por diferentes que sejam seus romances, todos os que li me agradaram. Até do opúsculo que ele escreveu, dando conselhos a um escritor, gostei. Mas, até hoje não consegui ler as Travessuras da menina má, livro que vive se escondendo de mim. Comprei-o antes mesmo que fosse traduzido, em español, lá na Argentina. Pois coloquei-o na mala, e não pude continuar a leitura que tinha iniciado ainda no hotel. E, ao chegar aqui, o livro foi direto para a estante, e se perdeu na indisciplina de minha biblioteca. Tenho esperanças de que agora, com ela domesticada por meu Dédalus/Guilherme, o poeta das classificações, o livro seja facilmente alcancável. O que me falta agora é tempo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Volto então para o Rimbaud, de quem pretendo falar na segunda. Preparo minhas aulas com carinho, e renuncio ao prazer da leitura de nosso querido premiado. Renúncia que não é custosa, pois deixo de ler um mestre da prosa para mergulhar na embriaguês dos barcos-poema, que me transportam ao encantamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, feliz prêmio Nobel para todos: os que já o receberam, os que agora são premiados e os que sonham com ele, no futuro…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-731668724146994897?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/731668724146994897/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=731668724146994897' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/731668724146994897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/731668724146994897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/10/boas-lembrancas.html' title='Boas lembranças'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-6520391802333985909</id><published>2010-10-01T12:02:00.004-03:00</published><updated>2010-10-02T19:17:58.301-03:00</updated><title type='text'>Jabuti Silvestre</title><content type='html'>E eis que um amigo ganha o prêmio Jabuti. &lt;div&gt;Suponho que o nome do prêmio tenha sido escolhido em homenagem ao livro de Mário de Andrade, Clã do Jabuti, que resultou de sua viagem de "descoberta" do país. Pois o Brasil é um país que ainda está por se descobrir, se conhecer. Somos 300, somos 350, múltiplos, diversos, espalhados e antagônicos, solidários e individualistas. O que nos une? Um "certo instinto de nacionalidade", que o bruxo do Cosme Velho percebeu mas não soube explicitar. Mas é esta coisa que se acende dentro de nós e nos aquece na torcida, seja de Copa do Mundo, seja de premiação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na lista de finalista de romance, suponho que dez ótimos livros. Não li todos, mas os que li confirmam minha suposição. Livros de autores admirados, livros de amigos queridos, livros de pessoas a descobrir.  Torci, queria que os amigos ganhassem, é claro, mas o que todos desejamos sempre, a cada ano, é que o prêmio mantenha seu prestígio e descubra nosso talento, afirmando-o com orgulho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem vence o Jabuti tem uma responsabilidade com nossas letras, a responsabilidade de zelar pela nossa cultura, sem demagogias nem estrelismos, mas reconhecendo e ensinando nosso valor cultural. Quem vence o Jabuti, na verdade, somos nós, os leitores, que todos os anos vemos a grande produção cultural de nosso país receber a atenção e reconhecimento. Quem vence o Jabuti representa, entre tantos irmãos, nosso esforço e dedicação às letras, ao pensamento, à invenção de uma nação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-6520391802333985909?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/6520391802333985909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=6520391802333985909' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6520391802333985909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/6520391802333985909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/10/jabuti-silvestre.html' title='Jabuti Silvestre'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8547220653836066457</id><published>2010-09-30T13:28:00.002-03:00</published><updated>2010-09-30T14:30:04.747-03:00</updated><title type='text'>Vidinha morna</title><content type='html'>Leio o jornal que me anuncia um planeta onde a vida é possível. Nomezinho difícil de guardar, 581 g, circulando em volta de uma anã vermelha, continuo a leitura para saber que, uma vez que ele insiste em mostrar sempre a mesma face para a anã Gliese, a vida ali se desenvolveria na região da penumbra, com temperaturas amenas. Uma vidinha morna, no lusco-fusco, acho que muitos de nós já encontramos isso por aqui.  Mas acho que todos nós procuramos alguma coisa além desse ramerrão estrelar. Mesmo aqui na Terra, nosso lindo balão azul, tem gente vivendo nos locais mais improváveis de todos. E bicho! Lá na Antártica os pinguins nos dão lições de responsabilidade, as focas, de persistência, e até o bicho homem já anda se metendo por lá, mesmo sem ser chamado. No deserto, se a gente cavucar, acha alguma cobra, algum escorpião, às vezes até um bicho de sangue quente. E homens, cavucando para encontrar bichos, ou água, ou petróleo, ou apenas passando por ali, como quem não quer nada. No alto da montanha ou no fundo do mar, lá onde a gente achava que podia ficar sossegado – nada disso: homens e bichos, plantas e insetos, alguma coisa sempre se adapta e adota o lugar, por mais inóspito, como moradia. Mas tem gente que quer mesmo essa vidinha quieta, nem sol nem chuva, sem paixões nem emoções. Daí que não duvido nada que, daqui a algum tempo, esses nossos irmãos se reúnam nalguma astronave e partam para Gliese 581g, que até lá já deverá ter mudado de nome, para alguma coisa do tipo Promenade Espacial ou Elysées Stars, ou Resort do Meio. No entanto, antes de esses tipos chegarem, uma turma de inquietos exploradores já terá ido fazer contato, com suas caravelas espaciais Glenda, Maga e Circe, homenageando heroínas de Cortazar, só porque Cortazar me parece surreal o bastante para explorar o espaço com suas personagens. E, lá chegando, depois de mandarem notícias animadoras para seus patrocinadores na Terra, se dispersarão, procurando ou o eterno dia de "581" ou a fria noite de "g", onde algum já terá a suspeita de encontrar um palácio de diamantes, numa cidade de habitantes de ouro cujas peles, de tão polidas e brilhantes, dispensa um brilho que supre a falta do brilho do sol… Dos habitantes originais de Gliese 581g, poucos sobrarão, dizimados por alguma epidemia de gripe suína que os transformarão em porcos que servirão de alimento aos novos colonizadores. E, muito em breve, algum líder barbudo estará anunciando a prospecção de petróleo, ou algum líder careca estará avisando da necessidade de controle de imprensa e de pensamento: em Gliese, só será permitido o pensamento positivo, e todos aqueles que pensarem diferente deverão ser executados, ou transferidos para os campos de trabalho nas regiões de clima adverso e:…&lt;div&gt;Acho que a gente já conhece essa história, por isso não vou repeti-la. Fico aqui, desejando a todos um feliz dia das Secretárias (de Borges e de todo o mundo), Feliz dia de Santa Teresinha de Lisieux, feliz aniversário, feliz casamento, feliz viagem intergalática!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8547220653836066457?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8547220653836066457/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8547220653836066457' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8547220653836066457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8547220653836066457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/09/vidinha-morna.html' title='Vidinha morna'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37498852.post-8780766754287248970</id><published>2010-09-26T21:04:00.002-03:00</published><updated>2010-09-26T21:41:47.564-03:00</updated><title type='text'>Be Stupid</title><content type='html'>No último post, falei do anúncio do ônibus, atrás do qual estava engarrafada. Hoje me lembro da propaganda idiota que vi antes de viajar, de uma marca dessas de griffe, ali no São Conrado Fashion Mall. Be stupid. Redundância, né? Os bobões que se espremem todos para entrar nas roupas de griffe, depois de espremerem suas contas bancárias para pagar essas marcas, não precisam da ordem "be stupid". Antes de continuar, deixe-me avisar aos que não falam inglês, que, apesar das semelhanças com estúpido, stupid seria melhor traduzido por burro. Ou idiota. Uma besta quadrada… enchendo de dinheiro os espertinhos da marca em questão. Que estão se achando ainda mais espertinhos por terem contratado  (e provavelmente por uma estupidez de dinheiro) uma empresa de propaganda cujos "artistas" devem estar achando que, ao contrário do que ensinava Churchill, é possível enganar todo o mundo, todo o tempo. Menos os irremediáveis "smart", que insistem em pensar…&lt;div&gt;Mas, estupidamente, digo: DANEM-SE as bestas e os espertos! Tenho mais o que fazer. E, de tal maneira me resguardei dessa bobagem que agora, de volta de viagem, nem sei se a propaganda continua sendo feita. Passei por aí e, se vi, não notei mais. Essa é uma das minhas qualidades: consigo desligar grande parte das coisas que não me interessam. Nem tudo. Mas uma boa parte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas guardo no coração e na memória as coisas que me emocionam. E, generosamente, me agrada compartilhar essas emoções e belezas que vou encontrando pelo mundo afora ou, às vezes, bem pertinho de mim: hoje descobri um amigo do meu amado Gui que faz parte de uma corrente de leitores. Amigos que compartilham livros e que, ao final da corrente, "esquecem" o livro em algum lugar público, frequentado por pessoas que gostem de ler, com uma dedicatória para o leitor desconhecido que, ao terminar sua leitura poderá optar por "esquecer" ou mesmo guardar o livro. Costumo fazer isso em aeroportos, em agradecimento a um livro que encontrei, uma vez, esquecido numa poltrona. Estava esperando um voo atrasado, num aeroporto de uma cidade pequena dos EUA, que não tinha nem uma banquinha de revista, por incrível que pareça. E eu estava sem nada para ler, desolada, sozinha, com frio e fome, esperando que as condições atmosféricas melhorassem. Aquele livrinho esquecido salvou minha vida. Ou, pelo menos, manteve minha sanidade naquela ocasião.  O livro era um thriller qualquer, tenho uma vaga lembrança de uma estória de assassinato passada numa cidade do meio oeste americano. Nada que me desse vontade de guardá-lo depois. Aprendi a deixar livros para trás ali. Agora, sempre deixo livros e revistas nos aeroportos por onde ando. Mas essa coisa sistemática da corrente me encantou. Ainda mais porque fiquei salivando ao saber que eles esquecem coisas como Pynchon e outros piteus… Vou passar a ser mais generosa e levar para os aeroportos alguns livros que merecem ser apreciados, ao invés de deixar apenas best-sellers. E com uma dedicatória: "Don't be stupid. Be kind."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37498852-8780766754287248970?l=nadanonada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadanonada.blogspot.com/feeds/8780766754287248970/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37498852&amp;postID=8780766754287248970' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8780766754287248970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37498852/posts/default/8780766754287248970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadanonada.blogspot.com/2010/09/be-stupid.html' title='Be Stupid'/><author><name>Lucia B</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15715540151326839685</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
